O clube das mulheres românticas

Em tempos de feminismo e sexo casual, discutimos a posição da mulher que prefere um amor à moda antiga. Ser romântica tem sim seu valor. Veja!

O retorno das mulheres românticas
Foto: Divulgação – Xico Buny

Você não se sente bem indo para a cama sem estar apaixonada de verdade. Nem cogita a hipótese de ficar com um cara que acabou de conhecer na balada. Muito menos acredita que precisa exagerar nas roupas para chamar a atenção dos homens. E acredite: você não está sozinha por agir assim. É o que mostra o segundo livro da escritora americana Wendy Shalit, Girls Gone Mild (Garotas bem-comportadas). Numa época em que tantas solteiras defendem direitos iguais aos dos homens no terreno da conquista, ela avisa: nem todas querem transar sem compromisso, tomar a iniciativa no lugar dele ou investir em jogos de sedução.

Depois de trocar cerca de 3 mil emails em seu site modestyzone.net e entrevistar mais de uma centena de mulheres, Wendy levantou a bandeira da causa “Não é ruim ser boazinha”. A autora é a favor da virgindade e questiona a liberdade sexual trazida pelo feminismo, defendendo o resgate de valores que foram abandonados. “Meu livro fala sobre redescobrir a inocência e se deixar ser tocada profundamente pelos outros. A intenção não é atacar as ousadas, mas dar uma alternativa àquelas que não se encaixam nesse papel e sofrem por isso”, explica Wendy. Conheça melhor as propostas dessa representante das românticas:

Sexo casual está fora de moda

Para Wendy, não há vergonha nenhuma em manter-se virgem até o casamento. E ela garante que não são poucas as mulheres traídas por suas emoções depois da aventura de uma noite e nada mais. Segundo sua pesquisa, muitas admitem que foram tomadas por um vazio na manhã seguinte à transa com um (quase) desconhecido. Não por moralismo, mas por não ser garantia de prazer nem de compromisso a longo prazo. “Não dá para dizer que é impossível se apaixonar e viver feliz para sempre com o homem com quem você fez sexo casual, mas não é comum que isso aconteça”, alerta Ian Kerner, sexpert e consultor de NOVA. E ele vai mais longe, admitindo que os homens também preferem prazer com envolvimento, apenas têm mais dificuldade de misturar os dois.

Quem brinca com fogo se queima

Em vez de se entregar de corpo e alma de cara e, mais tarde, fingir que não está interessada, faz mais sentido ir com calma até perceber as intenções do paquera. Ao conhecer melhor o homem com quem pretende se envolver, terá tempo de checar se ele vale a pena. O cara sumiu? Sinal de que não queria nada além de beijar, segundo a autora.

Romantismo em alta

Wendy não acredita que as mulheres liberadas sexualmente são bem resolvidas nem que aquelas que preferem esperar por um homem especial são reprimidas. Para ela, a garota romântica sabe o que quer. E no topo de sua lista está “encontrar o amor verdadeiro” – aquele que dura para sempre, mesmo depois que o bumbum não estiver mais durinho e o rosto ganhar marcas de expressão. Se quisermos resumir os conselhos da autora em poucas palavras, são estas: seja autêntica, mantenha-se firme em suas convicções e invista em atributos que vão além de se mostrar atraente sexualmente. Você está ou não nesse clube?

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