7 dates que tinham tudo para dar errado, mas deram certo

Nossas leitoras se permitiram dar uma segunda (terceira, quarta, quinta...) Chance para caras que pareciam não ter nada a ver, mas tinham, e continuam tendo

Em tempos de Happn e Tinder e outros apps de pegação, histórias de primeiros encontros desastrosos não faltam na mesa de bar da maioria das solteiras que se aventuram no mundo dos aplicativos. Vamos ser justas com a tecnologia: o mesmo vale para as que preferem os dates da “vida real” (como aquele colega gato do trabalho que te chamou para almoçar e ficou falando mal do chefe em vez de flertar). Mas, antes de perder a fé nos apps, nos homens e nos relacionamentos, pode valer a pena dar aquela segunda chance para o date desastroso. “Muitas vezes, mesmo preferindo racionalmente um tipo específico, você resolve dar continuidade e solidifica aquilo que, aparentemente, não oferecia futuro”, diz a terapeuta sexual Ana Canosa, de São Paulo. Então, que tal olhar com mais atenção para aquele cara? Sim, aquele que é tão atencioso, que te faz rir, é inteligente, mas… Vem ler as histórias de quem deixou algumas implicâncias ou contratempos de lado nos dates e não se arrependeu!

 

Será que é ele?

“Conheci meu marido no Facebook. Eu curti a página da empresa onde ele trabalhava e recebi uma cantada bem ruim no privado, que no fim virou um papo de uma possível parceria entre a empresa dele e aquela em que eu estava. Resolvemos nos encontrar em uma sorveteria. O Bernardo é um cara que gosta de explicar tudo bem explicadinho, mas, claro, na época eu não sabia disso. Fui direto ao ponto, então, quando caímos naquele papo básico de ‘O que você faz?’ Esperava algo do tipo ‘publicitário’. Só que ele só dava voltas, me falava um monte de coisa e, quando eu tentava nomear o que ele fazia, sempre me respondia que não era bem aquilo. Achei que talvez tivesse vergonha de me falar o que fazia de fato, de ser algo queima-filme em um primeiro encontro ou que me fizesse broxar de alguma maneira. Foi bem estranha essa atitude dele, mas estava curiosa para saber mais. Não rolou nada nesse encontro. Alguns dias depois, ele me convidou para jantar e eu tinha certeza de que iríamos ficar. Como o restaurante era de um amigo dele, a gente ia primeiro beber algo no bar com esse cara. Quando eu cheguei, lá estava ele com dois amigos. Então, começou um date de quatro. Logo começamos a beber e conversar. Só que quando fomos para a mesa eles vieram também! Bom, aí eu já entrei em uma piração de que os três eram gays e que realmente o Bernardo só queria a minha amizade. Foi uma situação totalmente surreal. Para piorar, ele quis dividir a conta entre todos, sendo que eles beberam pacas e eu só tomei água. Daí ele quis me acompanhar até o carro na hora de ir embora e eu pensei: ‘Me quer!’ Mas, chegando lá, um amigo foi junto! Fiquei bem brava, mas ele me mandou uma mensagem depois se desculpando, falando que não tinha sido assim que havia planejado a noite. É que ele ficou sem graça de não convidá-los para jantar… Apesar de tudo, insisti, saímos de novo e desta vez, finalmente, ficamos. Nunca mais nos largamos.”

Tamara Foresti, 33 anos, empresária, de São Paulo, casada com Bernardo há 5 anos.

 

