Paquera: quem deve dar o primeiro passo?

Os homens estão incomodados ou adorando as iniciativas femininas? NOVA convocou um time de mulheres para arrancar dos solteiros toda a verdade

Homens respondem o que acham sobre a mulher tomar iniciativa
Foto: Getty Images

A – “Se gostei de três garotas numa balada e uma delas vier falar comigo, me ganha.”

B – “Já deixei de ficar com mulher que se jogou em cima.”

C – “Não acho que ela é fácil porque transamos de primeira.”

D – “É difícil me aproximar de alguém que não dá sinal de querer conversar comigo.”

Qual dessas alternativas você acha que um homem diz? Acertou quem respondeu todas. Isso mesmo. As frases foram ditas pelos próprios participantes, no debate que armamos para investigar se as mulheres cheias de atitude de hoje estão passando do ponto na paquera. Será que eles prefeririam manter o papel original de conquistadores? Em busca de opiniões sinceras, e quem sabe da chave para uma aproximação bem-sucedida, fizemos essa reportagem. De um lado da mesa, representantes das solteiras com a chance de perguntar aos homens tudo o que qualquer uma de nós gostaria. Do outro, solteiros com a promessa de esclarecer um a um os dilemas da paquera. Já!

Sexy x Vulgar

Se por um lado eles não se sentem bem com investidas regadas a doses a mais de caipirinhas ou agarrões, aprovam determinadas iniciativas que considerem um chega-mais inteligente. Olha só o que o Cristiano diz: “Se a mulher olhou, sorriu, falou um ‘Oi’, facilita”. Guilherme concorda: “Quando ela vem falar comigo, não encaro como cantada. Eu até namorei uma que se arriscou. Estávamos dançando e ela deu uma pisada no meu pé, depois uma cotovelada, mas não percebi. Aí falou: ‘Oi, pisei no seu pé, não percebeu?’ Respondi que era tão leve que nem senti’. Ficamos juntos por um ano e meio”. Quem também já se rendeu a mulheres cheias de determinação foi o Fabio. “Minhas duas últimas namoradas tomaram a iniciativa”, conta ele. “Uma passava as férias na casa da prima, que era minha amiga. Fazia questão de ficar sempre perto de mim, sem vulgaridade nenhuma. A outra me chamou na faculdade quando passei. Simples assim”. Mas o que seria vulgar?

Rafael – Se vou pegar uma cerveja e a mulher vier encostando, falando alto, se jogando… Vai queimar o filme. Já deixei de ficar com uma garota por passar vergonha!

Fabio – Pior ainda se ela leva fora de um e já parte para outro na mesma balada.

Cristiano – Entrar no meio de uma roda de homens, ficar dançando e se esfregando é bem vulgar.

Guilherme – Isso geralmente acontece quando a menina bebe um pouco mais. O álcool provoca a desinibição! Ou quando ela está em turma e quer fazer piada com as amigas. E aí o cara fica como um bobão ali.

Vale a lei dos direitos iguais?

Apesar de um jogar a batata quente para o outro, em algo todos concordaram: as mulheres têm direito de ficar com quem (e quantos) bem entenderem. “Não criticaria uma menina que ficasse com dez numa micareta, num cruzeiro de solteiros. Conheço uma porção que beija muitos no Carnaval em Salvador e volta sorrindo”, comenta Renata. A diferença, apontada por Carolina, é que nem sempre temos estrutura para encarar certas consequências. “Não adianta beijar vários e depois ficar chorando por ter atraído um monte de gente que não combina com você”. Agora, quando NOVA perguntou se os participantes homens namorariam essas mulheres que colecionam ficadas, Cristiano lançou: “Se quiser procurar mulher para namorar, não será no Carnavio, por exemplo. Não que as frequentadoras desse tipo de viagem não seja bacanas… Simplesmente vou achar que estão numa fase de diversão”. E olha o que ele ouviu:

Carla – O homem que fica com uma na sexta, outra no sábado, uma terceira no domingo é garanhão. A menina que faz o mesmo é galinha.

Cristiano – Se um cara fica com várias, vou falar que ele se dá bem, sim.

Guilherme – E o que as mulheres falam daquela que sai com vários?

Carla – Se uma amiga ficar com vários, não vou julgar.

Transar antes de conquistar

Topar ir para a cama no primeiro encontro foi outro aspecto que dividiu a equipe masculina. Há os que consideram consequência natural de um encontro excitante. Outros preferem deixar os finalmentes para o futuro. Mas Renata quis ir fundo na questão: “E se a garota der a entender de cara que só deseja transar, e mais tarde se apaixonar, pode virar namorada?” Talvez não, porque caiu na cilada de passar o sinal errado, segundo nossos solteiros. Leia mais comentários da polêmica:

Cristiano – Transar no primeiro encontro está virando algo normal. Mas é com uma mulher que vi antes…

Guilherme – Dificilmente transo de primeira. Se acontecer, prefiro pensar que sou muito bom, que eu consegui.

Fabio – Comigo já aconteceu e rolou namoro depois.

Rafael – O fato de ir para a cama de primeira pesou contra.

O eterno dilema

Paquera rende troca de MSN, de telefone e… A angústia no dia seguinte: devo me comunicar ou esperar que ele dê o ar da graça?

Guilherme – Prefiro tomar a iniciativa, mas não me incomodo que ela ligue. Agora, se encontrar várias chamadas num curto espaço de tempo, vou achar que ela é inconveniente.

Fabio – Só telefono dois, três dias depois.

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