Leia um trecho erótico do livro Misterioso: Selvagem Irresistível

Christina Lauren conta a história sensual de Lola e Oliver, os momentos picantes do casal são de animar até as mais desanimadas.

“O calor se espalha por minhas veias e eu me coloco entre suas coxas. Sinto o desespero consumir minha pele. Deslizo a mão pela parte interna de suas pernas enquanto me pergunto com quantos homens ela já esteve. Pode ser um ou cem, e eu não a culparia, mas algo me diz que esse tipo de relação é novidade para ela. Sei porque a ouvi conversando com amigas nos últimos meses e dizendo que não tem qualquer remorso com relação ao sexo, que não sente que ele depende de alguma declaração forte, que não tem problemas com dormir com um cara e dizer adeus na manhã seguinte. Mas também sinto que, para Lola, é necessário mais do que um desejo momentâneo para deixar alguém invadir esse espaço secreto.

Ela estremece enquanto meus dedos deslizam ao redor de um seio, a ponta de meu polegar roçando seu mamilo até ela arquear o corpo, implorando sem palavras pelo beliscão que sei que ela tanto deseja. Inclino-me para a frente e deslizo a língua pelo tecido antes de recebê-la entre meus dentes. Lola arqueia as costas, empurrando o seio na direção da minha boca, e uso a oportunidade para estender a mão e abrir o sutiã. Arranco a peça enquanto observo Lola ser desembrulhada como um delicioso presente.

Com meu olhar preso ao dela, arrasto a ponta da língua por sua pele. Ela inspira, estendendo a mão para dentro da minha calça, para empurrar minha cueca apenas o suficiente para segurar meu pau em sua mão. Quase mordo o lábio quando ela passa o polegar pela cabeça molhada e leva o dedo à boca.

A mão de Lola retorna, o polegar ainda mais úmido agora, e pisco antes de olhar para onde ela segura meu membro. Vejo minha barriga reta e suas curvas suaves. Vejo meu pau, rígido e com a cabeça inchada, projetando-se entre nós.

Estou quase febril e sinto o formigar do suor em minha nuca quando Lola se inclina para a frente, esfregando os lábios em meu ouvido.

– Você tem camisinha aqui?

– Sim. Na gaveta do meio. Trouxe algumas para cá hoje.

Ela lança um sorriso triunfante para mim, como se para me dizer que sou genial, e então se deita outra vez, esticando um braço sobre a cabeça para alcançar a gaveta. Seria muito mais fácil eu fazer isso, mas nem fodendo que eu perderia a chance de vê-la toda arreganhada e quase nua em minha mesa.

Quando Lola se senta, dou um passo para a frente, segurando seu rosto entre minhas mãos e pressionando minha boca contra a sua.

– Quero que você a coloque – ela diz contra meus lábios.

– Ah, é?

– Ver você desenrolar a camisinha no meio da noite talvez tenha sido uma das imagens mais sensuais com a qual já me deparei.

Com meu pau em uma mão e a camisinha na outra, paro com o látex posicionado na cabeça e ergo o olhar para ter certeza de que Lola está assistindo.

E ela está. Aliás, acho que ela não pisca, nem mesmo respira, durante todo o tempo; seus olhos permanecem grudados aos meus enquanto desenrolo lentamente a camisinha. Adoro a forma como ela olha para o meu caralho: olhos ligeiramente abertos, lábios separados.

Ergo a mão e seguro seu seio.

– Você parece surpresa.

– Acho que vou ficar surpresa toda vez que você tirar a calça – ela responde.

– Seu pau é algo inacreditável.

Nunca vou me cansar de ouvir Lola dizer que meu pau é inacreditável. Nunca.

Ela desliza os dedos entre as pernas, esfregando-os para a frente e para trás dos dois lados do clitóris. Consigo ver e ouvir o que isso faz com ela – na forma como ela comprime os músculos da barriga e suas coxas apertam meu quadril, nos ruídos suaves que ela emite.

– Está molhada o suficiente para mim?

Lola assente, levando a mão que estava entre as pernas até minha boca, esfregando os dedos entre meus lábios. Agora posso sentir como ela está molhada, posso saborear como está molhada. Meus olhos quase saem das órbitas quando percebo como isso é gostoso, como quero ser safado com ela, todas as coisas que quero que façamos. Gemo e Lola puxa os dedos para longe, encarando-me com uma fome que jamais vi.

Eu gostaria de conseguir compreender por que sua expressão atinge a parte mais sensível do meu ser, de conseguir explicar o que sinto.

Não é a forma como nossas mãos se encontram na busca por tocar cada centímetro da pele ou a forma como ela afunda os dedos em meus cabelos, exalando aliviada quando me sente deslizar completamente dentro dela. Não é a forma como sua cabeça se solta para trás, a forma como ela empurra o seio em minha mão ou quão abertas estão suas pernas para receber mais.

Mas talvez seja o fato de ela não deixar seus olhos se prenderem aos meus durante muito tempo, a forma como parece que meu olhar segura sua respiração. É a mesma coisa que faço antes de subir com minha bicicleta em uma colina íngreme e descer.

Eu me solto contra seu corpo – para dentro, para fora, mais fundo, um pouco mais para fora – e ela me acompanha. Porra, e como me acompanha! Posso sentir no rebolar de seu quadril, no apertar de seu punho em meus cabelos – mas a capa de proteção não sai de mim. Cada movimento de Lola me diz que isso é novo para ela, que esse tipo de intimidade é diferente, deliciosa e aterrorizante.

Já trepei com muitas mulheres, já fiz sexo carinhoso e com intimidade com algumas delas, mas nunca senti o que sinto por Lola. De qualquer forma, a profundidade da emoção é um alívio, e não algo que me deixe desorientado. Ontem à noite tive a combinação perfeita entre fazer amor e foder, mas aqui eu não me atreveria a ser tão safado com ela quanto já fui. Ela parece de vidro em minhas mãos, olhando para mim quase como se precisasse saber o que precisa fazer.

Então, dou uma tarefa a Lola. Pressiono meus lábios contra sua bochecha, deixo meus dentes expostos.

– Não emita nenhum ruído.

Sinto-a expirar aliviada contra mim. Então ela assente, virando-se, procurando minha boca, mas eu me afasto.

– Fique quieta. Seja boazinha. Se ficar boazinha, aí vou beijá-la.

Ela assente outra vez, rapidamente, com urgência. E não pode ser tão simples assim, mas realmente é. A tensão crescente em seus olhos é substituída por foco. Mas, agora que já falei o que tinha que falar, não há nada neste planeta – ou em outro – que eu deseje tanto quanto sua boca, aberta e molhada contra a minha enquanto fodemos. Preencho minha mão com seus seios, chupo seu pescoço e aperto meu corpo contra o dela até sentir seu suor em meus lábios. E ela está totalmente apertada.”

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