Dicas para enxergar quando uma paixão é cilada

Por mais que seja fácil confundir esses sentimentos, não dá pra negar que eles são bem diferentes. Vamos te ajudar a ver se era uma paixão ou uma cilada.

Uma das maiores barras que já enfrentou na vida foi terminar aquele relacionamento. Seu parceiro veio com um papo de que não estava mais feliz, que não conseguia vê-los juntos no futuro e colocou um ponto final naquela união que você sabia que estava meio furada. Nem precisamos falar quanto foi sofrido, quantas mágoas guardadas, quantas lágrimas derramadas vieram nos meses seguintes. Eis que, quando começa de fato a melhorar, esse boy resolve relembrar o passado e vem com um papinho de que quer tentar de novo. O que você faz? Para o seu coração, que não conseguiu engatar nenhum relacionamento firme desde que esse terminou, só uns peguetes aqui e ali, essa é a saída para a solidão. Afinal, você ainda ama esse boy… Opa, opa, opa! Será que ama mesmo? Se no meio dessa história se viu pensando em voltar com um companheiro antigo, ou pelo menos essa era a conclusão mais óbvia na sua opinião, chega mais: é bem provável que não esteja amando, só esteja carente.

Revelação dura, né? Mas uma amiga como nós da COSMO tentamos ser para você todos os meses está aqui para isso: falar a verdade. A palavra carência é um termo que significa a ausência de alguém e/ou de algo. Mas nossa vida tem muito mais do que um relacionamento. Se tem dificuldade de ficar sozinha, costuma aguentar muitas coisas que são desgastantes quando está namorando e se contenta com pouco só para não perder o boy, esta matéria foi feita para você.

 

Quanto amor guardado

Antes de mais nada, precisamos deixar algo bem claro aqui: sua felicidade e seu bem-estar dependem de apenas uma pessoa: você! Amar alguém, e ser amada de volta, não significa que todos os seus problemas, dúvidas e incertezas serão resolvidos. “Quando pensamos em amor, pensamos em algo que é trocado, um sentimento recíproco. Já quando estamos carentes, imploramos pelo carinho, pelo amor e pelo afeto do outro. E, nesse caso, acabamos achando uma justificativa para todas as mancadas que o parceiro dá”, diz Carla Zeglio, psicóloga especialista em sexualidade e casais, de São Paulo. Viver nessa eterna carência e na busca por alguém que te complete a coloca em um lugar, às vezes, difícil de sair.

Quantas vezes aceitou continuar em um relacionamento só por medo de não ter ninguém com quem sair no sábado à noite? Ou ficou meses saindo com um cara sem sentir nada por ele? Esses sinais de carência a fazem viver e aceitar situações das quais não queria fazer parte. “A carente quer tanto ficar com alguém que se submete a ir a lugares, fazer coisas e ficar com pessoas que não quer”, diz a psicóloga Marian Martins, de Caxias do Sul (RS).

Pense assim: você O-D-E-I-A acordar cedo e fazer exercícios físicos. Aí começa a sair com um cara que conheceu na happy hour com as amigas que é o louco da academia, toma suplementos, não foge da dieta e vive feliz assim. Eis que, depois de duas semanas juntos, você se vê no parque em um sábado às 8h30 da manhã para correr. Afinal, melhor isso do que não ter ninguém para passar o dia. Não, amiga, não. É melhor levantar da sua cama e ir à manicure do que passar por isso só para dizer por aí, e para si mesma, que não anda sozinha. “Você acredita que está apaixonada por essa pessoa, quando na verdade está gostando da ideia de estar apaixonada”, afirma Carla. Amor não é sinônimo de sacrifícios.

Se for para rolar, vai rolar cada um tendo seu jeito. Admitimos que realmente quase não há sensação melhor do que estar apaixonada (só os orgasmos ganham), mas é preciso ter certeza do que se está sentindo antes de mergulhar de cabeça em uma nova relação. Se você acredita que está amando, ninguém pode dizer o contrário. Mas o que é amor pra você? Achar um cara bacana e engraçado? Um boy gato e ter vontade de tirar a roupa dele? Ou é ter alguém para te apoiar, que te entende, que sabe quais são seus limites, que conhece de verdade seus gostos? “Amor é respeito e cuidado, carência é falta de amor-próprio”, diz Carla. Quando a gente está se sentindo para baixo, fica difícil perceber como o cara que escolheu para ficar ao seu lado é sortudo, e não o contrário. Vamos propor um exercício: liste suas três principais qualidades. Você é uma supermulher que manda em sua carreira, é uma amiga incrível e sabe dar os melhores conselhos, é resiliente, enfrenta situações difíceis como ninguém, é engraçada… Não precisa de alguém para fazê-la feliz! Já consegue isso sozinha todos os dias com suas conquistas. “Passamos a vida inteira esperando alguém que seja a metade da laranja, quando na verdade devemos ser a laranja inteira”, diz Carla. Sua autonomia é importantíssima para saber que você sempre tem uma escolha e que esse sentimento não pode nem deve ser preenchido por qualquer pessoa.

 

Fim daquele medo bobo

Se não quer ficar sozinha, é porque algo nesse cenário a incomoda. E, como vive sempre tão obcecada nessa busca pelo amor, acaba não percebendo que está dentro desse círculo vicioso: termina um relacionamento, começa outro mais ou menos, termina esse outro, engata mais um que não vale nada… Ser sozinha, e se reconhecer sozinha, é parte muito importante da vida. E fazer programas desacompanhada pode ser um grande acerto. Já experimentou andar no parque sem rumo só curtindo sua playlist preferida? Ou fazer um passeio no museu para prestar atenção nas obras sem que ninguém a interrompa? Vale a pena.

Pense assim: se é tão exigente na hora de escolher um lugar para comer e a roupa certa de um dia especial, por que seria diferente com homens? Afinal, quando topamos acrescentar alguém à nossa vida, esperamos que ele fique por lá por um bom tempo. Toda vez que se vir apontado o dedo (podre!) para um boy qualquer só porque o desespero da solteirice bateu, lembre-se: você vale muito para se entregar a qualquer um!

 

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