Você conta para ele com quantos caras você já transou?

Quando o gato lança essa pergunta, ficamos sem saber como agir. NOVA ouviu a terapeuta sexual Rachel Morris e expert em pensamento masculino Ulisses Tavares, além de representantes dos times feminino e masculino

Como você reage quando o gato pergunta com quantos outros você já dormiu?
Foto: Getty Images

“Com quantos caras você já transou?” Veja como responder essa pergunta sem constrangimento.

A verdade e tão somente a verdade?

Ao se ver frente a frente com a questão, é bem provável que algumas dúvidas passem pela sua cabeça: melhor fazer mistério sobre o tal número? Arredondá-lo para um único dígito? Aumentá-lo a fim de parecer mais sexy? A terapeuta Rachel Morris levanta a lebre: “Se você se orgulha de ter conquistado a liberdade sexual, por que não sentir o mesmo em relação à quantidade de experiências que teve?” Em outras palavras, não tem cabimento se envergonhar dessa vitória. É você, e só você, quem decide quantos homens vai levar para sua cama macia. Se assumimos que gostamos de nos divertir, por que ficamos tão relutantes em falar sobre o assunto?

Assunto tabu

O problema com o tal número mágico é que não existe uma resposta certa ou errada. “Verdade que uma das vantagens de ser mulher hoje é poder ter escolha sexual”, fala Rachel. “Por outro lado, também é fato que ainda existem homens que acham bacana exibir um número alto de transas, mas preferem que nós nos mantenhamos… castas. Gostam que sejamos quentes na cama, só que não querem saber onde conhecemos as manobras que os enlouquecem”, observa a especialista. Sim, é difícil decidir o que revelar e o que omitir, pois nem todos evoluíram nesse sentido. Os gatos que aparecem na sua vida são da turma dos machões? Machistas light? Ou têm mente aberta?

Mais é menos? Ou menos é mais?

A razão para aumentar ou diminuir a quantidade, segundo Rachel, é sempre a mesma (tanto para homens quanto para mulheres): insegurança. No entanto, como a chance de você acertar a resposta que ele quer ouvir é mínima, talvez seja melhor uma destas alternativas: omitir, levar na brincadeira, desconversar, responder só quando conhecê-lo melhor. Uns vão encarar numa boa, sem fazer prejulgamentos. Outros nem tanto. Por via das dúvidas, Rachel radicaliza e aconselha até uma mentirinha branca. “Tentou mudar de assunto mas ele continua insistindo? Não há problema em diminuir o número a fim de colocar uma pedra sobre a conversa.” Passado é passado, certo?

O que eles realmente pensam sobre a matemática sexual

Ulisses Tavares, autor de Guia do Homem Que a Mulher Também Deve Ler (Geração), explica por que não existe uma resposta correta:

“Existem informações que são importantes para o homem saber sobre a mulher que compartilha sua cama e sua vida. A data do aniversário dela, por exemplo. Seu número de sapato. Os dias de TPM. Mas existem dados que só servem para tornar a vida amorosa e sexual masculina um sofrimento anunciado. O que fazer se a gente fica sabendo que seu ex foi cruel? Ou, pior ainda para o nosso ego e nossa masculinidade, ele era nota 10? De uma maneira sábia, a natureza nos fez bobocas, crédulos e pretensiosos. Bobocas por achar que nossa companheira nunca atingiu o orgasmo antes de nos conhecer. Crédulos ao interpretar gemidos como os melhores de sua vida. E pretensiosos por atribuir ao nosso pênis e à nossa performance erótica uma capacidade inédita de fazer de cada transa um acontecimento! Nada fere mais o homem que saber com quantos outros sua mulher já foi feliz na cama. Inseguro, ele recebe a confissão como mais uma ameaça à sua competência. E ela se agiganta por envolver rivais que ele não conhece e só pode imaginar como melhores. Mulher, inteligente emocional como é, só abre esse jogo como fantasia sexual. Sabe que somos seres que pensam com a cabeça de baixo. Nossa frágil autoestima agradece a desinformação nesse caso. Mulher esperta vai para a cama como se fosse a primeira vez. E homem esperto faz de conta que acredita.”

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