Leia um trecho erótico do livro “O Alfa de Alamus”

Nada como um trecho bem quente e gostoso para animar a noite com o boy.

— Olhe para mim, Sami — Petrus comandou.

Assim que ele reivindicou a atenção dela, ela obedeceu. A sensação dominava e ela o abraçava avidamente enquanto ele iniciou seus movimentos dentro dela.

— Petrus… — ela sussurrou assustada, mas perdida de desejo.

— Tenho você…

Ele se moveu dentro dela com golpes lentos e lânguidos, sentindo as sensações, entrava e saía dela de forma tortuosa enquanto seu corpo se movia todo sobre ela e então aumentou seu ritmo, mais forte, excitante, profundo, que a fazia querer gritar a cada vez.

Petrus era forte e intenso, selvagem e isso era uma coisa que ela jamais esqueceria. Era como o ferro quente a marcando. Era algo diferente de tudo, pois a maneira que ele se movia era como se todo seu corpo tomasse seu ser, deixando nenhum espaço para mais nada, tomando de maneira total, tomando de uma maneira que não conseguiria se conter ou negar, porque o prazer que sentia era enorme.

Sami teve sua mente e sua alma se perdendo na dele e ela adorava isso, sim, ela queria isso para sempre.

Hoje, amanhã e todos os dias de sua vida.

Ele a pegou pela cintura e a trouxe mais para o seu colo quando ele sentou nas escadas, penetrando-a, escarranchada em seu quadril, e assim ela dominou seus movimentos enquanto se beijavam.

— Isso é tão bom… Estar com você é tão bom — ele gemeu entredentes, sussurrando as palavras que se perdiam nos arfados, nos gemidos.

Petrus rosnou e suas presas cresceram quando viu as dela crescer.

— Sami, segure sua loba, tem que fazer sua magia recuar.

— O quê?

— Está soltando sua magia de loba, faça recuar.

— Nem sei como faz isso. Sempre me diz e não sei como faz.

Ele sorriu e amou seu jeito, como ela estava entregue a ele, totalmente perdida e rendida. Ele podia sentir a satisfação de sua alma, de seu lobo, ao estar desta maneira com ela.

Ela cavalgou sobre ele, maravilhosa e poderosa, selvagem, tomando tudo dele que podia, sentindo-o todo dentro dela, então, girou o rosto, sem nenhum aviso, e cravou os dentes em seu ombro e Petrus gritou pela dor e sem conseguir se controlar, teve sua liberação dentro dela, tão forte que sua mente foi junto e o pouco juízo que tinha também. Era demais para ele aguentar. Seu rosnado deve ter sido ouvido por toda ilha, porque a sensação que ele teve era de que foi muito alto.

A loba de Sami reivindicou seu companheiro.

Sami soltou sua magia toda, que o envolveu quando alcançou seu próprio prazer. Ela gritou, mas ficou abafado em sua boca e se aferrou a ele cravando mais os dentes e o lobo alfa dentro dele fez sua parte.

Seus olhos cintilavam como a prata líquida, o fogo interior trazendo sensações inacreditáveis. O instinto do lobo somente queria reclamar sua fêmea e, Petrus, por mais forte que fosse, foi dominado por ele.

Ele a mordeu também e soltou sua magia instintivamente, seu lobo reclamou sua fêmea, e foi mais forte que seu juízo, mais forte que qualquer pensamento lógico.

As mentes dos dois se perderam e uma aura colorida dançava ao redor deles, unindo-os, enlaçando suas almas, lançando-os na magia dos deuses, do universo.

Estavam reivindicando seus companheiros simultaneamente, a genuína reivindicação dos companheiros lobos.

Ela não entendeu e mal ouviu, mas pensou que Petrus estivesse falando em sua língua, porque estava sussurrando e ela não entendeu nada, na verdade ele estava selando seu ritual de acasalamento em algum momento naquela loucura toda.

