Leia um trecho erótico de “O Professor” da brasileira Tatiana Amaral

A história de Charlotte, uma aluna que sonha em se tornar uma grande escritora, e seu orientador, que promete não aprová-la antes de mostrar a fórmula certa para cada sensação, será lançada no próximo dia 31. Mas conseguimos um trecho para você sentir o que O professor é capaz de ensinar...

“Eu queria muito aquilo. Desejei aquele contato desde quando me dei conta do quanto precisava dele em mim. No entanto, eu estava confusa, com medo e tensa, sem falar da enorme vergonha que estava sentindo.

Ainda bem que não podia vê-lo. Alex era ótimo em me ler. Ele sabia que eu não conseguiria se tivesse que olhar em seus olhos, por isso tinha me vendado.

Mesmo envergonhada, eu ansiava por senti-lo. Eu queria seus lábios… ali. Queria sua língua me provando. […] Eu queria tanto. Então concordei. Aos poucos, fui sentindo a minha calcinha sendo retirada. Não poder enxergar aguçava todos os outros sentidos. O roçar dos dedos dele em minhas coxas me deixou arrepiada, além de quente.

[…]

Seus dedos hábeis me tocaram. Estremeci com o contato. O toque foi leve, um tanto quanto carinhoso e íntimo, muito íntimo. Seus dedos, três, me acariciavam. Ouvi seu gemido. Era delicioso saber que ele gostava de me tocar.

— Ah, Charlotte! Sempre tão deliciosamente molhada. Gosto muito disso em você.

Continuou com a carícia e eu me sentia escorregando na beira de um precipício.

— Vou usar o óleo aqui também. Não se assuste. Esquenta como o que usamos no banheiro.

Não consegui responder. Todas as palavras tinham fugido e aguardavam ansiosamente pelo que aconteceria.

Quando estamos ansiosos, um segundo parece uma eternidade. Alex demorou muito, em compensação, quando senti sua mão se fechar em meu sexo, fazendo com que o líquido aquecido se misturasse à minha excitação, soltei o gemido mais alto e extasiado de todos os que eu emitira anteriormente.

Seus dedos se demoraram um pouco mais ali, acariciando e excitando. Deixando que o líquido se espalhasse e aquecesse, antecipando o que viria em seguida. Ele parou e eu prendi a respiração.

Seus lábios tocaram minhas coxas me fazendo tremer com o contato. Ele estava muito próximo, quase lá, e eu me segurava para não me contorcer de tanta ansiedade. Ele brincou comigo. Sabia que eu estava no último estágio, que em breve explodiria, mesmo assim, sua língua passou pela minha pele, em minha coxa e seus dentes arranharam o local. Puta merda!

E então… Ah, Deus! Ele assoprou levemente e todo o meu corpo ficou quente. Gemi quase chorando e, no mesmo instante, ele me beijou… lá. Céus! Alex fechou os lábios e os movimentou como se estivesse beijando a minha boca, mas ele beijava bem lá, no meio das minhas pernas, eu estava arfando e me contorcendo enlouquecida de tanto prazer.

Seus lábios passearam por toda a região, em seguida, dedicou sua atenção ao pequeno ponto de prazer, meu clitóris. Ele passava a língua em movimentos circulares, depois fechou os dentes pressionando levemente. Pensei que gozaria naquele momento, então Alex me abandonou.

Tentei controlar a respiração. Aí ele voltou chupando com mais intensidade, e eu praticamente gritei. Por duas vezes, Alex repetiu o movimento, passou a língua, mordeu e chupou, quando partiu para a terceira, meu corpo inteiro se desfez.

Gritei, sentindo todas as minhas células expandirem e se espalharem pelo universo. Tenho consciência de que o prazer percorreu meu corpo em segundos, aquecendo a pele, queimando da maneira mais gostosa possível e que, durante todo o tempo, eu gritei por ele, me dissolvendo em seus lábios poderosos.

Aos poucos, fui voltando ao planeta Terra […] e centrando-me na casa de Alex, em seu quarto, sua cama.

Putz! Eu tinha gozado na boca do meu professor.

Putz duas vezes! Eu tinha adorado!

Alex subiu pelo meu corpo com beijos carinhosos, chegando ao pescoço e depois nos lábios. Um doce e suave sabor, provavelmente do óleo, se misturava ao salgado, provavelmente do meu gozo.

Ele tirou minha venda e eu encontrei seus olhos, ainda brilhando de excitação.”

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