Leia um trecho erótico de “Intenso Demais”, de S. C. Stephens

Kiera e Denny formavam o casal perfeito. Até ele viajar por dois meses a trabalho e deixar a namorada sob os cuidados de Kellan, seu melhor amigo...

“Eu deveria deixá-lo ir embora. Ele era temperamental, sempre frio e ruminando

calado. E antes disso tinha sido um perfeito idiota, debochando do meu relacionamento com Denny, fazendo comentários maliciosos sobre nossa única noite juntos e o segredo que guardávamos de todo mundo. Imagens fugazes daquela noite me passaram pela cabeça – seus braços fortes, suas mãos carinhosas, seus lábios macios.

Ele já estava a meio caminho do carro quando fechei o portão atrás de mim.

(…)

– Fica… por favor. Fica comigo… não me deixa – implorei baixinho, minha voz

falhando ao pronunciar a última palavra. Eu não sabia o que estava dizendo. Apenas não podia suportar a ideia de nunca mais voltar a vê-lo.

(…)

Ele prendeu a respiração quando nossos olhos se encontraram, e eu soube que precisava me virar e correr de volta para o bar o mais depressa possível. Mas também sabia que era tarde demais.

(…)

Não podia suportar olhar para seu rosto e ver o que ele estava pensando – eu não sabia nem o que eu mesma estava pensando –, por isso fechei os olhos com força e pressionei o corpo suavemente contra o dele. Seu corpo ficou tenso, mas seus lábios não me resistiram.

– Não faça isso… – sussurrou ele, quase baixo demais para eu ouvir. Eu ainda não sabia com qual de nós dois ele falava. Pressionei meus lábios com mais força contra os seus e ele soltou um gemido, quase como que de dor.

(…)

– Kiera… por favor… – Então, finalmente e com um calafrio percorrendo seu corpo inteiro, ele pressionou com força os lábios nos meus, me beijando intensamente.

Passando os braços firmes pela minha cintura, ele me puxou com força contra si. Seus lábios se separaram e sua língua roçou a minha. Soltei um gemido ao experimentar aquela sensação, o gosto dele, e tornei a buscá-lo com avidez. Em meio à névoa mental causada pela sensação de meus lábios se movendo contra os dele e meus dedos se emaranhando nos seus cabelos cheios, eu tinha a vaga consciência de estarmos nos movendo.

(…)

Suas mãos deslizaram sob a minha camisa e enlaçaram a base de minhas costas, e eu suspirei ao sentir sua pele acariciando a minha. Uma de suas mãos se estendeu para trás, na direção do que quer que lhe servisse de apoio. Ouvi um clique e finalmente entreabri os olhos, para ver onde estávamos.

Ele se encostava na porta fechada do quiosque de café espresso, que ficava no meio do estacionamento. (…) A mão que ele afastara das minhas costas estava virada atrás de si, girando a maçaneta.

(…)

Ele se afastou da porta para poder abri-la. Nossos lábios pararam por um momento e eu observei seus olhos por um segundo. A paixão que vi neles me fez prender a respiração. Eu não conseguia pensar. Não conseguia me mexer. Tudo que conseguia era olhar no fundo daqueles olhos azul-escuros, ardentes. Uma de suas mãos contornou minhas costas, e então as duas mãos foram descendo. Me segurando pelo alto das coxas, ele me levantou sem o menor esforço, e nós entramos de costas no quiosque às escuras.

Com cuidado, ele me pôs de pé no chão e fechou a porta. (…) Estava tudo muito quieto, e o silêncio parecia ampliar o som da nossa respiração. Alguma coisa na escuridão, na sensação do meu corpo apertado contra o dele e na intensidade da nossa respiração, rompeu algo em minha mente, e a última parte de mim que ainda era capaz de raciocinar me abandonou. Tudo que restou foi a paixão… não, a necessidade… uma necessidade intensa, ardente.

Então, ele se moveu. Devagar, me apertando com muita força, ele fez com que nos abaixássemos até ficarmos de joelhos.

Minhas mãos voaram para a sua jaqueta, arrancando-a apressadas antes de atacarem sua camisa e quase frenéticas rasgarem o tecido que envolvia seu corpo. Meus olhos já tinham se acostumado bastante bem à luz fraca que entrava pelas janelas altas para me permitirem ver seu peito escultural. Seus músculos eram de uma rigidez incrível, e ainda assim sua pele era extremamente macia. Perfeito. Passei os dedos por aquela pele, correndo as pontas dos dedos pelas linhas fundas, enquanto seu peito subia e descia com a respiração ofegante. Percorri cada vinco definido do abdômen, me demorando no longo V na base. Ele soltou um gemido fundo, e então inspirou depressa. Senti meu corpo responder na mesma hora, senti a ânsia por ele crescer, e gemi de prazer quando ele encostou a boca quente no meu pescoço. Seus lábios percorreram a minha pele enquanto ele tirava meu cardigã e desabotoava minha camisa. Eu começava a me sentir transtornada, quase impaciente, tamanho era o meu desejo por ele. Arranquei a camisa de uma vez assim que ele chegou ao último botão, para poder sentir nossas peles coladas.