Petrus e Sami ofegaram tentando tomar ar, suas presas retraíram e os olhos voltaram ao normal. Petrus estava com as pernas bambas e não conseguiria sair daquela banheira.

Sami tombou com a testa em seu ombro e assim os dois ficaram por longos minutos.

Perdidos e esquecidos do mundo real, completamente extenuados e abandonados, um nos braços do outro, flutuando suavemente em ondas de languidez, sem se dar conta das consequências daquilo tudo, somente tentando que seus corpos voltassem ao normal, o que estava bastante difícil.

Indescritível, nada poderia se comparar àquilo.

Somente existiam eles dois, ali, acariciando um ao outro, entregues ao amor, à paixão desenfreada.

Petrus esticou o braço e pegou a taça e bebeu um enorme gole, estava com a garganta seca e assim ela fez o mesmo, terminando com o líquido, devolvendo a taça à bancada.

Ele suspirou a abraçando e acariciando suas costas, seu cabelo que estava esparramado para todo lado.

— O que houve entre nós? — ela perguntou sussurrando, com o rosto embrenhado em seu pescoço, ainda presa nele, escarranchada em seu quadril, abraçando-o com as pernas.

— Magia, nossa magia se misturou.

— É realmente mágico.

— É o que deve ser entre nós dois agora.

— Às vezes, você fala coisas que não entendo.

— Tem muito que aprender sobre os lobos, querida.

— Eu sei.

— Somos companheiros de alma, Sami, não há como negar ou fugir. Nosso destino é ficarmos juntos.

Ela suspirou e o olhou.

— Soa tão verdadeiro quando você fala estas coisas.

— Porque estou sendo. Sempre fui.

— Mesmo quando me dava aquelas cantadas baratas?

Ele riu e beijou seus lábios.

— Mesmo assim.

— Oh! Eu feri seu ombro!

— Tudo bem, eu fiz o mesmo com o seu.

Ela olhou para seu ombro e olhou-o aturdida.

— Estava tudo tão poderoso que eu não senti nada, depois tudo ficou meio embaralhado, sensações tão intensas e diferentes. Desculpe.

— Ei, não precisa se desculpar, é normal, lobos mordem e amanhã as marcas já terão desaparecido. Eu sou seu agora, e você é minha e tudo ficará bem.

— Claro.

Ele riu e beijou seus lábios, mas então suspirou e depositou doces beijos em sua mandíbula.

— Companheiros devem estar juntos para sempre. Nunca, em minha vida, tive tanto prazer de tocar alguém, nunca senti tanto desejo por alguém como sinto por você. Viveria e morreria nos seus braços sem hesitar, minha loba — ele disse roucamente.

Oh, ela podia morrer agora derretida como uma manteiga.

— Também nunca senti algo como isso. O que é agápi mou? Prometeu me dizer.

Ele a fitou por alguns segundos, ponderando se dizia ou não, mas já estava perdido mesmo, que diferença faria?

— Significa: meu amor, em grego.

Ela prendeu a respiração e quase sufocou. Meu amor, ele a tinha chamado de meu amor todo este tempo?

Ele a amava. Agora ela desmoronaria de uma vez. Oh, ele estava a deixando sem saída.

— Amo você, Sami, mais que tudo nesta vida.

— Isso é tão intenso, Petrus — sussurrou atordoada.

— Somos intensos. Porque somos parte um do outro, fomos criados para sermos um do outro. Eu faria qualquer coisa por você. Somos um do outro agora. As mordidas são a nossa união, de lobos. Você é meu amor, o que vai durar a vida toda.

Ele disse isso olhando diretamente em seus olhos, tão confiante, tão sincero.

…Ele devia falar o que tinham que enfrentar, mas ele não queria encarar aquela parte do problema, não queria que ela se zangasse, se irritasse ou sofresse, somente queria tê-la ali, em seus braços, daquela maneira deliciosa, naquele momento de paz entre os dois e nada mais importava na vida.

Então, ele seguiu pelo caminho mais fácil, chutou os problemas para o dia seguinte e a beijou com sofreguidão.

 

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