Leia um trecho erótico do livro “A Bela e o Ferreiro”

A história de um amor proibido entre Diana e Aaron vai te inspirar e fazer com você queira viver uma história assim.

Com um beijo ele devolveu a cor aos lábios de Diana, e então às faces. Ele acariciou, com o rosto, a ponta arrebitada e gelada do nariz dela. E secou uma gota de chuva da testa de Diana.

“Já estou melhor”, ela disse.

“Só estou começando.” Ele beijou seu pescoço. “Mas você tinha algo para falar?”

“Isso pode esperar.”

“Ótimo.” Ele foi descendo com seus beijos. “Ótimo.”

Os dedos dela deslizaram pelas costelas dele, e se abriram sobre os músculos das costas, puxando-o para perto. Por instinto, ele começou a retribuir o abraço, mas se lembrou a tempo de não sujar o vestido dela com fuligem. Então ele deixou as mãos caírem e agarrou as pontas da bigorna. 

O decote dela o impediu de ir além. Molhada, a musselina não cedeu. Então ele baixou mais a cabeça, aninhando o rosto entre os seios dela por cima do corpete.

Ela suspirou e pressionou o peito contra ele, em busca de mais contato.

Aaron sabia que ela queria mais. Precisava de mais. E ele podia realizar o desejo dela.

Só não tinha certeza se ela estava pronta para aquilo.

Ele não tinha como saber se não tentasse.

Aaron se ajoelhou e abaixou a cabeça, enfiando-a por baixo das saias dela.

Diana ficou completamente imóvel, não mexia nenhum músculo, mas ele podia ouvi-la respirando. E a respiração vinha arrastada e ansiosa. Do fundo do ventre.

Ela não lhe disse para parar.

Com os lábios, fazendo um caminho pelo corpo dela, ele foi subindo pela panturrilha coberta, abrindo passagem pelo túnel de
anáguas. Quando chegou à liga, percebeu que o paraíso estava próximo. Ele encostou a língua na pele nua da parte de dentro da coxa, então subiu audaciosamente. Conforme ele subia, seus ombros largos abriam as pernas dela.

A coxa de Diana tremeu com doçura junto à sua boca.

Aaron encontrou o centro dela, onde se acomodou, abrindo-a com sua língua.

Ela encheu os pulmões.

Ele parou, dando-lhe tempo para se acostumar ou impedi-lo, se assim quisesse. Ele também inspirou fundo. Aaron sentiu o aroma da chuva de primavera, da musselina passada com ferro quente e da inebriante essência feminina. Tão pura, tão sensual. Aquilo o deixou maluco.

Ele a sorveu, sedento por mais.

Não demorou para que ela se rendesse ao prazer, entregando-se aos lábios dele. Aaron a explorou com delicadeza e carinho, aprendendo o que a agradava e o que a fazia se retrair. Ele teria adorado levá-la ao clímax assim. Mas quando ela o puxou pelos ombros, um pedido silencioso para que ele levantasse, Aaron não teve forças para negar.

Com os dentes, ele puxou as saias dela até a cintura, e depois colocou seus quadris entre as pernas abertas, roçando a ereção presa pela camurça na carne excitada dela.

Aquilo era tão bom.

E tão errado.

A centelha de uma dúvida percorreu a coluna dele. Estavam no meio do dia. Caia um temporal lá fora, mas alguém podia aparecer a qualquer instante. Alguém da pensão podia estar à procura dela.

Os dois iam mesmo fazer aquilo?

As pernas esguias dela enlaçaram a cintura de Aaron e o salto do sapato dela afundou no flanco dele, como uma espora, estimulando seu animal interior. 

Ah, sim. Eles iam mesmo fazer aquilo.

Ele apertou as mãos nas extremidades pontudas da bigorna, envolvendo os quadris dela.

“Você vai ter que me ajudar, agora.”

Ela colocou as mãos entre os dois corpos e começou a mexer nos fechos da calça dele, soltando cada botão com seus dedos pequenos, mas decididos. E esses mesmos dedos curiosos entraram na calça de Aaron e encontraram seu membro rijo, puxando-o para fora e apontando-o para o centro dela.

Diana estava molhada e pronta para ele. Um gemido baixo elevou-se do peito de Aaron enquanto ele deslizava para dentro.

Que… delícia… do…

Quantas noites ele tinha usado a própria mão ao imaginar essa mesma cena? A perfeita, refinada e delicada Diana Highwood sentada em sua bigorna, as coxas brancas como leite espalhadas ali. Ofegando por ele. As costas arqueadas de prazer, os seios transbordando do corpete enquanto ele a possuía, martelando o ferro forjado de sua ereção no calor dela, de novo, de novo e de novo. Ela sempre foi a fantasia erótica favorita dele.

Mas a realidade? A realidade superava a imaginação de Aaron.

Ele nunca teria concebido aquilo, dessa forma. O som da chuva caindo, tamborilando no telhado da forja. O vapor íntimo da respiração misturada dos dois. O aroma de musselina lavada misturado com puro desejo animal. E, Deus, como era senti-la. Seu calor aveludado envolvendo o membro dele. Tão apertada. O aperto doce das pernas dela enlaçando seus quadris. O beliscão delicioso das unhas de Diana em sua nuca.

Eu também quero isso, o corpo dela lhe dizia. Eu quero isso, quero você. Eu quero mais, mais, mais.

 

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