Leia um trecho erótico de “Play”, de Kylie Scott

O namoro armado de Anne Rollings com Mal Ericson, o baterista de uma banda de rock mundialmente famosa, despertou sentimentos — e sensações — que vão muito além das aparências...

“Inclinei a cabeça e o beijei, tracejando os lábios com a língua. O gosto dele era maravilhoso. Meu quadril já se remexia inquieto em seu colo, querendo mais. Eu estava no cio e era tudo culpa dele, portanto, ele tinha que dar um jeito. Com um gemido, ele cedeu e abriu a boca. Caramba, eu adorava a sensação da língua dele, seu sabor doce. Isso me subia à cabeça e me entorpecia.

Ele não hesitou. As mãos subiram pelas minhas pernas, debaixo da saia, indo direto para o alvo, que Deus o abençoasse.

– Precisa de alguma coisa? – ele perguntou, os dedos afagando minhas coxas.

– De você.

– Cacete. Anne. – A boca dele perseguiu a minha, invadindo mais, penetrando mais. E, puxa vida, eu estava feliz em ceder. As pontas dos dedos ágeis afagaram a bifurcação da minha calcinha, fazendo cada canto meu se acender em resposta. (…)

– Continua – arfei, soltando o rabo de cavalo dele.

– Não prefere isto? – Seu polegar pressionou meu clitóris, movendo- o em pequenos círculos.

– Ai, Deus. – Pendi a cabeça para trás, sensações me atravessando. Eu estava tão excitada que chegava a ser embaraçoso. O tecido úmido da minha calcinha revelava tudo. (…)

– Isso… – ele murmurou.

Empurrei o corpo ao encontro da mão dele, à procura de mais. Ele sustentou minha cabeça na mão, segurando-a para poder me ver.

– Você é linda pra caralho. Já te disse isso?

Não sei. Se ele esperava uma resposta, ficaria esperando por um tempo.

– Eu devia ter te dito isso – ele disse.

(…)

Então, minhas entranhas se apertaram, e não havia nada em que eu pudesse me apoiar. Eu estava tão terrivelmente vazia que chegava a doer.

– Preciso… – Esqueça essa coisa de falar. Em vez disso, comecei a puxar o cinto dele, forçando o botão e o zíper do jeans. Os músculos das minhas coxas ardiam pela força com que me segurava a ele, e caso o carro freasse de repente, eu estaria em sérios apuros.

– Você pode ter tudo o que quiser, Anne. É só pedir.

– Eu quero você.

Dedos tracejaram a entrada do meu sexo, fazendo minha cabeça flutuar.

– Como você me quer? – ele perguntou, a mão coagindo um gemido de dentro de mim. Apoiei a bochecha contra a dele, os pulmões se esforçando para respirar. – Hein?

– Dentro de mim. – As palavras eram um incômodo, assim como o zíper. – Mal… por favor. Pare de brincar comigo.

– Mas você adora quando eu brinco com você.

Segurei o rosto dele entre as mãos, a boca inflexível.

– Chega.

Ainda bem que eu estava sentada, de outro modo, seu sorriso teria me derrubado. Bastardo lindo e arrogante.

– Ok. – Mal tirou a mão de dentro da minha saia.

(…)

Ele me ergueu de lado e abaixou o jeans e a cueca, pescando um preservativo do bolso. Parei no instante em que vi o pau dele, erguido grosso e imponente. Eu precisava de mais tempo para olhar. Será que ele ficaria muito bravo se eu tirasse uma foto? Claro que para uso estritamente pessoal.

– Anne – ele disse, interrompendo a minha concentração. – Tire a calcinha. Agora.

(…)

Ele rasgou a embalagem do preservativo com os dentes e o desenrolou.

– Vem. – Mãos grandes me seguraram pelo quadril, voltando a me acomodar em seu colo. Segurei seus ombros para me equilibrar e encarei seu rosto, memorizando-o. Aquele momento precisava ficar registrado na história, impressa em cada mínimo detalhe por toda a eternidade. (…)

Ele escorregou um dedo para dentro de mim e os meus músculos sofreram um espasmo ante o choque da invasão.

(…)

Devagar, ele mergulhou mais fundo, fazendo com que eu me contorcesse. Com tremenda habilidade, ele foi mais e mais fundo. O polegar esfregou meu clitóris enquanto ele acariciava um sensível ponto interno meu. Alguém, em algum lugar, lhe confiara os segredos da minha boceta; o homem sabia de tudo. (…)

– Caralho, como você é gostosa, o meu dedo está no céu.

– Mal, por favor… – Eu não sabia ao certo pelo que estava implorando. Queria seus dedos, seu pau, sua boca, tudo. O homem me deixava gulosa.

O dedo dele escorregou para fora, provocando meus lábios, abrindo-os gentilmente. Minha pélvis se moveu por vontade própria, enterrando-se contra a mão dele. Meus gemidos eram tão altos que o motorista devia estar ouvindo, apesar da divisória. E eu me importava? Nem um pouco.

– Estamos prontos – Mal anunciou.

Ah, se estávamos.

Uma mão segurava meu quadril enquanto a outra posicionava o pau. A pressão dele deslizando contra meus lábios me fez ver estrelas. Eu não sabia como aguentaria mais. Lenta e firmemente, enterrei-me nele. Suas narinas inflaram conforme eu o envolvia. Não parei até estar sentada em suas coxas nuas, os pelos das pernas me roçando.

– Lá vamos nós. – O seu foco em mim era absoluto. (…)

A sensação dele me preenchendo não podia ser descrita. Beirava algo absolutamente extasiante.

(…)

Balancei ao seu encontro, de tão desesperada que estava.

(…)

– Mal – sussurrei –, agora.

Dedos se enterraram na minha bunda, erguendo-me ao longo da sua extensão antes de me descerem de novo, fazendo com que eu me acostumasse à sensação da grossura do seu pau. Aquele mesmo movimento, uma vez seguido de outro, e mais outro, era o paraíso. O deslizar ao seu redor fez meu sangue arder. Devagar era bom. Derretia a minha mente.

Aos poucos, comecei a acelerar o ritmo; suas mãos foram em meu auxílio. Mais rápido e com mais firmeza, eu o cavalguei. Nada se comparava com o calor sólido dele me arrastando para todos os lugares sensíveis dentro de mim. (…) Desci com força, levando-nos a um frenesi. O suor molhou nossas peles. Minha coluna formigava; meu corpo inteiro tremia de desejo. Aquilo era vida e morte e um bilhão de outras coisas que eu nem sabia que existiam. A tensão dentro de mim aumentou para proporções deliciosamente gigantescas. O polegar se movia para frente e para trás sobre meu clitóris, e o mundo inteiro explodiu. Meu quadril arremeteu e escondi meu rosto em seu ombro quando gozei, mordendo- o por cima da camiseta. Uma bocada de algodão tentou abafar o barulho que escapava da minha garganta.

O clímax perdurou até eu cair inerte sobre ele, achada e perdida e tudo o mais.”

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