Proteja seu namoro de intrigas em família

NOVA discute, sem rodeios, a interferência da família no seu relacionamento e dá o caminho para lidar sem stress

Blinde seu relacionamento dos problemas familiares
Foto: Sérgio De Divitiis

Família de namorado a gente não escolhe. Vem de brinde. E, como todo brinde, não tem etiqueta de troca. Isso significa que conviver com ela será inevitável. Se serve de consolo, você não está sozinha nessa. O homem da sua vida também tem o desafio de se relacionar bem com seus familiares. Alguns casais esbanjam sorte e encontram pela frente sogros que os recebem de braços abertos, cunhados que se tornam superamigos… Outros, porém, precisam rebolar para driblar os palpites fora de hora, as crises de ciúme, as intromissões que vem em tamanho família.

Se você passa por isso, sabe que é um tema bem delicado. E que cada passo em falso pode até colocar em risco a promessa de serem “felizes para sempre”. Como estabelecer a linha que separa a participação saudável da interferência prejudicial? O que fazer para não deixar que um comentário maldoso abale a paixão? NOVA ajuda vocês a unirem forças para lidar com os coadjuvantes que fazem parte da sua história de amor. Veja.

Protegendo o ninho

O anúncio do namoro pode ser visto como bom ou catástrofe, dependendo da estrutura emocional da família em questão. “Vamos supor que os pais eduquem o filho (ou a filha) para que seja independente. Nesse caso, permitem que esse indivíduo seja maduro e faça as próprias escolhas – e elas incluem se relacionar com quem desejar”, explica a psicóloga clínica Ilana Levinson. “Agora, se fazem o tipo possessivo, terão dificuldade em aceitar o namoro. Afinal, significa que já não exercem mais o poder que gostariam sobre a sua cria.” Trata-se do cenário ideal para o pai superciumento ou a mãe sabe-tudo que se sente no direito de dar palpite no relacionamento.

Quem é a vítima?

Se você (ou seu namorado) levantou a mão para dizer “Sou eu, sou eu a grande vítima dessa história”, prepare-se para esta revelação. Vocês dois têm responsabilidade pelos conflitos e incentivam a intromissão sem perceber ou tenta agir como a família do outro espera. Essa é uma das maiores brechas que um casal pode dar à intromissão. “Aqui começa a chantagem emocional. O dinheiro faz com que os pais se sintam no direito de dizer o que é bom ou ruim. Se vocês forem à luta e caminharem com as próprias pernas, o poder da sogra vai diminuir”, garante Ilana. Mais ciladas que facilitam o canal de interferência? Uma delas é quando ambos bancam superfilhos, superirmãos, supercunhados e querem resolver os problemas de todo mundo. Então, emprestam dinheiro sem limites, trocam os momentos a dois para dar atenção à família e assim por diante. Resultado: deixam os “beneficiários” mal-acostumados, sentindo-se no direito de reivindicar mais. “Casais assim absorvem os problemas externos para agradar, ser aceitos e receber elogios do tipo ‘Meu filho é excepcional'”, explica Iracema. Outro facilitador da intromissão tem a ver com a mania de ir chorar no colo da irmã, da mãe, da avó toda vez que o namoro entra em crise. Porque vira amor a três, quatro, cinco… “Um casal que busca sempre ajuda fora acredita que não vai conseguir dar um passo por conta própria”, continua a terapeuta. E a gente sabe que conseguirá.

Mais unidos que nunca

Bem, agora que você já está ciente de que as suas atitudes e as do seu amor contribuem para um relacionamento familiar difícil, vale alterar o enredo para um final feliz. O primeiro passo é evitar brigar por causa dos parentes. Imagine a cena: o seu pai vive dizendo para economizarem centavos a fim de comprarem um apartamento. O dele acha melhor investirem na carreira e deixarem o casamento para bem mais tarde. De qual lado ficar? Nenhum dos dois. “Na verdade, você e o namorado precisam formar um terceiro jeito de pensar. É hora de tecerem a própria rede de valores”, ensina Ilana. “Esse é um processo que depende de amadurecimento, de autoconhecimento”, avisa. Comece investindo no diálogo, negociando com o seu amor. “Ambos têm de aprender a ceder, bem como dizer claramente o que importa para cada um”, orienta a psicóloga. Ir ao estádio com o pai pode ser algo tão prazeroso para o homem quanto fazer compras com a irmã é para a mulher. Respeitar essas diferenças fará com que a relação se fortaleça.

Ajustados os ponteiros entre quatro paredes, ambos se sentirão seguros para estabelecer uma convivência mais saudável com as respectivas famílias. “Não há uma regra que valha para todos os casos. Em alguns momentos, será vital ser irredutível e colocar limites; em outros, valerá a pena aceitar ajuda”, pondera Iracema. Trocando em miúdos, você e seu querido podem concordar que não há mal nenhum em pedir opinião sobre o melhor destino de férias, bem como comunicar que pretendem comprar duas passagens apenas.

Bandeira branca

Nem sempre a nova postura do casal será aceita com tranquilidade pela família. Sua mãe pode ficar magoada ao notar que você não está cuidando do romance baseada na cartilha dela, por exemplo. Ainda assim, é preferível encarar o conflito. O lado bom é que, mesmo a contragosto, os “invasores” se sentirão obrigados a recuar na intromissão, respeitando mais o seu relacionamento. Outro reflexo dos limites é que você e seu homem deverão aproveitar mais o lado positivo da convivência com os parentes. Vale dar uma chance para que seus irmãos, primos, pais, tios ajam como colaboradores, que vêm para somar. “A família contribui para que o casal dê passos importantes, como casar, ter filhos… A palavra-chave deve ser cooperação”, completa Iracema. E vai ser muito mais fácil entender esse papel – e tirar proveito dele – segurando firme o leme do seu relacionamento.

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