Quem espera às vezes alcança…

“Eu e o Giuseppe nos conhecemos em 1998. Ele, que era dentista da minha família toda, diz que foi amor à primeira vista, mas eu demorei anos a perceber. Eu tinha apenas 18 anos quando nos conhecemos. Todo mundo na minha casa notava o interesse dele e torcia para ficarmos juntos. De tanto me encherem o saco, eu liguei em um Natal para desejar boas festas. Ele, bocó, nem aproveitou para me chamar para sair ou coisa assim. Isso só reforçou a minha opinião de que todas as pessoas estavam viajando e não tinha nada a ver mesmo. A vida seguiu e comecei a namorar e nunca mais nos falamos. Mas minha mãe sempre conversava com ele, continuava a incentivá-lo e não contou que eu estava namorando. Até que um dia eu levei meu então namorado ao consultório dele. Ele ficou arrasado e foi se lamentar com a minha mãe, cujo conselho foi: ‘Não desiste, que esse namoro não vai dar em nada’. Só fomos ficar em 2001, depois que terminei o namoro. O primo dele, que mora na Itália, veio visitar o Brasil, e saímos todos juntos. Brinco que foi preciso alguém atravessar o oceano para ficarmos juntos. E, mesmo assim, ainda foram necessárias mais três saídas em turma. Na primeira, num boliche, rolou um clima, olhei pra ele de maneira diferente pela primeira vez. Mas foi só no terceiro barzinho com a galera que rolou o primeiro beijo. E depois disso eu nunca mais quis parar de beijá-lo.”

Martha Trevisan, 37 anos, publicitária, de São Paulo, casada há dez anos com Giuseppe.

 

(Não) feitos um para o outro

“Achava que a chance de eu e o meu marido, Fabiano, darmos certo era nula. Eu fumava e ele odiava cigarro. Sou uma mulher grande e ele sempre curtiu as mais mignon. Ele é totalmente diurno e eu notívaga. Nos conhecemos na internet, pois ele estava querendo conhecer mulheres em uma rede social. Eu conheci muitos dos meus amigos de hoje na internet e nunca tive intenção de procurar parceiros. Então, naquele momento ele era mais um candidato a ser meu amigo. As fotos que eu via dele não me despertavam nenhum sentimento. E na época eu estava apaixonada por um cara que só me enrolava. Um dia, conversando com ele pelo MSN, pedi licença para me ausentar da conversa, pois iria descer para fumar um cigarro (estava no horário de trabalho). Ele pensou em me bloquear, mas, por algum motivo, não fez isso. Eu, por outro lado, não gostava de falar com ele pelo telefone, porque ele fala baixo e enrolado, o que me irritava e me fazia questionar se valia a pena continuar aquela conversa. Mas fui levando. Enfim, o ano novo chegou. O dia 1º de janeiro era um sábado e, após convidar todos os amigos para sair e receber um não como resposta, porque estavam viajando ou acompanhados, resolvi ligar pra ele, que prontamente aceitou o convite. Fui até a casa dele para encontrá-lo. Era longe demais da minha, me perdi, demorei pacas. Quando finalmente cheguei e o vi vindo abrir o portão foi que despertou um tchan dentro de mim. Ele me convidou para entrar e eu, por educação, aceitei. Eram três sofás na sala: ficamos sentados cada um num sofá, ele, a mãe dele (!!!) e eu, olhando um para a cara do outro, sem muito assunto, e eu só pensando ‘Que situação, preciso dar um jeito de sair daqui’. Então, inventei uma desculpa dizendo que precisava visitar uma amiga, e ele acabou indo comigo. Mas ela saiu no portão de babydoll. Ficou na cara que era mentira. Ao sairmos da casa dela, decidimos ir para um bar, mas demos com a cara na porta.Quase decidida a levá-lo para casa, encontramos no caminho de volta um quiosque de sucos e pastéis, onde resolvemos ficar. Conversa vai, conversa vem, e nada de rolar algo. Eu fumando como chaminé, e ele sem coragem de avançar pensando no ‘gosto de cinzeiro’. Bem, lá pelas tantas da madrugada, quando chegamos à casa dele, finalmente rolou o beijo. Foi delicioso e me faz sentir borboletas no estômago até hoje.”

Ilana Genícolo, 37 anos, gestora financeira, de São Paulo, casada há 11 anos com Fabiano.

 

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Era amor, não era cilada!

