Leia um trecho erótico do livro Divina Essência

A história de Melissa e Giovanni irá te envolver

Não conseguia fazer minhas pernas pararem de tremer enquanto descia a escada. A visão Giovanni esperando em frente à sala de estar, sob a luz amarelada, não ajudava em nada. De camiseta preta ressaltando a pele clara, segurando nas mãos a garrafa de vinho e dois copos, ele parecia ainda mais confiante e eu era a própria adolescente insegura.

— Podemos ficar aqui? — Ele disse indicando a porta. — Você aceita? — Elevou a garrafa.

— Pensei que iriamos jantar — tentei brincar.

— Está com fome? Achei que pudéssemos tomar o vinho aqui antes de ir para o refeitório.

— Minha fome pode esperar. — Ah, com certeza comida não era algo estimulante para mim neste momento.

Entrei na sala, acionei o interruptor, o estalido da lâmpada fluorescente zumbiu e a luz inundou o ambiente. Giovanni passou por mim, apoiou os copos sobre a mesa de bilhar e retirou a rolha da garrafa num gesto rápido. Ela já devia estar solta. Moço esperto.

Ele abriu o sorriso, como se pudesse ouvir meu pensamento, enquanto enchia os dois copos de vidro, que não faziam jus, de forma alguma, ao líquido rubi escorrendo pelas laterais.

— Reservou o espaço só para nós? — brinquei e minha voz vacilou.

Ele ampliou o sorriso sedutor. Os olhos castanhos pareciam estar em brasa, como nesta tarde quando me envolveu em seus braços. Exalei o ar. A boca seca como se fosse o mais árido solo. Peguei o copo estendido por ele. Tomei um gole. A bebida envolveu meu paladar. Giovanni também provou o vinho. Nossos olhares se encontraram, as batidas no meu peito deviam estar quase audíveis, pareciam até martelar em meus tímpanos.

Giovanni apoiou o copo dele na mesa de bilhar, seguiu em direção a estante repleta de livros, que só deixava a brecha ocupada pela TV, tirou o iPod do bolso da calça jeans e colocou na estante. Como ele conseguia ser tão sensual em simples gestos. Putz!

Dei um grande gole na bebida. O vinho reverberou em meu corpo parecendo deixá-lo ainda mais em brasa.

Os primeiros acordes da canção se expandiram pelo ambiente. Reconheci a letra, uma das músicas preferidas de Patrick, mas não a voz da cantora.

— La vie en rose! — exaltei.

Mantendo contato visual, ele veio junto a mim, tomou o copo de minha mão e o colocou sobre a mesa.

— A interprete é canadense. — Ele disse ao segurar minha mão e apoiar a outra na base de minha coluna envolvendo a cintura.

Neste momento não importava o que ele dissesse, até esqueci que não sabia quem emitia a voz melancólica carregada de emoção. O calor, já insuportável na sala, acentuado pelo vinho, pareceu aumentar pelo toque dele. Estou ferrada! Tentei puxar o ar, a proximidade de Giovanni dificultava até minha respiração, a palma da mão transpirava em contato com a dele.

Repousei o rosto em seu peito, fechei as pálpebras. Aspirei seu cheiro. Parecia cedro e pinho. Fiquei na ponta dos pés e busquei seus lábios. Macios, quentes, despertando em mim a vontade louca de tê-lo mais próximo. Nossas línguas explorando cada parte da boca.

Ele se afastou.

— Quero você!

Nem precisei responder, ele me arrastou porta afora. Tive dificuldade de acompanhá-lo, quase tropecei no degrau da escada. Em instantes entrei no quarto dele. A luz suave expôs o cômodo parecido com o meu só que, ao invés do beliche, tinham duas camas de solteiro dispostas junto às paredes, em lados opostos.

Foi só o que consegui notar antes dele me puxar junto a si, colando nossos corpos e em seguida os lábios. Agarrei sua nuca, perdendo-me em sua boca. Com habilidade, ele desceu o zíper de meu vestido, deixando-o cair aos meus pés e afastou-se mantendo nossas mãos unidas. O olhar dele viajou por meu corpo até focar no rosto.

— Você é bella! Bella mia! — A voz rouca, embriagada de desejo fez meu corpo arrepiar. Se houvesse ainda qualquer sinal de sanidade em mim, ela acabou de evaporar.

Ele aproximou-se, os dedos tocaram minha fronte e se embrenharam entre os cabelos, levando-os para trás suavemente para, em seguida, puxá-los fazendo meu rosto se elevar na direção do dele. Com uma lentidão embriagante, seus lábios deslizaram pelas têmporas, dando leves beijos até chegar à boca, enquanto as mãos envolviam meus quadris, exigentes, agarrando-os e me suspendendo. Ah! Entrelacei minhas pernas em torno da cintura dele imersa na vastidão de sua boca, percorri os músculos de seus braços pressionando-os. Ele deu dois passos, senti o colchão em minhas costas antes dele me colocar na cama.

Giovanni descolou nossos lábios, a respiração entrecortada, a contragosto soltei meus braços dele e deitei. Permaneci imóvel, de roupa intima, observando-o seguir em direção à cômoda, abrir a gaveta e tirar o pequeno invólucro. Preservativo. Ufa, sorte, não saia com alguém há tanto tempo que nem estava tomando anticoncepcional.

Elevei o tronco apoiando sobre os cotovelos. Sem perder o contato visual, ele caminhou em minha direção, parou e removeu as botas. Ao chegar perto, acariciou minha perna deslizando até a coxa. Os arrepios brotavam em mim tornando-se quase insuportáveis. As mãos macias, firmes, seguindo em direção ao centro do meu corpo me impediram de continuar inerte, comecei a abrir sua camisa, busquei sua pele sob o tecido, o calor de seu peito, os pelos eriçando-se ao toque. Removi a peça e o enlacei, pele contra pele, quente, a umidade brotando de nossos poros. Giovanni começou a eliminar o restante de nossas roupas, peça a peça, nem o mais fino tecido poderia ficar entre nós.

— Você tem certeza? — Ele perguntou ofegante.

— Não! — exalei no mesmo tom. — Mas agora não importa!

Envolvi seu pescoço e uni nossas bocas de novo, deixando sua mão explorar meu corpo e passear por ele com destreza. Éramos duas brasas prontas para entrar em combustão. Prendi a respiração ao sentir nossos corpos se tornarem um só e explodi deixando o turbilhão de desejo se transformar em luz.

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