Leia um trecho erótico do livro “Entre a culpa e o desejo”

Sarah Maclean conta a história de sedução entre Lady Philippa, uma moça pura e preocupada com seus livros, e Sr Cross, um homem atraente com fama de conquistador. Durante o livro dá até vontade de conhecer esse tal de Cross, viu?

 

Foto: Divulgação

“Você gostaria que eu lhe dissesse onde mais a tocaria?”
“Sim, por favor.” As palavras foram um sussurro.
“Tão educada.” Ele se inclinou para frente. “Este não é lugar para educação, minha linda de óculos. Aqui, você pede e eu dou. Você oferece e eu pego. Nada de por favor. Nada de obrigado.”

Ela esperou que ele continuasse, cada pedaço dela zunindo de empolgação, de expectativa.
“Passe uma perna por cima do braço da poltrona.” Pippa arregalou os olhos ao ouvir essa ordem. Ela nunca, em toda vida, havia sentado desse modo. Ela hesitou. Ele insistiu. “Você pediu.”
De fato. Ela se ajeitou e se abriu para ele, as coxas se afastando, o ar frio da sala passando pela fenda nas calçolas. Ela sentiu as faces queimando e moveu as mãos para bloquear a visão dele. Ele a estava observando e emitiu um som baixo de aprovação.
“É aí que minhas mãos também estariam. Você consegue sentir o porquê? Consegue sentir o calor? A tentação?” Os olhos dela estavam fechados. Ela não conseguia olhar para ele. Mas concordou.
“É claro que você consegue… Eu mesmo quase consigo.” As palavras eram hipnóticas, cheias de tentação… suaves, líricas e maravilhosas. “E me diga, minha pequena anatomista, algum dia você já explorou esse lugar?”
As faces dela queimaram.
“Não comece a mentir agora, Pippa. Já chegamos até aqui.”
“Sim.”
“Sim, o quê?”
“Sim, eu já o explorei antes.” A confissão quase não produziu um som, mas ele a ouviu. Quando ele gemeu, Pippa abriu os olhos e o viu encostado na escrivaninha de novo.
“Eu falei alguma coisa errada?”

Ele balançou a cabeça, e passou a mão pela boca mais uma vez, tocando aqueles lábios firmes.
“Você só me fez arder de ciúmes.”
Ela enrugou a testa.
“De quem?”
“De você, minha linda.” O olhar cinzento procurou o lugar que ela escondia dele. “De suas mãos perfeitas. Conte para mim o que você encontrou.”
Ela não conseguia. Embora soubesse os termos científicos para todas as coisas que tocou e descobriu, Pippa não podia falar delas para ele. Ela balançou a cabeça.
“Não posso.”
“Você sentiu prazer?”
Ela fechou os olhos e apertou os lábios.
“Sentiu?”, ele sussurrou, mas foi como um estrondo naquela sala escura e imoral.
Ela balançou a cabeça. Uma vez, um movimento quase imperceptível.
Ele exalou, o som comprido e inebriante, como se ele estivesse segurando a respiração… e se mexeu. “Que tragédia.”

Ela abriu os olhos ao ouvi-lo – sua calça arrastando no carpete enquanto Cross rastejava na direção dela, os olhos semicerrados e cheios de promessas imorais e maravilhosas. Ele estava se aproximando. O predador cercava a presa. E ela mal podia esperar para ser pega. Pippa exalou, seu hálito saindo como um suspiro baixo, trêmulo, que poderia ter se transformado em gemido se ela não tomasse cuidado e, que Deus a protegesse, mas ela afastou as mãos, abrindo-se para o toque e a visão dele, pronta para agradecer a Deus e Lúcifer e qualquer um que tivesse contribuído para aquele momento em que ele finalmente, finalmente, chegava até ela. Só que Cross não a tocou.
“Posso lhe mostrar como encontrar o prazer, querida?”, ele perguntou, e Pippa podia jurar que sentiu a respiração dele em suas mãos, quente e
tentadora. “Onde encontrá-lo?”
Ela nunca saberia de onde veio a coragem – como ela conseguiu deixar de lado o constrangimento e a vergonha que deveriam estar ali. “Por favor”, ela implorou, e ele começou a falar, em palavras suaves e devastadoras.
Ela fez como ele mandava, abrindo dobras de tecido, depois dobras de
um tipo mais secreto, seguindo suas instruções sussurradas, respondendo a
suas perguntas imorais.
“Tão linda e rosada… a sensação é boa, querida?”
Ela choramingou sua resposta.
“É claro que é”, afirmou Cross. “Posso sentir o aroma do prazer em você…
doce, suave e muito, muito úmido.”

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