“Na primeira vez que conversei com o Roberto, que era meu vizinho (e ainda é), eu estava fazendo pilates na academia do prédio, de manhã, e ele estava chegando da noitada. O cara interrompeu a aula para me pedir ajuda. Tinha esquecido a moto sei lá onde e precisava de carona para ir buscar. Achei que ele fosse completamente maluco. Disse que não ia interromper a aula. Então ele esperou. Depois de muita insistência, levei o Roberto até o lugar, que, chegando lá, descobri que era um puteiro. Bizarro! Estava explicada a fama do ‘doidão do 67’. Depois disso, nunca mais nos falamos, nem queria saber desse maluco. Eu tinha me separado havia pouco tempo, e um dia resolvi que precisava me livrar de todas as coisas do meu ex que estavam em casa. Fiz um bazar e convidei o prédio todo. Quem apareceu? Ele mesmo. No início da festa, nem me passou pela cabeça que poderia rolar algo. Mas depois, conforme o horário e a bebida avançavam, comecei a olhá-lo com outros olhos. Começamos a conversar, ele me contou que voava de asa-delta, achei o máximo! Tanto que pedi para ele me levar algum dia para voar com ele. A resposta foi: ‘Acho que não dá por causa do peso. Você pesa quanto, uns 80 quilos?’ Fiquei chocada! O cara, depois de me pedir carona até o puteiro, ainda me chama de gorda! Mas não era nada disso. Continuamos bebendo, conversando, ele foi ficando cada vez mais interessante, e já comecei a achar esse jeito meio maluco sem noção um charme (ainda acho!). O Roberto se mostrou muito sincerão, para o bem e para o mal. Hoje vejo que é muito mais para o bem. Ele foi o último a ir embora e acabamos nos pegando no fim da festa. Continuamos até hoje, cinco anos depois. Mas cada um no seu apartamento. O ‘doidão do 67’ no dele e eu no 74, mas os dois sempre juntos, com muito companheirismo, na alegria e na tristeza.”

Betina Novaes, 40 anos, psicóloga, de São Paulo, namora Roberto há cinco anos.

 

Você vem sempre aqui?

“O Danilo e eu nos conhecemos em um cenário que já não era muito favorável: vodca, cerveja, Carnaval… Ok, nada disso é desculpa. Afinal, eu estava 100% sóbria quando resolvi paquerar o moreno gatinho que nunca tinha visto. Eu já havia balançado o esqueleto na primeira noite de folia e nem o álcool foi capaz de fazer com que eu me interessasse por alguém. Uma amiga me mostrou um cara da pousada onde estava hospedada. Ela achou que poderia ser uma alternativa para alegrar o meu feriado. Fingi que não tinha me interessado muito, mas por dentro pensei: ‘Opa, ainda há uma esperança!’ Resolvi investir. No dia seguinte, fui à cozinha para tomar café e ele estava lá, sozinho, comendo um sanduíche. Ataquei: ‘Oiiiii, você eu não conheço!’ Ele só levantou os olhos, como quem diz ‘Grande coisa’. E continuou comendo. Mas eu não me intimidei. ‘Qual o seu nome?’, perguntei. ‘Danilo’, ele respondeu, sem esboçar nem um sorrisinho. E daí eu mandei o golpe fatal (contra mim mesma, claro!): ‘Nossa, a gente é xará!’ E ele, nada simpático: ‘Por quê, seu nome é Danila?’ ‘Não… é Daniele’, respondi, já meio borocoxô. ‘Então, você não é minha xará!’ E acabou o assunto. Curto e grosso. Eu, claro, não sabia onde enfiar a minha cara de pau. Fiquei indignada, lógico. Tudo bem que a cantada foi horrível, mas não precisava falar comigo daquele jeito. Jurei que nunca mais ia falar com aquele mal-educado, nem que ele se ajoelhasse e implorasse meu perdão. Mas era Carnaval, e, como eu disse, tinha vodca, cerveja… Mais tarde, no mesmo dia, ele chegou todo simpático, trazendo o violão. Sentou ao meu lado numa muretinha e começou a tocar. Ah, eu me derreti toda, né? Além de lindo, ele tocava violão! Alguns segundos depois, nem me lembrava mais da desfeita da hora do café. Mas agora, nove anos e dois filhos depois, adoro lembrar essa história!”

Daniele Zebini, 35 anos, jornalista, de São Paulo, casada com Danilo há sete anos.

