Pensando em morar juntos? Veja se é o momento certo

Você e seu namorado querem aumentar a intimidade e dividir o mesmo teto. Mas será que estão no momento certo?

Morar junto é um grande passo no relacionamento
Foto: Tamara Schlesinger

A cada dia mais casais decidem morar juntos, dividir o mesmo teto, sem assinar documento, entrar na igreja, conforme manda o figurino. Interessada em pegar esse atalho para o tão sonhado “enfim sós“? Antes de construir o ninho, avalie se estão prontos para dar esse passo juntos.

Dividir um apartamento com o namorado é dormir e acordar junto dele, decorar a casinha de vocês, namorar sem ter hora para ir para a casa. Mas o que está por trás desses sonhos? É muito fácil confundir as estações e resolver se mudar com o bonitão apenas para não precisar mais dar satisfação à família, por exemplo. “Nesses casos não seria melhor morar sozinha?”, questiona a psicoterapeuta Carmen Cerqueira César. Outro aviso: “Morar junto é ter que aprender a compartilhar”, diz a psicóloga. E isso significa ceder (nem que sejam prateleiras no armário!) e ter disposição para negociar o tempo todo com o amor.

Ele quer o mesmo que você?

O namoro correu às mil maravilhas até agora, mas há o risco de deixarem de falar a mesma língua depois de passarem a dormir juntos. Afinal, o fato de continuarem a ser namorados (e não marido e mulher) pode dar margem a diferentes interpretações do que cada um acha que pode. Se, por exemplo, para você morar junto significa casar e para ele uma forma de ter a namorada por perto, mas ainda se considerar solteiro, mau sinal.

Para investigar se estão no mesmo barco, pergunte: será que ele pretende continuar saindo para a balada sozinho e voltando tarde da noite? Quer adquirir bens em conjunto? Tem intenção de ter filhos com você? “Só com um papo aberto saberá onde está pisando”, fala a psicóloga. A grande cilada é acreditar que, por não ter papel assinado, a responsabilidade é menor. É por essas e outras que há quem se sinta mais seguro num casamento do que sem papel.  A intenção é avisar que o sucesso da relação vai depender do comprometimento.

Também é importante conversar com seu amor sobre os direitos e deveres de quem mora junto. Eles são semelhantes aos de quem é casado no papel. “Com o novo Código Civil, a união estável passou a ser considerada praticamente um casamento”, conta a advogada Camila Murta. Ou seja, se seu namorado e você se apresentam à sociedade como um casal, depois de dois anos sua união passa a ser regida pela comunhão parcial de bens. Isto é, tudo o que adquiriram depois de viverem sob o mesmo teto pertence aos dois e pode ser dividido em partes iguais. E vocês também têm direito a herança e pensão alimentícia. Para provar o relacionamento a Justiça aceita testemunhas, e até considera contas conjuntas em banco, inscrição como dependente no imposto de renda… Por isso, o ideal é fazer contrato para definir suas regras antes e evitar discussões desagradáveis. O papo é serio e vale o diálogo, ok?

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