Suicídio é a segunda maior causa de morte entre mulheres de 19 a 25 anos em São Paulo. Entenda o problema

A pesquisa, divulgada pela Prefeitura de São Paulo, chama atenção para uma questão que é, muitas vezes, menosprezado pelas pessoas.

 

Foi divulgada recentemente uma pesquisa realizada pelo Programa de Aprimoramento das Informações de Mortalidade (Pro-Aim), da Prefeitura de São Paulo, que mostra dados preocupantes: o suicídio é a segunda maior causa de morte entre mulheres de 15 a 29 anos na cidade, com 40 casos registrados em 2014.

“A idade é um fator agravante neste índice. É uma fase em que a mulher está passando por um ritual de transformação, decidindo o que quer ser na vida profissional e pessoal e buscando seus objetivos”, conta a psicóloga Ana Café, do Rio de Janeiro, especializada no tratamento e prevenção dos Transtornos do Impulso e do uso de drogas. 

Muitas vezes, passam por uma pressão muito grande de diversos lados da vida. Precisam ser boas profissionais, boas namoradas ou esposas, boas filhas e essa cobrança pode passar dos limites. “Algumas pessoas são muito exigentes consigo mesmas e precisam se sentir valorizadas pelo mundo externo o tempo todo”, conta Ana. Muita gente não aguenta, mas isso não quer dizer que todo mundo que passa por momentos difíceis ou tem depressão vai cometer suicídio.

E sobre o assunto, você precisa entender: depressão não é tristeza!

Ela se caracteriza por um sentimento ruim que dura mais de duas semanas de maneira intensa e desproporcional a situação. Ela vem acompanhada de outros sintomas como:

. alteração do apetite 
. alteração do sono 
. alteração da concentração e memória.
. baixa autoestima

Depressão não é necessariamente ficar embaixo das cobertas chorando. Uma pessoa que continua ativa, trabalhando pode estar passando por grandes problemas. Ela, provavelmente, não faz nada com alegria e não aproveita mais as pequenas coisas da vida.

 O que fazer quando você está se sentindo assim?

Procure ajuda! “A melhor coisa a ser feita quando alguém está deprimido e começa a pensar em atos suicidas é externar esse sentimento”, explica a psiquiatra Luciana Sarin, de São Paulo, especialista em comportamento humano. Conte para sua família, para seus amigos e busque ajuda de um psicólogo ou psiquiatra. Não guarde só para você. 

O que fazer quando outra pessoa está se sentindo assim?

Nunca ignore os sinais ou menospreze uma ameaça de suicídio. “Posts nas redes sociais e desabafos são alguns indícios de que uma pessoa pode estar pensando em atos desesperados para acabar com a dor.”, diz Luciana. Por isso, nunca brinque com a tristeza do outro e nem diminua quando alguém se mostrar extremamente triste.

 

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