Fiquei sem sexo por um ano e aprendi algumas lições

A blogueira americana Bruna Nessif se propôs o desafio para quebrar um comportamento pessoal que estava fazendo mal a ela

“Fiquei sem transar por um ano e a minha jornada por essa seca sexual foi esclarecedora e frustrante (por motivos óbvios).

Por que tomei essa decisão? Tudo começou no fim de 2015 quando um cara gato que estava no Instagram de uma amiga me fez dar uma paradinha na checagem das fotos nas redes sociais. Depois de uns likes na página dele, ele me avisou que o interesse era mútuo e começamos a conversar por DM. Para minha felicidade e surpresa, o papo era bom e rendia. Não demorou muito para as DM se tornarem mensagens e as mensagens ligações diárias. Estava superanimada em começar um relacionamento, mas a sensação não durou muito. Descobri que ele tinha acabado de sair de uma relação longa e não estava em busca de nada sério. Em vez de ser honesta comigo mesma e deixar ele para lá, agi como se estivesse tudo bem porque achei que nossa conexão era forte demais para ser ignorada.

Continuava dizendo a mim mesma que estava tudo bem transar com um cara que não queria ser meu namorado, que estava falando com outras garotas, que era só sexo e nada mais. Não consegui manter essa fachada por muito tempo e esse boy foi a divisão de águas para a mudança em minha vida. Estava casada de viver os mesmos cenários com caras diferentes, então quando me conformei que queria algo que ele não queria me dar, nos tornamos amigos e comecei a tentar descobrir porque estava tendo esse comportamento onde eu nunca conseguia o que queria.

Seja porque meu primeiro namorado tenha me traído por causa do meu medo de perder a virgindade ou porque nossa geração olha o sexo apenas  como uma forma de prazer e não como um privilégio, eu de alguma forma comecei a acreditar que transar era algo necessário para fazer os homens gostarem de mim — e se eu não fizesse eles desapareceriam e seria tudo culpa minha. Triste!

Em um esforço de mudar esse meu jeito de pensar, decidi me abster de sexo casual. Disse a mim mesma que não poderia transar com um cara até que ele fizesse eu me sentir como uma deusa. Sem mais essa de se preocupar com outras mulheres, porque o cara certo deixaria claro que eu sou tudo o que ele quer. O problema é: achar esse boy poderia demorar mais do que eu pensei.

Estava tão focada nos primeiros meses porque sentia que tinha finalmente assumindo meu poder que ninguém conseguia me desanimar. Mas quando bateu a marca dos seis meses sem sexo, a tal sensação de empoderamento caiu e comecei a duvidar da minha ideia. Tive vontade de desistir. O meu lado que estava louca para transar ficava dizendo no meu ouvido: ‘Isso vale a pena mesmo? Faça sexo!’. Honestamente, estava irritada. Precisava controlar meus próprios desejos só para provar minha ideia.

Enquanto isso, alguns dos meus amigos também tinha dificuldade de ignorar minha escolha. Como sou a solteira da turma, todo mundo adorava ouvir minhas histórias. Parar de transar com estranhos afeitou a todos. ‘Para de pensar tanto, é só sexo’ eles me diziam. Comecei a pensar se estavam certo mesmo… Cheguei a receber brincadeiras/propostas sérias de amigos generosos querendo acabar com a minha seca. A tentação era grande, mas nunca desisti. Eu devia a mim mesma terminar esse desafio, não importa se as pessoas entendiam ou não.

Depois dessas dificuldades, os hormônios começaram a se acalmar. Meus desejos diminuíram e me vi chegando perto da marca de um ano — e ainda continuo. Sei que ficar uma semana sem sexo para muita gente é difícil, mas não para mim. Ainda me pego questionando essa experiência. Dá uma tristeza em saber que se passou um ano e eu não cruzei com nenhum homem que estivesse interessado em investir em mim. Por que? Será que é por causa da escolha masculina ou por causa das pessoas não darem mais valor aos princípios básicos do encontro? Não sei dizer. Tudo o eu sei é que viver em abstinência não é o segredo para fazer um cara correr para o seu colo. Mas tudo bem, porque esse não foi o motivo pelo qual comecei essa jornada.

Essa experiência foi como me dar uma dose de realismo. E por mais frustrante que tenha sido, foi necessário. Tomei essa decisão para tirar da minha cabeça a ideia de que preciso transar com um cara para que ele se mantenha interessando em mim e entendi que eu mereço ser amada sem ter que abrir minhas pernas. Mantive a minha proposta e o desapontamento foi ofuscado por um orgulho imenso. Queria me tirar de cenários onde era descartável e consegui. Queria esperar pelo homem que iria apostar em um relacionamento comigo e continuo no aguardo pois sei o meu valor”

 

Fonte: COSMOPOLITAN EUA

 

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