Ele soltou o ar, ofegante, e, com os olhos percorrendo meu corpo de alto a baixo de um jeito que me arrepiou, passou a palma da mão pelo meu pescoço, pelo meu peito, até a cintura, minha pele queimando de prazer onde quer que ele me tocasse. (…) Ele tornou a expirar e passou a mão pela minha pele, parando para segurar meu seio e brincar com o mamilo através do tecido leve do sutiã. Meu fôlego era quase um arquejo, e eu arqueei as costas ao encontro de sua mão. Não podia mais suportar isso. Eu precisava dele, e já. Encontrei seus lábios de novo; seu fôlego estava tão rápido quanto o meu.

Estendendo um braço, ele nos abaixou até o chão. (…) Passei os dedos de leve pelas costas dele, e sua garganta deixou escapar um gemido fundo que me eletrizou.

Afastei seus quadris de mim com avidez para poder encostar na sua calça jeans. Ele gemeu de desejo e inalou por entre os dentes enquanto eu desabotoava e puxava o zíper. Puxei a calça até abaixo dos quadris e parei um momento para observá-lo. Ele estava mais do que pronto para mim, sua ereção se projetando na calça, e a consciência de que fora meu corpo que fizera aquilo com ele quase me levou à loucura. Eu também estava mais do que pronta, estava desesperada. Meus dedos percorreram de leve toda a sua ereção e com delicadeza ele empurrou os quadris contra os meus, abaixando a cabeça até nossas testas se encostarem. Minha mão rodeou sua ereção por cima da cueca, relembrando a sensação de tê-lo dentro de mim, precisando senti-la de novo. Os lábios dele atacaram os meus e de repente suas mãos ficaram muito ocupadas, empurrando minha saia para cima e puxando minha calcinha com força para baixo. Eu não conseguia pensar. Eu o queria tão desesperadamente que chegava a doer.

– Ah, meu Deus… por favor, Kellan… – gemi no seu ouvido.

Ele abaixou a calça depressa e me penetrou antes que minha cabeça embotada pudesse assimilar o que acontecera. Tive que morder seu ombro de leve para não gritar de prazer. Ele enterrou o rosto no meu pescoço, parando para recobrar o fôlego. Na minha impaciência, levantei os quadris ao encontro dos seus e ele gemeu, empurrando fundo dentro de mim. Eu queria mais forte.

(…)

– Meu Deus, Kiera… –  (….)Suas palavras, seu tom de voz e seu fôlego quente na minha pele fizeram com que uma onda de choque percorresse meu corpo inteiro, e eu o apertei com ainda mais força.

Um calor violento se alastrava por meu corpo, e eu cheguei a tremer com tanta intensidade. (…)Ele mergulhava forte e fundo, e eu ia com avidez ao seu encontro a cada golpe, nenhum de nós se importando em prolongar aquele momento, apenas precisando satisfazer a ânsia que crescia a cada segundo. Quando cada sensação em meu corpo começou a crescer, quando senti o clímax se aproximando, perdi o pouco do controle que ainda me restara. Não podia calar os sons que meu corpo exigia que eu fizesse, e senti um prazer enorme ao ver que ele também desistira, seus gemidos e gritos ecoando os meus.

No momento final de puro êxtase, quando senti meu corpo se contrair ao redor de sua ereção dentro de mim, meus dedos mais uma vez percorreram suas costas… mas, dessa vez, com força… muita, muita força. Senti a umidade do sangue dele ao arranhar sua pele, e ele soltou uma exclamação de… dor? Prazer? Apenas intensificou o momento para mim e eu soltei um longo grito, ao experimentar a quente sensação que se expandia no fundo das minhas entranhas. Ele respondeu com um gemido fundo, e apertou minha coxa com tanta força que eu soube que ficaria roxa, enquanto ele investia contra mim mais algumas vezes e gozava.

No momento seguinte, no próprio instante em que toda a paixão se esvaiu do meu corpo, o lado racional da minha mente despertou. Com uma rajada glacial que fez todo o meu corpo estremecer, eu me dei conta, horrorizada, do que tínhamos acabado de fazer.”

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