Quer engravidar? Saiba o que diminui sua fertilidade

Não são apenas os óvulos que podem atrapalhar seu sonho de engravidar - por mais que o plano esteja lááá no fim da sua lista de prioridades! Saiba o que dá para fazer desde já para evitar surpresa.

Um em cada seis casais vai precisar de ajuda para engravidar, segundo a OMS.
Foto: Getty Images

Vai ver você nem está pensando nisso ainda – talvez, para crescer rápido na carreira, tenha deixado a maternidade para mais tarde! Mas, se ser mãe estiver nos seus planos (mesmo que a longo prazo), melhor garantir que, quando a hora chegar, você não terá sustos. É bom ter em mente: não engravidar na primeira tentativa não é sinônimo de problema. De acordo com os médicos, um ano é um prazo razoável. E todo mundo é fértil até que se prove o contrário! Agora, se você não aguentar esperar, pode fazer exames de avaliação hormonal para conferir sua reserva ovariana, que vai estimar quanto tempo ainda tem para ser mãe – e a qualidade dos ovários. O importante é saber que não está sozinha: hoje, um em cada seis casais vai precisar de ajuda para engravidar, segundo dados da Organização Mundial da Saúde. Descubra já o que diminui a sua fertilidade.

ENDOMÉTRIO FORA DO LUGAR

Por que atrapalha – A endometriose atinge cerca de 15% das brasileiras em idade fértil. Mas a ciência ainda desconhece por que os flocos de endométrio que escapam do útero e se fixam em outras partes do abdômen dificultam a gravidez. “O que se sabe é que a doença causa uma inflamação que altera a anatomia de órgãos pélvicos, dificultando a ovulação e a movimentação dos espermatozoides”, diz a ginecologista Rosa Maria Neme, do Centro de Endometriose de São Paulo.

Como resolver – Sua menstruação anda irregular ou suas crises de cólica fortes demais? Dê um pulo na gineco. Se suspeitar, ela pedirá um exame específico de imagem. Quanto antes descobrir, mais rápido conseguirá tratar. Mas faça sua parte: corte alimentos com gordura trans (esqueça a batata frita!) e substitua por ômega 3, a gordura boa do salmão. Uma pesquisa da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, avaliou a dieta de 10 mil mulheres por 12 anos e concluiu que aquelas que ingeriram alimentos ricos em ômega 3 tinham 15% menos chance de ter a doença – as que se jogaram na fritura viam o risco aumentar em 48%! Há mais novidades: uma droga lançada no início do ano, cujo princípio ativo é o dienogeste, reduz lesões em 50% das pacientes. Ela causa menos efeitos colaterais do que o tratamento mais comum, as injeções de GnRH (hormônio produzido pelo cérebro que estimula a liberação de substâncias como o hormônio folículo-estimulante), que interrompem o funcionamento dos ovários.

ESTRESSE

Por que atrapalha – “Ele aumenta a produção do hormônio cortisol, que pode interferir no ciclo menstrual e na ovulação”, diz a ginecologista Rosane Rodrigues, da Clínica BMS, em São Paulo. Uma pesquisa feita com 16 mulheres pela Universidade Emory, nos Estados Unidos, revelou que, diante de situações estressantes demais, como separação ou perda de emprego, as voluntárias não ovularam.

Como resolver – Não tem jeito, você tem de desacelerar o ritmo do trabalho e aprender a canalizar sua energia – sexo e corrida ajudam! Se a mudança precisar ser mais profunda, fazer algumas sessões de terapia pode ser bom. A mesma pesquisa mostrou que, quando essas mulheres falavam sobre suas inseguranças, o nível de estresse baixava e elas voltavam a ovular. Uma opção mais, digamos, animada? Aula de dança! Além de servir como válvula de escape, libera endorfina, o hormônio do bem-estar.

OVÁRIOS ENLOUQUECIDOS

Por que atrapalha – A síndrome dos ovários policísticos (SOP) provoca ciclos hormonais irregulares. O especialista em reprodução humana Marcello Valle, do Rio de Janeiro, explica: “Mulheres com SOP costumam ter resistência à insulina, que fica boiando no sangue e vai para os ovários, onde estimula a produção de testosterona e prejudica a fertilidade”.

Como resolver – O tratamento clássico é com medicamentos que ajudam a equilibrar o ciclo. Mas, segundo um estudo da Faculdade de Medicina da Universidade de Tel-Aviv, em Israel, dá para adotar um hábito simples: comer a maior parte das calorias no café da manhã e diminuir a quantidade durante o dia. Isso reduz a resistência à insulina e aumenta a taxa de fertilidade. As voluntárias comiam 980 calorias no café da manhã, 640 no almoço e 190 no jantar.

CORPO ESTRANHO

Por que atrapalha – “O corpo da mulher pode rejeitar o embrião porque o identifica como um invasor, já que traz um código genético diferente, mistura do pai e da mãe. Isso causa incompatibilidade imunológica e leva a quadros de aborto”, explica Rosane.

Como resolver – Com terapia imunológica: para que o embrião seja reconhecido quando chegar ao útero, linfócitos do pai são injetados no organismo da mãe antes da gestação. A técnica é polêmica e nem todos os médicos a aceitam porque sua eficiência ainda não está comprovada. E é cara: cada aplicação custa entre 700 e mil reais.

UMA FORCINHA A MAIS

Aumente (bem!) suas chances de engravidar.

– Faça acupuntura. Um estudo da Sociedade Americana de Medicina da Reprodução mostrou que ela turbina a mobilidade dos espermas nos ovários.

– Tome mais suplementos de vitamina B6, que reequilibra os hormônios. Ou coma trigo integral, ovos, soja e aveia.

– Beba chá-verde, que ajuda a combater o stress oxidativo, quando moléculas de oxigênio ficam soltas pelo organismo provocando estragos aos óvulos e espermatozoides.

– Transe na hora certa. Como a ovulação acontece cerca de 14 dias antes da menstruação, vale caprichar no sexo por volta dessa época. Melhor ainda transar dia sim, dia não para que a quantidade de espermatozoides seja maior.

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