“Tentei ter um orgasmo por dia e isso mudou minha vida sexual”

A jornalista Lisa Fogarty deu um depoimento à Cosmopolitan britânica sobre como foi esta experiência que durou um mês — e mudou muita coisa.

“Quando o assim são as tendências de saúde e bem-estar, eu me considero uma ratinha de laboratório profissional que está disposta a testar qualquer coisa — menos amputar um membro. Eu permiti que acupunturistas colocassem agulhas na minha testa, deixei que um laser de lipo penetrasse por 13 milímetros no meu abdome para derreter gordura e deixei que estreitassem minha vagina com um laser. E, ainda assim, eu consegui evitar tentar o experimento mais fácil, satisfatório e saudável (sem contar que é totalmente de graça) que todo mundo conhece: me proporcionar um orgasmo por dia.

Vamos falar sobre fatos primeiro. Um orgasmo é, claro, aquele momento explosivo e feliz quando todas as estrelas sexuais estão alinhadas e a vagina se contrai em ondas de prazer intensas. Mas é muito mais do que isso. O orgasmo solta uma quantidade enorme de hormônios que incluem oxitocina, testosterona e estrógeno, segundo a autora do livro Bodywise: Discovering Your Body’s Intelligence for Lifelong Health and Healing, Rachel Carlton Abrams. Eles são o melhor medicamento imaginável para manter os hormônios balanceados, reduzir ansiedade, melhorar a vida sexual  promover um sono mais relaxante, graças à serotonina liberada durante o orgasmo. Eles podem até te tornar mais gentil!

‘Ter um orgasmo todos os dias vai te fazer mais feliz’, disse o conselheiro de saúde da Astrogilde TTC Draion M. Burch. ‘Orgasmos liberam dopamina, que faz com que você se sinta maravilhosa. Orgasmos diários podem abaixar seus níveis de estresse, o que vai impactar o seu bem-estar de várias formas (eles abaixam níveis de cortisona, diminuem o peso, aumentam a fertilidade). Quando você tem um orgasmo, seu batimento aumenta, o que ajuda a deixar o coração mais forte e a abaixar a pressão sanguínea. Orgasmos diários podem levar a uma vida mais longa. Sem contar que também impulsionam a sua imunidade’.

Já que apenas um quarto das mulheres conseguem ter orgasmos na relação sexual, vamos repetir: ao menos que você tenha um parceiro com muita energia que vai te ajudar a ter um orgasmo a cada dia, você vai precisar tomar as rédeas com as suas próprias mãos. Literalmente. Masturbação não é algo opcional.

GIF masturbação

Eu sou casada e mãe de duas crianças com menos de cinco anos que trabalha de casa. Nenhum destes papéis possibilitam você a largar tudo às 3h da tarde e dizer ‘não quero mais’ e se trancar em um quarto fechado por 20 minutos com o seu vibrador favorito. Sem contar que eu não tenho um vibrador. Aos 13 anos eu descobri tudo o que precisava para alcançar o orgasmo — minha mão direita, estimulação do clitóris e de cinco a dez minutos sozinha (sim, eu cronometrei).

Dada a minha situação, o primeiro desafio que eu experienciei ao tentar ter um orgasmo por dia foi que eu tinha que tê-lo quando as crianças fossem para a cama às 8h da noite. Não importa o quão cansada eu estava ou se eu preferia assistir ao meu seriado favorito, eu segui a minha rotina fielmente. Mal eu sabia que isso serviria como uma das lições mais importantes que eu aprendi este mês: o cérebro é o nosso obstáculo número 1 quando queremos ter um orgasmo — e nosso aliado mais importante. Ao menos que você esteja tendo mudanças hormonais por conta de alguma medicação, amamentação, menopausa ou doença, o seu corpo está preparado — mas criar um slideshow mental de imagens sexuais é um treinamento.

