“Posso ser engraçada, dramática e, por que não?, sexy”

Conhecemos Monica Iozzi, 35 anos, quando era do CQC, da Band. De lá pra cá, ela fez novela, foi apresentadora e agora é protagonista na série Vade Retro.

Você cobriu política, foi apresentadora de TV e agora é atriz. Quais foram os maiores desafios dessa jornada?

Foram muitos, mas o maior foi respeitar minhas vontades. Às vezes, algumas pessoas estão tão confortáveis em um lugar que ficam lá mesmo. Eu respeito o que meu coração pede. Dá medo, mas estou feliz.

 

Você foi da “mina engraçada” a fazer ensaio sensual. Precisou trabalhar a autoestima ou mostrou seu lado sexy quando deu vontade?

Na verdade, minha autoestima é bem boa. [risos] Sou vaidosa e me sinto muito feminina, só que se usasse demais isso quando era repórter talvez fosse mal interpretada. Como sou atriz, acho interessante mostrar outros lados. Posso ser engraçada, dramática e, por que não?, sexy. Ter o controle total do corpo e poder passar a imagem que quiser, sem ser julgada, faz parte do lugar que buscamos para as mulheres.

 

Ser bem-humorada sempre foi uma característica sua?

Sim, e acho que as pessoas confundem bom humor com estar feliz o tempo todo. Sempre quero olhar para o mundo de uma maneira otimista e alegre. Mesmo quando me surpreendo com uma situação inusitada ou agressiva, tento me defender de uma maneira irônica. Procuro fazer com que o outro entenda o que está errado fazendo uma brincadeira sarcástica. Não sou do tipo que parte para o embate de forma agressiva.

 

Suas opiniões políticas estão em vários posts. Quão importante pra você é usar sua fama para conscientizar seus seguidores?

Por ser jovem e mulher, quem sabe eu não consigo trazer outras pessoas para as discussões? A maioria esmagadora dos políticos no Brasil são homens, e apesar de eu não ser desse ramo já trabalhei cobrindo essa área, e sempre fui muito atenta.

 

Como lida com o ódio, sentimento tão comum nas redes sociais?

A internet é um lugar onde esse discurso é excessivo. Lido bem e acho que a agressividade não pode nos afastar daquilo em que acreditamos. Mesmo porque o intuito desse comportamento talvez seja nos calar.

 

O que a Celeste, protagonista de Vade Retro, e você têm em comum?

O otimismo. Ela primeiro acredita, confia e quer que a pessoa seja legal. Eu também acredito e confio primeiro. Prefiro me decepcionar a ter uma vida desconfiando de todo mundo e sem me entregar a ninguém.

 

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