Afaste o fantasma da crise

NOVA vai ajudar você a sair da linha de tiro. Descubra agora como transformar o medo em oportunidades e ser a funcionária que nenhuma empresa quer perder

Veja como driblar a crise e criar oportunidades profissionais
Foto: Getty Images

As duas faces do medo

Não, você não precisa se considerar a mais insegura das mulheres por temer ser dispensada. Esse sentimento só reflete a sua preocupação legítima de preservar uma parte crucial da sua vida: a carreira. É por meio dela que você se realiza, garante sua independência financeira, mostra seu potencial de vencedora. A perda do emprego significa ver esse castelo de conquistas desmoronar. A questão é: como lidar com esse medo? Há duas alternativas. Ficar na defensiva, consumindo-se pela hipótese de ir para o olho da rua e nem conseguir trabalhar direito. Ou encarar como um motivo a mais para se fortalecer profissionalmente e afastar o fantasma da demissão do seu caminho. Nem precisa dizer que a segunda combina mais com o seu plano de sucesso.

Uma dose de otimismo, por favor

O primeiro passo é escapar do astral pessimista que paira no ar e a deixa desnorteada. Não significa ignorar que os postos de trabalho estão diminuindo. Apenas interpretar o cenário de maneira mais objetiva. Ouvir especialistas que têm uma visão menos catastrófica do assunto é um bom começo. O badalado headhunter e consultor de empresas Robert Wong, autor de Superdicas para Conquistar um Ótimo Emprego (Saraiva), conta que a crise estava para acontecer havia algum tempo. “A lei da natureza dita que tudo o que sobe um dia desce, que para cada ação há uma reação. Nada mais natural que esse clima de euforia, com bolsas em alta e consumo desenfreado, acabasse. Se você encarar isso como uma situação normal, não vai ficar tão assustada”, sugere Wong. Outro conceituado consultor, Stephen Kanitz, acabou de lançar o blog O Brasil Que Dá Certo para dar boas notícias. Ok, elas não invalidam os fatos negativos dos jornais, mas mostram um animador contraponto para a situação.

Trabalhe (bem) com um barulho desses

O desafio seguinte é colocar foco no que interessa: dar o melhor de si. Quem é bom no que faz recebe feedbacks positivos da chefia e vive requisitado para novos projetos. Com isso, se sente seguro e não dá chance para o diabinho da demissão atormentar. Além disso, as empresas precisam de colaboradores de alto nível para enfrentar a crise. Se fizer parte dessa casta, suas chances de continuar empregada serão altas. Para fortalecer seu passe, é preciso pensar mais no presente do que num futuro sombrio. Nas palavras de Wong: “Concentre-se no que está fazendo agora em vez de tentar adivinhar o que acontecerá com você daqui a uma semana, um mês”. Ou seja: saia do papel de pensar em problemas e comece a vislumbrar oportunidades. Trabalhe com energia enquanto os outros estão abalados, continuando a gerar resultados e sendo ainda mais criativa. E, como as mudanças no mundo corporativo estão acontecendo hoje numa velocidade impressionante, vale exercitar uma habilidade de ouro chamada flexibilidade. Digamos que a verba para um projeto seu tenha sido reduzida este ano pela metade. O jeito vai ser encontrar meios de se adaptar a essa nova realidade – sem deixar cair a qualidade do seu trabalho. Sim, é um desafio e tanto.

Olho vivo no mercado

Além de turbinar sua produtividade aos olhos da chefia, outra estratégia para escapar da fila dos desempregados é ficar atenta ao que acontece nas outras empresas e em nichos menos afetados pela crise. Isso inclui informar-se sobre quais negócios continuam investindo, quem abriu vagas… Assim, quem sabe, em vez de ser mandada embora, não recebe um convite da concorrente? Isso mesmo! Ainda que não tenha a intenção de mudar de emprego, pesquise as organizações que mais vão contratar. Em seguida, selecione aquelas nas quais gostaria de atuar e descubra se tem as qualidades que elas buscam em uma profissional. A resposta é não? Melhor correr para desenvolvê-las! Estudar inglês ou espanhol ou francês, aprender a liderar uma equipe, a falar em público, fazer uma pós.

Autoconhecimento é essencial

Mesmo fazendo tudo como manda o figurino, ainda sente que o fantasma da demissão assombra você? Os psicólogos avisam: talvez sinta essa insegurança porque, sem perceber, está trabalhando numa área que não combina com seu potencial.”Se você é ótima em uma atividade, mas resolve apostar naquilo em que é ruim ou fraca, vai se tornar medíocre”, diz Wong. E, aí, vira a bola da vez caso o chefe precise cortar alguém. Para saber se é esse o caso, ele propõe um exercício de autoconhecimento com três perguntas:

1. O que tenho paixão por fazer?

2. Das atividades pelas quais sou apaixonada, quais executo com excelência?

3. O que o mercado está disposto a pagar para eu fazer?

Digamos que tenha paixão por cantar, participar de maratonas, escrever e organizar festas. Mas é excelente mesmo escrevendo e organizando festas. O passo seguinte é saber qual dessas atividades vai render uma boa remuneração a você. Esse exercício pode ajudá-la a descobrir que precisa direcionar seus esforços para outra área que tenha mais a ver com seu talento, na qual se sinta segura de suas realizações. E começar a delinear um plano B – quem sabe não é a hora de entrar num curso de decoração de festas e pensar em abrir um negócio próprio mais na frente? “O autoconhecimento traz para você a característica mais essencial para o sucesso: a autoconfiança”, fala Wong. Com ela, você não tem medo do desemprego, pois não fica à mercê do chefe, do mercado, da situação econômica. Tem o destino profissional nas próprias mãos e sabe o que fazer com ele.

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