Descubra se você e o boy perderam a identidade no relacionamento

Vocês se apaixonam, começam a namorar e, quando se dão conta, estão muito parecidos. Normal, o sinal vermelho deve ser acionado quando os dois se anulam.

Você adora cozinhar e nunca passa um fim de semana sem fazer uma receita nova. Seu namorado, em compensação, era do tipo que não chegava nem perto da panela. No começo, o jantar do date ficava por sua conta. Hoje vocês dividem essa paixão e adoram cozinhar juntos. É normal pegar gosto por algumas coisas que o parceiro faz, e vice-versa.

Relacionamento é também troca de manias, características e hobbies. Nos sentimos melhor quando estamos perto de pessoas que dividem os mesmos gostos, por isso tendemos a ficar parecidos com quem nos relacionamos. “É inerente ao ser humano incorporar características dos que o cercam, o que faz com que a gente se sinta protegido. E isso vale para a convivência a dois”, diz a psicóloga Letícia de Oliveira,de São José dos Campos (SP).

O problema é que, em muitos casos, em vez de fazer bem ao casal, ambos acabam perdendo algumas de suas características. “Você começa a viver em função do outro, só faz o que ele quer e se esquece de tudo de que gostava antes dele”, diz a psicanalista e terapeuta de casais Cristiane Martin, de São Paulo. E como saber o que é saudável ou não? A COSMO te ajuda a descobrir.

 

Pode seguir

O importante é que haja equilíbrio, sem um determinando o que a outra parte faz. Nem você deve pegar todos os gostos dele, nem ele todos os seus, mas é normal dividir alguns. “Tudo o que um agregar ao outro é saudável”, explica a psicóloga Letícia de Oliveira. Por exemplo, você sempre gostou de ler e seu boy nunca foi fã de livros. Com o tempo, ele foi vendo que toda noite antes de dormir você lia o capítulo de um livro e decidiu comprar um para te acompanhar — e não é que acabou gostando? Isso também funciona com estilos musicais. Você também pode passar a ter hábitos mais saudáveis por causa dele, como iniciar uma atividade física ou parar de fumar. Até na hora da diversão, as coisas podem ganhar outra cara: você pode descobrir, por exemplo, que viajar é algo que deveria ter começado a fazer com mais frequência antes.

Só vale lembrar que tudo isso tem que ser natural. Não dá para ir para a praia todo fim de semana só porque tem medo de perder seu surfista, né?

 

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Diminua a velocidade

O cara é mais formal, sempre está de camisa, sapato social e, de repente, você, que sempre foi mais desencanada, começa a usar saia-lápis e escarpim. Hora de se perguntar se finalmente encontrou seu estilo ou se está só querendo forçar a barra pra agradar o boy. “A gente passa por transformações, mas você não pode perder a sua essência”, explica Cristiane.

Mudar de cidade, por exemplo, também entra nessa lista. É um passo grande. Se a decisão foi porque ele sonha em morar em um lugar mais calmo e você, cosmopolita, disse adeus à metrópole, cuidado. Analise se vale a pena fazer esse sacrifício e quais serão suas vantagens (pode fazer uma lista pessoal sem se achar egoísta). Quando o motivo é algo maior, como a carreira do parceiro (o que vai influir no futuro de vocês) ou uma questão familiar (a mãe ficou doente e precisa de ajuda), o peso é outro. É fundamental analisar se é uma vontade de quem não será tão beneficiado diretamente por essa mudança.

 

Parada necessária

Você nunca se deu bem com a sua família, não tem o costume dos almoços no domingo. Do outro lado, seu parceiro sempre foi o filho que estava presente em todas as festas da parentada. Pelo fato de você não ter esse hábito, ele acaba se distanciando da família — dá para ver que tem alguma coisa errada nisso, né? Ou ele é do tipo antissocial e você sempre foi rodeada por amigos mas, de repente, os dois estão fechados dentro de casa.

Situações que podem mudar o rumo da vida do casal devem ser discutidas em conjunto. Sempre quis ter filho mas seu parceiro não, e vice-versa? Sim, vocês estão com um problemão que cabe aos dois resolver. Não pode ser uma decisão de um só. E o diálogo aqui é a solução. Se você ficar na sua, o outro não vai adivinhar. “A zona de conforto no relacionamento nunca é a melhor coisa”, diz Letícia de Oliveira.

Então repita o mantra: mudar é saudável, mas não é legal um se transformar no outro e perder a identidade.

 

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