7 mulheres que estão revolucionando a indústria sexual

O futuro (do sexo) é feminino

Eliana Bertipaglia

Cofundadora e diretora comercial da Hot Flowers, empresa líder no mercado brasileiro de produtos eróticos, tem 50 anos e trabalha com isso há 16.

Por que escolheu essa carreira: “Fundei a empresa junto com meu marido. Tínhamos uma outra, de produtos de limpeza, e fazíamos entregas em motéis. Muitas vezes, passávamos a noite nos quartos porque os lugares eram longe da nossa casa. E foi aí que percebemos que existia uma carência de produtos eróticos. Então, resolvemos encarar essa empreitada e criar uma fábrica de produtos nacionais, com qualidade e que pudesse atender o mercado. Somos 100% brasileiros e produzimos desde o produto até a embalagem”, diz Eliana.

O que ela indica: Toque Me (R$ 64, na hotflowersloja.com.br) é um gel hidratante com toque aveludado, que serve para ser usado durante uma massagem. Ele se diferencia de outros produtos por causa de sua textura com toque de seda.

Polly Rodriguez

Aos 31 anos, ela é CEO e cofundadora da Unbound, empresa americana que vende vibradores e caixas de assinatura, e faz matérias sobre bem-estar sexual.

Por que escolheu essa carreira: “Aos 21 anos, fui diagnosticada com câncer colorretal. Por causa do tratamento de radioterapia, entrei em uma menopausa precoce e uma amiga enfermeira sugeriu que eu usasse um vibrador com lubrificante para ajudar na minha libido enfraquecida. Fui a uma loja, e a experiência foi tão constrangedora e nojenta que fiquei com aquilo na cabeça. Comecei a Unbound porque queria abrir os olhos das feministas que são ativas sexualmente”, diz Polly.

O que ela indica: o dildo de vidro Gem (que custa US$ 29, cerca de R$ 97, na unboundbabes.com) é um sex toy ecologicamente correto, não poroso e hipoalergênico. Ele foi projetado para atingir o ponto G e também funciona para o sexo anal.

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Alexandra Fine e Janet Lieberman

Cofundadoras da loja virtual americana de produtos eróticos Dame Products, de 29 e 32 anos, começaram a sex shop em uma plataforma de projetos criativos. Os itens são discretos e ideais para casais usarem no sexo ou nas preliminares.

Por que escolheram essa carreira: “As visões de marca dessa área não se alinhavam com minhas experiências. Não queria ver um modelo perfeito em uma caixa que indicava que sexo era algo sujo e para fazer à noite”, diz Alexandra. E também a questão dos preços. “Não faz sentido você gastar 150 dólares em um produto que não funciona. Me sentia traída e queria fazer a diferença”, diz Janet.

O que elas indicam: o pequeno estimulador Eva (que custa US$ 105, cerca de R$ 350, na dameproducts.com), tem hastes flexíveis, que encaixam nos lábios da vagina. Você pode usá-lo durante o sexo com penetração sem precisar segurá-lo com as mãos.

Ti Chang

Tem 38 anos e é cofundadora e VP de design da Crave, marca americana de vibradores inspirados em joias.

Por que escolheu essa carreira: “Estava em uma sex shop em Boston, comprando um brinquedo para mim, e fiquei impressionada. As marcas encaram o orgasmo feminino como uma piada ou uma novela. Era como se dissessem: `Ah, use esse vibrador em formato de coelhinho ou golfinho dentro de você… E produziam produtos com formatos excêntricos de pênis. Nem sempre estamos interessadas no órgão do cara! Então decidi fazer vibradores de alta qualidade, com materiais bons, que trazem boas sensações e que se encaixam na vida de uma mulher”, diz Ti.

O que ela indica: com duas pontas que se adaptam ao contorno da vulva, o Crave Duet Flex (que custa US$ 109, cerca de R$ 365, na lovecrave.com), tem a aparência sofisticada e foi aprovado por todos que testaram.

Laura Magri

A fundadora da sex shop brasileira Nuasis, de 33 anos, criou um site que quer tirar o sexo dessa visão de vergonha, fazendo com que as pessoas lidem com o desejo de forma mais natural. 

Por que escolheu essa carreira: “As sex shops tradicionais carregam uma imagem machista e tratam a mulher como um objeto. Percebi que existia uma lacuna no mercado, tanto na qualidade dos produtos quanto na imagem das lojas. Tive a ideia de criar uma sex shop sofisticada, me envolvi e me apaixonei pelo nicho. Para mim, ainda temos muito mais a fazer e desenvolver”, diz Laura.

O que ela indica: o Chicote Tail (R$ 710, na nuasis.com.br) tem cabo de madeira e cerdas macias para você usar com o parceiro na intensidade que preferir.

Alicia Sinclair

Aos 37 anos, ela é cofundadora da empresa americana Cotr, uma fábrica de produtos eróticos que tem parceria com a B-Vibe, linha de toys anais para casais, a Le Wand, a Le Wand, de vibradores, e a The Cowgirl, marca de máquinas sexuais para (isso mesmo!) cavalgar.

Por que escolheu essa carreira: “Eu tinha três ideias: queria começar uma linha apenas com produtos anais, revolucionar os vibradores em formato de varinha e ter uma linha bem sexy de máquinas sexuais que todo mundo conhecesse e que fosse excitante para as mulheres. Para ser honesta, crio produtos do jeito que eu gostaria que eles fossem desenvolvidos. Por exemplo: como é possível alguém fazer sex toys em formato sem graça?”, diz Alicia.

O que ela indica: o massageador Le Wand Pearl White recarregável (que custa US$ 170, cerca de R$ 568, na ewandmassager.com), é sem fio e tem dez velocidades de vibração.

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