“Meu marido era tão viciado em pornô que não conseguia transar”

De acordo com estudo, quando um dos parceiros começa a ver pornografia, o risco de divórcio triplica.

“Seis anos atrás, quando eu conheci Tim*, tudo parecia perfeito. Nós nos conhecemos e estávamos casados em menos de um ano. Pareceu rápido, as nós amávamos as mesmas coisas podíamos falar sobre tudo e trabalhávamos com as mesmas coisas. Eu realmente achei que tinha conhecido minha alma gêmea.

No entanto, seis anos depois, nós brigamos e Tim saiu de casa. Eu pedi pelo divórcio e os papeis foram assinados logo depois.

Todo mundo queria saber o porquê e eu só poderia responder c om uma palavra: pornografia. Parece ridículo, mas é a verdade. O pornô não era parte de um grande problema, ele era o problema.

Eu nunca tive problema com esse tipo de coisa. Quando nós namorávamos, Tim me disse que começou a ver quando era jovem, como a maioria dos outros garotos. Eu não me preocupei muito com isso, já que era algo que todo mundo faz. No entanto, nossa vida sexual passou a mudar por isso.

Pra ser sincera, nosso sexo nunca foi maravilhoso. Eu achei que fosse estresse ou excesso de trabalho. Para Tim, sempre pareceu muito mais trabalhoso do que deveria ser e com o passar do tempo de casados, menos sexo fazíamos.

Ao invés de ir para a cama comigo, ele preferia ficar no primeiro andar de casa, assistindo pornografia em seu notebook. Eu o confrontei, dizendo que o pornô não era um problema, mas ele preferir isso à mim, uma mulher viva que está respirando.

Ele me disse que estava com nojo do meu corpo e que eu deveria me parecer mais com as atrizes pornôs, com seios maiores e pequenos lábios. Por isso, ele não conseguia ficar com o pênis ereto comigo.

Foi a conversa mais devastadora da minha vida e ainda choro quando penso nisso. Você pode imaginar ter seu corpo dito não ser bom o suficiente? Depois disso, nós ainda tentamos fazer com que desse certo, mas não dava.

Para mim já tinha acabado, passei anos sendo comparada a mulheres completamente irrealistas, e eu simplesmente não conseguia mais. Eu finalmente percebi que em vez de aprender a me ver como uma mulher, ele ainda estava tentando me encaixar em suas fantasias pornô. Mas eu não ia comprometer meu corpo e meus desejos mais para ele.

É humilhante. Eu ainda não estou pronta para falar sobre isso com outras mulheres, mas eu me pergunto como muitas outras mulheres, como eu, estão lá fora, sofrendo e se perguntando como elas nunca vão até o ideal pornográfico. Eu acho que há muito mais de nós do que ninguém sabe.”

 

*Os nomes foram mudados para a preservação dos envolvidos.

 

FONTE: Redbook

 

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