Como conquistar um salário justo

Confira nossas dicas para conquistar uma remuneração à altura

Como conquistar um salário justo

Antes de pedir aumento de salário, chegue com uma ideia ao seu chefe para aumentar os lucros ou melhorar os serviços da empresa
Foto: Getty Images

Ok, a empresa em que você atua só quer cortar custos… Precisaria ”morar” no escritório para perceberem que dá mais do que recebe… O aumento vem para quem é assediado pela concorrência… Há dezenas de desculpas para justificar por que seu salário não sobe. E elas fazem você se sentir de mãos atadas! 

Listamos algumas e mostramos como profissionais bem pagas as driblaram. Inspire-se e pare de achar que não tem sorte na vida.

O que dizem nos corredores
A chefia só vai reconhecer financeiramente seu talento se você tiver uma boa proposta de emprego de outra empresa na manga.

Como driblar
É bem capaz que, para não perder você, seu chefe ofereça 10% de aumento e prometa um novo desafio. Mas pode ser que ouça dele um desanimador ”Não temos como cobrir”. Além do mais, não é nada confortável ter de esperar uma proposta cair do céu toda vez que achar que seu salário está defasado. Para não ser dependente dessa disputa por seu passe, a bancária Claudia Jacomo Martinez, de 26 anos, faz com que os outros enxergassem seu talento de outra forma: valorizando o relacionamento. ”Não significa simplesmente ser gente fina”, explica. ”Mas saber lidar com pessoas. Um exemplo: respondo aos pedidos que me fazem com prontidão. Tem gente que nunca responde. Você fica sem saber se recebeu, se vai fazer aquele relatório… Claro que ser solícita sem cumprir o prometido não basta”, fala Claudia, que acabou de assumir o cargo de gerente comercial de uma financeira. ”Meu primeiro chefe me indicou para essa vaga que eu tanto almejava por acreditar no meu potencial. Meu salário aumentou 20% e agora tenho direito a bônus”, diz, comemorando.

O que dizem nos corredores
Mulheres ganham menos que os homens porque precisam se dividir mais entre vida pessoal e profissional quando se casam.

Como driblar
Aproveite enquanto não tem de se dividir tanto para se dedicar ao máximo e provar seu talento e sua competência. Principalmente nos momentos em que a companhia mais precisar de você, como fez a analista de importação Libni Cruz, de 26 anos, que trabalha em uma empresa de trading há cinco. ”Vi meu salário subir duas vezes. O aumento mais significativo que recebi, de 40%, foi resultado de um momento de crise, que levou muita gente a pedir demissão. Houve mudanças, de chefia e na distribuição de tarefas, que acabaram sobrecarregando todo mundo. A maior parte dos funcionários não agüentou a pressão e saiu. O setor, que tinha 11 pessoas, ficou com duas — e eu era uma delas. Eu não tinha hora para sair e assumi várias tarefas que não eram minhas. Mas hoje vejo que foi ótimo. Aprendi muito e fui reconhecida por ter me saído bem. Tanto que me promoveram a analista sênior justamente quando estava grávida”, conta. Hoje, Libni sai sempre que possível na hora, porque precisa cuidar de seu bebê de 8 meses. Ainda assim, foi convidada a assumir um cargo nos Estados Unidos, que não aceitou por causa da família. ”Em vez de o meu chefe ficar decepcionado, garantiu que em breve me conseguiria mais por aqui mesmo”, fala, realizada.

O que dizem nos corredores
Para ganhar aumento, é preciso ser a queridinha da chefia.

Como driblar
Ter bom relacionamento com seu superior conta pontos, mas não é condição para ser reconhecida. Mesmo que não costume almoçar com ele, pode fazer seus olhos brilharem (ou seja, ganhar oportunidades melhores) se for vista como uma promessa de resultados. A gerente de marketing Roberta Santanna, de 30 anos, investiu na seguinte estratégia: ”Acumulei experiência em vários tipos de negócio e de área antes de me estabelecer em marketing, meu objetivo final”, entrega. Para isso, ela estagiou em uma multinacional de computadores, outra de bens de consumo e por fim em uma empresa de combustíveis. Quando se formou, trocou o Rio de Janeiro por São Paulo, por causa de uma vaga de trainee em uma multinacional da área de bem-estar e beleza. De lá para cá, passou pelos cargos de gerente júnior de trade marketing e gerente pleno, seguindo carreira no marketing com mais conhecimento sobre os processos da empresa. ”Não tinha aumentos de salário por serem mudanças horizontais, que optei fazer para me tornar uma profissional mais completa. Valeu, pois fui promovida a gerente sênior de marketing, assumindo uma das marcas mais importantes do negócio, e ainda tive aumento de 15%!”

O que dizem nos corredores
Pedir aumento pode até pegar mal. O correto é dar o máximo de resultados e esperar, pois a chefia mais dia, menos dia vai se curvar ao seu empenho.

Como driblar
Ok, está errado dizer que precisa ganhar mais porque está endividada ou por outro motivo pessoal. Mas, se chegar à sala do chefe com uma proposta consistente de remuneração (leia-se: os dois lados são beneficiados), pode colher bons frutos, como fez a analista de marketing Adriana Pincherle, de 28 anos. ”Fui designada para iniciar um setor de brindes na agência de publicidade em que estou há seis meses”, conta. ”Achei a proposta desafiadora, mas não escondi do meu chefe que achava o salário baixo. Combinei de começar com o pagamento previsto, mas negociar uma comissão passados os primeiros meses.” Quando o prazo estipulado terminou, Adriana chamou seu superior para conversar e não se intimidou quando ele alegou, por dias seguidos, que estava ocupado. ”Quando a conversa finalmente aconteceu, apontei os resultados que já havia conseguido e disse que estava tocando o departamento sozinha. Não titubeei em pedir o que achava justo, pois sabia que o máximo que poderia acontecer seria ouvir um não.” Deu certo. Adriana negociou, além do salário, uma comissão de 5% sobre o lucro líquido de cada cliente.

O que dizem nos corredores
A empresa em que você trabalha não está em um mercado aquecido. Por isso, não tem como aumentar o seu salário.

Como driblar
Veja por outro lado. Se a empresa não está em um mercado aquecido, provavelmente há menos funcionários disputando funções. ”Eu sempre quis ser farmacêutica, mas, como não tinha o suficiente para bancar a faculdade, optei por um curso técnico e virei manipuladora de medicamentos”, conta Michelle Marini, de 27 anos. ”Embora essa profissão não seja tão ampla quanto a de farmacêutica, há pouca gente preparada no mercado”, completa. Dois anos após conseguir o segundo emprego na área, Michelle ampliou seu escopo de funções e, além de controlar o peso das substâncias, passou a fazer o encapsulamento e está aprendendo a realizar o controle de qualidade. ”Com esses resultados em mãos, me armei de coragem para pedir aumento. Mostrei aos meus chefes como havia me qualificado e os lembrei de que tinha assumido mais responsabilidades. Resumo da ópera: eles concordaram e me deram o acréscimo de 15%.”

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