 

Um desejo (inesperado) em comum

“Costumava dizer que quando conheço um cara é ou sim ou não. Com o Júlio foi talvez. Nos conhecemos em um evento de trabalho, e ele me deu uma cantada barata. Começamos a conversar, mas logo vi que não tínhamos nada em comum, em vários sentidos. Ele fez hotelaria e queria montar uma pousada numa praia remota do Nordeste. E eu sou paulistaníssima. Nordeste, para mim, é só para passar uns dias. Morar, jamais. Mas seguimos nos encontrando e engatamos um namoro. Quando tinha 37 anos, comecei a refletir sobre maternidade. Pois sempre fui adiando… Conversei com minha ginecologista, fiz alguns exames e descobri que teria problemas para engravidar, a não ser que fizesse alguns tratamentos. Deixei para lá. Dois anos depois, a relação chegou a um turning point. O Júlio disse que ia para uma praia no Nordeste com ou sem mim para montar a pousada. Nem quis saber onde era. Ficamos separados por uns 40 dias. Fui pra Londres e achei que tinha pego alguma doença no avião. Vivia jogada, atirada na cama, sem energia para nada. Eu estava grávida. Chorei muito, achei que a minha vida havia acabado. Eu tinha programado uma viagem para o Butão em junho daquele ano! Contei para o Júlio, que, como eu, ficou transtornado com a situação: eu com uma megaviagem marcada e ele querendo empreender. Brigamos, nos desentendemos, mas depois ele e eu não tivemos mais dúvidas de que o lugar dele era em São Paulo, do meu lado e do lado da nossa filha. Após seis anos, estamos aqui, juntos, morando em São Paulo, com o nosso melhor presente! Uma bonequinha linda, que interrompeu os planos dele e os meus, mas que, do nada, veio para nos unir.”

Bia Moraes, 46 anos, pedagoga, de São Paulo, e Júlio estão juntos há 13 anos.

 

Idade não é documento

“Fui para a praia com as minhas amigas fazer um bate-volta. No fim do dia, quando estávamos indo embora, como eu tenho um olhar fotográfico, achei a composição perfeita: céu avermelhado, mar tranquilo… E só melhorou quando um surfista saiu do mar. Fui fotografar porque achei linda a imagem, eu nem estava paquerando. Ele veio na minha direção e me perguntou se eu queria surfar. Topei! E ele foi me ensinar. Me deu vontade de beijar aquele homem lindo, mas, como ele ficou na dele, também fiquei. Na hora de ir embora, foi comigo tomar uma ducha, e lá ele me deu um beijo. Pediu para trocarmos telefone para eu enviar as fotos que tinha tirado (desculpinha para pegar meu Whats). Ah, ele perguntou a minha idade, e sei lá por que menti. Nunca minto, mas disse que tinha 37 anos (tinha 40, na época). Fui embora achando que nunca mais ia ver aquele ‘menino’ de 33 anos. Mas no mesmo dia ele me mandou mensagem perguntando se eu tinha chegado bem. Daí, no meio da semana, me deu uma coisa estranha, uma saudade, resolvi ligar para ele. Imagina… ligar? Quem faz isso? Tinha dado um beijo só. Ficamos conversando — papo vai, papo vem, ele me convidou para ir passar o fim de semana na casa dele. Pensei: ‘Imagina que vou até o Guarujá’. Mas no sábado à noite resolvi pegar a estrada. E continuei indo durante os três meses seguintes, todos os fins de semana. Mas sempre dizendo que não era nada sério, que não queria nada com ele por ele ser dez anos mais novo, por não ter ambição nenhuma… Achava que não tinha nada a ver com o perfil de cara que curto: mais velho, intelectual, viajado. Eu não achava de jeito nenhum que ia namorar. Tanto que, quando ele me pediu em namoro, aceitei sem levar a sério, só porque o achei bonitinho. Mas depois descobri qualidades nele que me encantaram: um cara parceiro, puro, que me olha com brilho nos olhos todos os dias e me faz sentir segura e amada. Ah, e ele nem ligou quando eu contei que tinha dez anos a mais do que ele, logo depois do pedido de namoro. Na verdade, ele ficou meio chateado só porque achou que imaginei que ele não fosse me querer por causa disso. Fiquei ainda mais apaixonada. Estamos morando juntos há três meses.”

Elaine Lima, 44 anos, designer, de São Paulo, namorando há nove meses e morando junto há três meses com Márcio.

 

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