A primeira mudança que eu notei depois de masturbar foi que a minha habilidade de criar pensamentos sexy ficou automática depois de uma semana. Aquela fantasia que eu tenho envolvendo eu e o meu marido em uma mesa do escritório (vou deixar você preencher as lacunas) foi aumentando e nela agora existem brinquedinhos e novos personagens. Quanto mais eu focava nestas imagens, mais eu me abria para incluir coisas tentadoras. Antes que eu pudesse notar, eu tinha vários cenários sexuais que eu escolhia antes de ter um orgasmo.

Eu descobri que o meu ciclo menstrual afetava tanto a intensidade do meu orgasmo quanto o tempo que demorava para eu atingi-lo. O orgasmo que fazia com que eu tivesse vontade de subir pelas paredes era aquele que eu tinha na noite antes de eu ficar menstruada. Demorava 15 minutos e precisava parar e continuar várias vezes para não sobrecarregar o clitóris com muita fricção, mas o orgasmo explosivo durava, eu juro, 25 segundos e valia a espera. E, ao contrário do que eu previa que iria acontecer, os orgasmos que eu atingia durante a ovulação eram mais fáceis de alcançar (dois ou três minutos entre o início e o fim) e eram gentis, mas não loucos.

Masturbação feminina

Mas vamos falar sobre os benefícios de saúde e bem-estar. Saiba que eu me exercito regularmente, medito, como bem, mas eu ainda dei crédito aos orgasmos. Eu não tive nem um segundo de cólica menstrual no mês em que gozei todos os dias — uma raridade — ou tive noites de insônia. Não importa qual estresse que eu encontrava no dia a dia, ele se derretia no segundo em que eu tinha um orgasmo. Na verdade, uma noite, eu consegui canalizar a minha raiva no orgasmo mais prazeroso que eu tive no mês.

Mas e o seu marido, você deve estar se perguntando. Ele está perdendo algo? Nem um pouco — na verdade, de mandar mensagens para ele depois de atingir o orgasmo sozinha até convidá-lo para se juntar a mim e ataca-lo em seu escritório em uma terça-feira qualquer a meia noite, meu marido se beneficiou do meu experimento.

Entretanto, eu estava com medo no começo de contar ao meu marido que estava me masturbando uma vez por dia, porque eu achava que ele ia se perguntar por que eu senti a necessidade de fazer isso se nós ainda estávamos transando. Mas o que eu descobri é que ter um orgasmo sozinha só me fez sentir mais vontade de fazer sexo com ele — tipo, minutos depois. Eu não queria mais fazer tantas preliminares, porque eu já tinha me preparado — eu só queria chegar aos finalmentes. Meu marido nunca reclama das preliminares, mas, para ser honesta, ele parecia muito feliz de ter uma mulher que estava com tesão mais vezes e estava apenas pronta. A coisa mais incrível do orgasmo feminino é que ele não te derruba, mas ele te deixa mais quente.

Já que eu estava cuidando das minhas necessidades sexuais e aprendendo novas formas de gozar, meu corpo me recompensava me deixando com mais vontade de trazer e de me conectar e, como resultado, fazendo com que eu me sentisse mais sexual. O sexo se tornou algo que eu esperava, e não algo que eu me meu marido queríamos, mas estávamos muito cansados para fazer. E orgasmos frequentes passaram de um experimento para uma necessidade de saúde, bem-estar e relacionamento.

Agora que o experimento acabou, é muito mais difícil de gozar uma vez por dia (eu fiquei até um pouco aliviada de ter uma noite de folga). E não tem problema. Agora, eu me masturbo mais frequência do que antes — mais ou menos quatro vezes por semana — e eu descobri que este é o suficiente para me lembrar de que eu deveria manter a minha sexualidade como uma prioridade, porque me deixa feliz e mais relaxada.

Claro que manter isso como uma tarefa diária é difícil. Mas, olha, é mais fácil do que não beber refrigerante. Eu te garanto!”

 

Fonte: COSMOPOLITAN UK

 

 

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