Um dia após a morte da filha, Debbie Reynolds morre aos 84 anos

Atriz teve um AVC na parte da tarde da quarta-feira (28/12), mas não resistiu.

A atriz Debbie Reynolds, estrela do filme clássico de 1952 Cantando na Chuva, morreu apenas um dia após sua filha, a atriz e escritora, Carrie Fisher. Debbie tinha 84 anos.

Seu filho, Todd Fisher, disse que ela morreu na quarta-feira (28/12). “Agora ela está cm Carrie e estavmos todos de coração partido”, disse Todd do Centro Médico Cedars-Sinai, em Los Angeles, EUA, onde a sua mãe havia sido levada por uma ambulância mais cedo.

Ele disse que o estresse da morte de sua irmã “foi demais” para Debbie. Carrie, que tinha 60 anos, havia sido hospitalizada na sexta-feira (23/12). “Ela disse ‘quero ficar com Carrie’ e, de repente, ela foi embora”, disse Todd.

Debbie adorava os altos e baixos do show business e suportou a depressão de uma tragédia pessoal e traição. Ela perdeu um marido para Elizabeth Taylor e dois outros que estavam apenas atrás de seu dinheiro. Carrie, que ficou famosa após viver a Princesa Leia em Star Wars e que lutou durante boa parte da sua vida contra o vício em drogas e saúde mental, morreu após ter um ataque cardíaco em um avião.

Debbie Reynolds

(Reprodução/Cosmopolitan)

Debbie foi uma verdadeira estrela no início de sua carreira. Depois de dois papéis pequenos e três de coadjuvante, Louis B. Mayer a colocou em Cantando na Chuva. Ela tinha 19 anos e um pouco de experiência em dança, e ela apareceria em cena com dois grandes dançarinos: Donald O’Connor e Gene Kelly, que também co-dirigiram o filme.

Gene Kelly foi o mais duro comigo, mas acho que deveria ser assim”, Debbie contou em uma entrevista à Associated Press. “Eu tive que aprender tudo em um prazo de três a seis meses. Donald O’Connor dançava desde que tinha três meses, Gene Kelly desde que tinha dois anos… Eu acho que Gene sabia que eu precisava ser desafiada”.

A Inconquistável Molly foi um filme baseado na vida de uma mulher do Colorado, EUA, que cresceu pobre, se tornou rica e triunfou na tragédia, ao afundar no Titanic.

O musical de 1964 de Meredith Willson, com a música I Ain’t Down Yet, deu à Debbie a sua única indicação ao Oscar. Ela também foi nomeada ao Tony Awards em 1973, quando atuou no remake de Irene, no qual a sua filha também teve um papel.

Debbie Reynolds

(Reprodução/Cosmopolitan)

Depois de sua transição  de iniciante para estrela, Debbie se tornou imensamente popular entre as adolescentes e, ainda mais, em 1955, quando se casou com Eddie Fisher, o cantor pop pelo qual as fãs eram apaixonadas.

O casal fez um filme junto, Bundle of Joy, que aconteceu quase junto ao nascimento de Carrie, em 1956. Os Fishers também tiveram um filho, Todd, nomeado em homenagem ao amigo de Eddie e marido de Elizabeth, Mike Todd.

Durante este tempo, Debbie emplacou sua música Tammy como número um das paradas em 1957, a canção nomeada ao Oscar por causa do filme A Flor do Pântano. Mas a história de Cinderela acabou após a morte de Mike em uma queda de avião, em 1958. Eddie consolou a então viúva e não demorou para anunciar que estava deixando sua esposa e depois filhos para se casar com Elizabeth.

O mundo das celebridades perdeu a cabeça. Elizabeth foi chamada de ladra de maridos e Eddie como um desertor de famílias. Debbie ganhou a simpatia do público como a vítima inocente, um papel que ficou ainda mais forte quando ela apareceu com pregadores de fraldas na blusa durante uma entrevista. Uma capa da revista Photoplay, em 1958, dizia: “Sorrindo através das lágrimas, Debbie diz: ‘eu ainda sou muito apaixonada por Eddie’”.

Debbie Reynolds

(Reprodução/Cosmopolitan)

A carreira como cantor de Eddie nunca se recuperou, mas Elizabeth, que o deixou em 1962 para se casar com Richard Burton, continuou uma estrela. E a carreira de Debbie floresceu. Ela atuou com Glenn Ford em Sem Talento Para Matar, com Tony Curtis em A Taberna das Ilusões Perdidas, com Fred Astaire em O Papai Playboy, com Andy Griffith em The Second Time Around, com todo o elenco estrelado de A Conquista do Oeste, e com Ricardo Montalban em Dominique.

Ela também foi dubladora da aranha Charlotte no filme animado de 1973, Charlotte’s Web.

Mas, ao longo dos anos, seus problemas matrimoniais continuaram.

Em 1960, Debbie se casou com o magnata dos calçados Harry Karl. O casamento acabou em desastre quando ela descobriu que ele, um apostador compulsivo, acabou com o seu dinheiro e a deixou em uma dívida profunda. Ela se divorciou em 1973 e trabalhou muito cantando e dançando para pagar suas dívidas.

O terceiro casamento de Debbie, com o homem de negócios Richard Hamlett, em 1984, se provou igualmente destrutivo. Em 1992, ela pagou 10 milhões de dólares para comprar um hotel e transformá-lo no Debbie Reynolds Hotel and Casino. Ela se apresentava todas as noites e promovia tours por elementos de seus filmes.

Debbie acabou falindo em 1997 e vendeu a propriedade em um leilão no ano seguinte, acusando Richard de fugir com o dinheiro. Novamente, ela se jogou na estrada.

“Todos os meus maridos me roubaram e eu nem percebi”, ela afirmou em 1999. “O único que não pegou o meu dinheiro foi Eddie Fisher. Ele só não dava pensão”.

Depois, Debbie continuou a se apresentar em seu show, viajando 40 semanas durante um ano. Ela também aparecia regularmente na televisão, como a mãe de John Goodman em Roseanne e em Will & Grance. Seus livros foram as biografias Unsinkable e Make ‘Em Laugh.

Debbie Reynolds

(Reprodução/Cosmopolitan)

Em 1996, ela agradou as críticas como a protagonista no filme de Albert Brooks, Mother, no qual ele interpretou um escritor que volta para a sua casa e trabalha em seu relacionamento com a personagem de Debbie. Alguns anos antes, ela quis atuar como a mãe no filme adaptado do livro autobiográfico da filha, Carrie, Lembranças de Hollywood. O diretor Mike Nichols escolheu Shirley MacLaine para o papel.

Debbie e Carrie participaram juntas do documentário Bright Lights da HBO, que está previsto para ser lançado em 2017.

 

Fonte: COSMOPOLITAN EUA

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