O que um casal achou de uma suíte de motel inspirada no livro Cinquenta Tons de Cinza

A dupla teve uma noite de Christian Grey e Anastasia Steele tão sexy que, depois de ler, você vai querer convencer seu namorado fazer o mesmo

 

“Estou de pé, com braços e pernas algemados, em um quarto todo vermelho. Meu marido segura o chicote na mão. Sim. Eu, uma mulher brasileira qualquer, casada há dois anos com João Marcelo. E não somos Anastasia Steele e o milionário Christian Grey. Mesmo depois de ler o livro Cinquenta Tons de Cinzas e fantasiar com cada cena de sexo descrita por E.L. James, quase não consigo acreditar que estou vivendo um momento erótico digno das excitantes páginas do best-seller mais vendido dos últimos anos.

A sensação real de estar presa é ainda melhor do que eu esperava. Não poder me mexer intensifica minha percepção – meu corpo fica inteiro arrepiado e se contorce a cada toque, beijo, mordida, chicotada que recebo dele. Dá para ver que João está excitado ao usar os vários tipos de chicotinho que desprendem da parede. Já eu vivo aquela surpresa deliciosa de algo novo e inesperado – como estou de costas, não sei qual será o próximo movimento dele. Essa expectativa dá muuuito tesão! A submissão pode ser, sim, muito gostosa! Porque, no fundo, aquele homem está fazendo tudo para me fazer gozar. E consegue, várias vezes.

Tons de Liberdade

Claro que, ao entrar no quarto do motel, todo inspirado nas descrições do livro, já imaginei que teria uma noite quente. Mas nunca havia experimentado o BDSM (sigla para `bondage, disciplina, dominação, submissão, sadismo e masoquismo¿), então o clima foi esquentando aos poucos, até que testar os novos brinquedinhos pareceu bem natural. Entramos na piscina para relaxar. Incrível e muito bem cuidada, ela foi a primeira coisa que chamou a minha atenção assim que pisamos na suíte. Pedimos um prosecco. Logo fiquei tão à vontade que já foi ali na piscina mesmo, inspirada pelas paredes vermelhas do quarto (sim, é realmente sexy!), que tive meu primeiro orgasmo.

Rafaela Polo Rafaela Polo

Rafaela Polo (/)

Tons mais escuros

Tudo bem, tudo ótimo. Mas tínhamos ido para esse quarto com a ideia de tentar novos tipos de prazer, né? Nunca havia brincado de dominação ou submissão nem feito nada parecido com isso. Mas resolvi aceitar o convite de NOVA para conhecer uma suíte de motel que imita o famoso Quarto Vermelho da Dor. Como leitora do livro e fã de Christian Grey, estava empolgada com a ideia de animar minha vida a dois. Depois de cinco anos juntos – namoramos três anos antes de casar -, mudar os ares pode dar aquela turbinada na relação. Mesmo assim, João Marcelo e eu saímos de casa com um frio na barriga: será que encontraríamos um lugar sem graça, cafona e que nos daria mais vontade de rir em vez de aumentar o tesão? Essa apreensão só crescia conforme nos aproximávamos do local. Também tinha receio de que acontecesse o contrário: será que o ambiente seria tão assustador que, ao entrar no quarto, eu ficaria com medo de experimentar o que eles tinham a oferecer? Felizmente, nada disso aconteceu.

O quarto tem dois andares, e é no segundo que a coisa esquenta. Na primeira olhada, já perdi o fôlego: percebi que era muito parecido com o que tinha imaginado lendo as cenas – e a descrição da Ana – em Cinquenta Tons de Cinza. Havia chicotes, algemas e palmatórias de vários modelos e tamanhos pelo quarto – até mesmo em cima da cama, onde eles ficavam presos em uma treliça para você conseguir alcançar facilmente durante o sexo. As paredes e os lençóis vermelhos multiplicavam o tesão de estar lá dentro, sabendo o que me esperava. A cama, que tinha uma estrutura de madeira, contava com correntes penduradas para quem quisesse se amarrar – elas são firmes e você consegue se pendurar. Pode confiar, eu testei. Aliás, essa corrente foi uma das coisas preferidas do João, que adorou todos os acessórios espalhados pelo quarto. E, para as desavisadas, existe um exemplar do livro na cabeceira – você pode usar para ler trechos em voz alta para provocar o cara.

O que realmente me fez ver estrelas e esquecer tudo foi ficar com os pés e as mãos algemados no local especial da parede. Foi assim que Christian Grey transou com Ana na primeira vez que eles experimentaram juntos o Quarto Vermelho da Dor (para quem não se lembra, depois de umas chicotadas e de fazê-la gozar com o adereço, Christian a penetrou ali mesmo), então comecei a me sentir parte do enredo que tanto me envolveu. Estar presa é uma sensação diferente. Quando finalmente transamos, o orgasmo foi inesquecível. Entre palmadas, posições e brinquedinhos, gozei mais duas vezes.

Ficamos cerca de quatro horas no quarto. É muito instigante para realizar fantasias que, em casa, faltam acessórios ou locais adequados, sabe? Ainda não resolvi ingressar no clube dos dominadores e submissos de vez. Mas, agora, na minha gaveta do criado-mudo, vou guardar um chicotinho para noites especiais…”

 

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