O que ninguém te conta sobre estar cansada de ser solteira

Você estava felizona na pista, emendando uma festa na outra, pegando geral, mas de repente bateu aquela vontade de parar e sossegar. se identificou?

Sabadão, você acorda a hora que der na telha, sol lá fora, sucesso! Bora marcar uns drinks no fim da tarde com as amigas e já emendar a balada na sequência. Vida loka mode on! “Que delícia ser solteira! Amo!” Dia seguinte, domingo chuvoso, sozinha em casa, ressaca, geladeira vazia… “Droga, odeio ser solteira!” Quem nunca teve uma crise (ou várias) com a solteirice é porque ainda não esteve lá (daí o drama é com a vida de casal. Não pense que do outro lado é tudo uma maravilha!). Normal passar pela fase (ou pelas fases) de querer trocar o bar pela sorveteria. Mas como lidar?

Em primeiro lugar, vamos refletir sobre essa vontade de dormir de conchinha todas as noites. É amor? Tem algum cara especial na área? Se a resposta for não, existe a possibilidade de ser cilada! “Se essa busca é movida pela ansiedade de ter outra pessoa para legitimar a própria existência, o resultado geralmente são escolhas pouco seletivas. Você acaba aceitando quase todas as condições, desde que não haja solidão”, diz a psicóloga Blenda Marceletti, de São Paulo.

É quando qualquer boy lixo vira um príncipe encantado: o cara transa com você uma noite, some por um mês, reaparece dizendo que ficou sem celular, mas agora que voltou para o século 21 quer te ver de novo, lá pela meia-noite, na sua casa. “Ele me ama, sentiu minha falta. Vamos casar e ter filhos.” Não, miga, não vão.

Solitude x Solidão

Esse é só um exemplo das inúmeras roubadas que resultam de procurar no outro a sua felicidade, de achar que alguém vai te completar. “Desenvolver a capacidade de ficar bem sozinha é a melhor coisa que pode acontecer na vida de uma pessoa. E isso não significa que ela não irá se relacionar, mas que não vai entrar em desespero nos períodos em que isso não acontecer”, diz a psicóloga Regina Navarro, do Rio de Janeiro. Esse superpoder de se sentir bem na própria companhia é conhecido, tecnicamente, como solitude, que não é a mesma coisa que solidão.

Ninguém está propondo que você se mude para uma caverna e se isole do mundo, até porque somos seres sociais, temos necessidade de contato com outras pessoas. Mas elas não precisam necessariamente ser um peguete fixo, namorado, marido ou qualquer outra variação. Ter uma vida social ativa, se cercar de amigos e familiares também supre essa carência. Bora encontrar mais com os amigos, frequentar eventos, conhecer pessoas novas?

E o que mais você tem feito nas horas livres, além de chorar no chuveiro por não ter um boy e passar um tempão dando match nos aplicativos? (“Sinto que esse é o cara!”, “Afff, que mala, vou excluí-lo e tentar esse outro”). Que tal aprender algo novo (dançar, pintar, bordar, trocar pneu, etc.), planejar viagens, praticar algum esporte, fazer trabalho voluntário, ler, escrever? “Quando uma pessoa tem interesses e projetos, e, portanto, não necessita, apenas deseja alguém para adicionar e formar uma parceria, com certeza se tornará mais interessante, e a vida vai se ampliar”, afirma Blenda.

Ok, você refletiu, repassou todos os itens que podem configurar “cilada”, mas não se identificou com nenhum. Tá tudo certo na sua vida: trabalho, amigos, familiares, hobbies. Você se sente completa, inteira, mas mesmo assim continua querendo um boy para chamar de seu.Tudo bem! “Encontrar alguém pode fazer parte de um dos projetos de vida de uma pessoa. Não há nada de estranho nisso. O problema está quando se atribui a esse encontro a harmonia e a totalidade da vida”, diz Blenda. Esse desejo não é só feminino, ainda que, por motivos culturais que conhecemos bem — “Você ainda está solteira?”, “Cuidado, vai ficar pra titia”, “Olha o relógio biológico!” —, ele acabe se acentuando nas mulheres.

Os homens podem até curtir mais a vida loka, mas eles também, em algum momento, sentem falta de um mozão. “O ser humano busca relações afetivas por um conjunto de fatores. Tudo pode ter começado lá com nossos ancestrais, com a obrigação de perpetuar a espécie. Até que evoluíram socialmente para a necessidade do encontro de um parceiro afetivo para compartilhar emoções e experiências”, diz psicóloga Josie Conti, de São Paulo. Como não somos mais homens e mulheres das cavernas, puxar a outra pessoa pelos cabelos e obrigá-la a nos amar à força não é uma opção, mas ser ativa (e receptiva) na busca de alguém que esteja na mesma vibe é essencial!

Dicas para quem cansou de ser solteira

O amor pode estar ao seu lado

“Se o cara não for barbudo, não tiver mais de 1,80 metro e um emprego CLT, eu já nem olho.” Daí fica difícil te ajudar, amiga… Ok ter preferência por certos padrões, mas isso não significa se fechar para tudo o queestiver fora. “Cada ser humano é único e, se você olhar bem, verá um sorriso diferenciado, um olhar especial, um jeito de andar que te atrai. Esteja aberta”, fala Josie.

Diga-me com quem andas…

Delícia ir pra balada com casais de amigos e se acabar de dançar a noite toda. Mas não precisa ser todo fim de semana. Bora circular também entre a turma dos solteiros?

Escolha!

Você é linda, maravilhosa, poderosa, mas não é um troféu a ser conquistado. Estamos em 2018, nenhuma mulher precisa ser escolhida por um homem. Curtiu o boy? Conta pra ele. “Se não der química, pelo menos suas chances de aprender e se divertir se ampliaram. Você não perde nada em olhar para novas experiências de forma otimista”, diz a especialista.

Caia na real

O homem ideal vive na Lapônia, junto com o Papai Noel. Vamos voltar pra Terra? É aqui que habitam os caras que não são perfeitos, não vão te completar nem preencher a sua vida mas mesmo assim podem ser bons parceiros.

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