Minha primeira limpeza de pele (aos 40 anos)

A jornalista Lulie Macedo experimentou a limpeza de pele da La Mer e divide com a gente como foi sua estreia

Nos meus tempos de leitora da Capricho (lááááá em 1988), me lembro de ter ficado impressionada ao descobrir que aqueles pavorosos pontos pretos no meu nariz se chamavam COMEDÕES.

Nas ilustrações que a revista fazia, numa tentativa de explicar a acne para suas agoniadas e espinhentas leitoras, os comedões eram bichos medonhos, meio parecidos com ácaros, e com esse nome eu os imaginava devorando a minha pele, como se fossem sanguessugas. Dava medo. Medo e nojinho. Talvez seja essa a razão freudiana para eu ter chegado aos 40 anos sem nunca ter passado por uma limpeza de pele profissional na vida.

Com o tempo, alguns esfoliantes para atenuar aquela textura mais abrasiva e a chegada de novos concorrentes na categoria “incômodos faciais”, como as rugas, os comedões deixaram de ser uma fonte de preocupação. A invenção dos BB Creams também contribuiu bastante para essa anistia, já que nunca fui adepta da base para disfarçar imperfeições, e os BB passaram a fazer isso por mim sem causar a sensação de “estar maquiada”.

Meus amigos comedões passaram, portanto, quase três décadas –considerando que eles surgiram por volta dos 12 anos– abrigados confortavelmente em meu queixo, testa e nariz. Chegaram a sofrer algumas baixas, como quando eu encontrava na farmácia aqueles adesivos para remoção de cravos. Mas logo voltavam a se agrupar e a ocupar meus pobres poros abertos. Vivemos todo esse tempo assim, eu e meus comedões, meus comedões e eu. Até que aceitei o generoso convite da Cosmo e da La Mer para me livrar deles.

 

O apego se foi

A primeira coisa honesta e objetiva a dizer para quem nunca fez é: sim, dói. Como toda separação, ir cada um para um lado é um processo doloroso. Mesmo que a mediação seja feita por alguém extremamente habilidoso e delicado, como foi comigo, que tive a sorte de cair nas mãos experientes e delicadas da Vivian Kawamoto, do Spa La Mer em São Paulo, doeu dizer adeus aos meus comedões de estimação. Eles estavam profundamente apegados à minha pele, me explicou a Vivian, obviamente usando outras palavras. Mesmo assim, foi tudo tão suave que a memória que ficou do processo foi extremamente agradável, muito parecida com alívio.

Como não tenho a referência de uma limpeza de pele convencional, apesar da dor leve (bem tranquila de suportar, vale sublinhar, mesmo para quem tem um baixo nível de tolerância), minha experiência na La Mer (chamada Purying Facial, dura 45 minutos e custa R$ 850) foi mais próxima de uma sessão de massagem relaxante do que da tortura que minhas amigas adeptas da limpeza de pele regular descrevem.

Cremes faciais

 (iStock/Think Stock/Getty Images)

Muito mais do que uma limpeza

O tratamento da La Mer é sinestésico. Começa com você deitada na maca, o som das ondas do mar ecoando por toda sala. Depois vem um perfume, um aroma fresco de mar e extratos botânicos, chamado The Mist, que ajuda a relaxar. Aí começa uma sequência de sensações diferentes na pele, com produtos preciosos, que carregam os benefícios e nutrientes do mar, de minerais e pedras preciosas. A cleasing foam, uma espuma de limpeza com turmalina na composição, é maravilhosa. E eu nem imaginava que esse mineral tinha propriedades anti-inflamatórias.

A extração propriamente dita dos cravos começa depois da aplicação de vapor quente sobre a pele. Enquanto o calor faz efeito (por 20 minutos aproximadamente), você recebe uma esfoliação no pescoço e nos braços. É uma delícia e ajuda a relaxar para a etapa seguinte. Enquanto o vapor age, quase dá para sentir os poros se abrindo, a pele dilatando e se preparando para expulsar os comedões malditos, o excesso de sebo, a poluição.

 

limpeza-la-mer

 (/)

Na La Mer a extração é manual, muito gentil mas ao mesmo tempo eficaz. Juro que dá para sentir a sujeira saindo da pele. Não tive nenhuma aflição parecida com aquela de espremer um cravo ou uma espinha com as mãos. Sei que tem gente que não resiste a um ponto preto (ou amarelo) na própria pele –ou na dos outros– e “senta o dedo” no inimigo. Eu não curto.

Então um dos meus receios, antes da experiência, era sentir essa gastura de alguém cutucando a pele do meu rosto. De novo, não posso afirmar que isso não aconteça nas limpezas convencionais. Na La Mer, não há nem sombra disso. É tudo muito sutil.

Outra preocupação era com o estado do meu rosto depois do procedimento. Ficaria vermelho? Inchado? Marcado? No meu caso, não. Um leve avermelhado no nariz, apenas, que sumiu duas horas depois. Dava para ter ido à uma festa no mesmo dia sem receio.

O que ficou

A lição mais importante da limpeza de pele, para mim, foi entender que esse procedimento serve mais para “abrir caminho” na pele do que exatamente para retirar toda essa tralha dos poros. O que a Vivian me explicou, e que faz muito sentido, é que de nada adianta a gente usar milhares de produtos com ativos valiosos, cremes, tônicos e séruns cheios de propriedades milagrosas, se a pele não estiver limpa o suficiente para que esses ingredientes penetrem e façam o seu trabalho.

Então, mesmo que você não tenha vontade de (ou grana para) passar por esse tratamento todo mês, é importante fazer uma limpeza profissional, ainda que esporadicamente, para que sua pele tenha condições de absorver o que você aplica nela.

Eu notei essa diferença na prática. Até hoje, três semanas depois, a pele do meu rosto permanece mais luminosa, mais uniforme, parece responder melhor aos produtos que uso diariamente. Não há mais pontos pretos e os poros parecem menos abertos em algumas áreas, como nas bochechas.

Não é força de expressão, a pele parece MESMO respirar melhor. Como se ela me dissesse: “por que raios você demorou tanto para me libertar?”

O único contra? Vou ter de fazer de novo.

 

Onde fazer
Spa La Mer
Shopping Iguatemi – Av. Brig. Faria Lima, 2.232, Piso Térreo
Telefone: (11) 3031-6421 E-mail: lamer-iguatemi@cremedelamer.com

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