Leia um trecho erótico do livro “Borboleta Negra”

Uma história muito quente e que vai te deixar pronta para aproveitar a noite!

― Ah, sim, você o faz ― Edrick murmurou sempre a cercá-la, obrigando-a a girar para vê-lo. ― E conhece tão bem tal poder devastador que anda pela cidade com o rosto coberto, vestida de esperança. Aparentemente frágil, fica a esperar um incauto que se atreva a vislumbrar esse rosto perfeito, emoldurado por cabelos de azeviche… Foi o que aconteceu comigo. Acredito que esteja preso por seus encantos e sortilégios para o resto de meus dias.

― Não faço essas coisas. ― Ashley sentiu o desejo real de se defender. Nunca quis atrair ninguém.

― Talvez sim, talvez não… ― Edrick considerou antes de alertá-la. ― Seja como for, não se atreva a brincar comigo, Ashley.

― Não estou brincando ― ela sussurrou. Ele parecia maior e mais forte. Assustou-a como um felino faria caso a espreitasse daquela maneira.

― Expus meu interesse por você, pedi que fosse minha. Então não queira fazer amor comigo por curiosidade ou por qualquer outro motivo que me diminua para depois voltar aos braços de outro homem. 

― Jamais! Se por outro se refere a Benjamin, o que sinto por ele é diferente. Eu já disse. Não haverá trocas, Edrick ― Ashley tomou coragem e se aproximou. ― Entendo que me considere leviana, e não o culpo, mas muito cedo aprendi duas coisas. Uma delas é não esperar para ter amanhã o que quero hoje. E por sua culpa, desde ontem, quero você.  
Não houve uma resposta. De súbito Edrick a capturou e a levou até a margem. Ao sentir o fundo da lagoa sob seus pés, segurou Ashley pela nuca e a beijou. Com um gemido abafado a moça correu as mãos pelas largas costas e roçou seu peito ao do barão. Os corpos ganharam vida enquanto as línguas se provavam com paixão. Para elevar o excitamento, Edrick apertou as nádegas arredondadas e prensou a moça em si. 

― Meu senhor… ― murmurou ela ao sentir o membro rijo. A boca espinhenta torturou-lhe a garganta e desceu mais para cobrir um seio. Ashley arqueou as costas para ter mais daquele sugar compassado. Aflita pelo pulsar doloroso de seu âmago, ela teve pressa. Pela primeira vez ansiava ser preenchida. ― Meu senhor, por favor… Eu preciso… 

― Tem certeza de que aceita ir além? ― Aquela seria a primeira e a última vez que faria aquela pergunta.

― Tenho. ― Ela o queria desesperadamente? ― Sim, por favor.

Satisfeito, Edrick a encaixou em sua cintura e a carregou até a beira do rio. Deitou-a sobre o musgo antes de se afastar para admirá-la. Seu membro protestava, mas não tinha pressa. Queria vê-la totalmente despida e não se importou de dizer:

― Termine o que começou na água. 

Não precisou de mais para que Ashley sorrisse e desfizesse o laço da pantalona para retirá-la. Antes que ela terminasse a ação, Edrick encontrava-se admirado. Ashley não possuía pelos pubianos. Era como se ali, diante dele, estivesse uma das Três Graças de Rafael Sanzio. Não era uma ninfa afinal, sim, uma das filhas de Zeus. 

Ao entender porque caiu de amores, Edrick não esperou por palavras complementares ou ações. Atraído pela divindade, desfez-se das próprias roupas e, demonstrando o mesmo despudor, deixou que os olhos negros o avaliassem ― em especial sua hombridade ― antes que a dona destes os ocultasse e em um convite final apartasse os joelhos, elevando sua excitação a um limite insustentável.  

Guardando a imagem de Edrick, viril e forte, Ashley manteve os olhos bem fechados por medo de estar em um sonho e que este se esvaísse antes que tivesse aquele homem incrível sobre si. Sentiu os lábios do barão nos seus e retribuiu o beijo, enquanto ele se estendia sobre ela, posicionando-se. 

― Depois que começarmos, não terá volta. ― Não era uma pergunta, nem um pedido, somente um lembrete, soprado junto aos lábios dela.

― Não pare ― ela sussurrou. ― Apenas não me engravide.

― Não hoje ― Edrick profetizou antes de se mover e lentamente mergulhar no núcleo quente, úmido, macio. 

Ashley não calou um longo gemido ao confirmar o que previa. Sempre lhe pareceu impossível, mas Edrick, com sua firmeza potente e gentil, fez com que ela apreciasse ser possuída. Mais até! Edrick lhe proporcionava um prazer indescritível todas às vezes que se retirava e investia contra ela, emitindo sons estrangulados que, vindos de outros, enojavam-na. 

Sensação impossível de ser associada ao barão. Edrick a instigava, levando sua excitação a um crescendo estimulante. Com ele parecia ter tudo e ainda queria mais. Logo, movia-se sob o corpo forte e a ação que lhe deu maior prazer pareceu agradá-lo. 

― Você é perfeita! ― Edrick urrou junto ao seu pescoço, abraçando-a. 

Tais palavras, juntamente com o intensificar daquela dança primitiva, fizeram com que algo que crescia gradativamente dentro dela explodisse com violência arrebatadora. Seu corpo ainda era sacudido por tremores breves e intermitentes, quando Edrick se retirou dela para igualmente estremecer. Ele atendera ao seu pedido. Do segundo barão não teria recordações, mas não lamentaria. 

Estava com seu Edrick, que mesmo desconhecendo ter acalentado seus sonhos de menina, invadiu o cerco protetor e a resgatou. Com ele aprendeu o significado de fazer amor.

 

 

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