“Amadureci e minha prioridade passou a ser minha autenticidade”

Emma Stone, 28 anos, sempre nos surpreende. Por isso que é uma das nossas apostas para melhor atriz do “bolão do Oscar” 2017

Emma Stone começou sua carreira fazendo comédias como A Mentira (2010) e de lá para cá já passou pelo drama, filmes de super-herói e até dois longas do renomado diretor Woody Allen. Emma Stone firmou seu lugar no time A de atrizes de Hollywood em 2015, quando recebeu sua primeira indicação ao Oscar, na categoria Melhor Atriz Coadjuvante, pelo filme Birdman. Em La La Land, em cartaz em todo o Brasil, ela atua pela terceira vez ao lado de outro grande nome da nova geração: Ryan Gosling. Juntos, os dois vivem uma história de amor em que ela interpreta Mia, uma aspirante a atriz, e ele é Sebastian, um pianista de jazz. Emma falou sobre os desafios de participar dessa produção que conquistou público e crítica.

 

La La Land está entre os filmes mais cotados dessa temporada de premiações. Como reage ao receber a notícia de que ganhou um prêmio?

Descobri que tinha vencido o Coppa Volpi de Melhor Atriz do último Festival de Veneza por e-mail. Estava deitada na minha cama, ainda sem as lentes de contato, o que significa que não conseguia enxergar nada. Grudei o celular no olho. Minha mãe estava no quarto ao lado e gritei: “Uma coisa doida aconteceu”. Foi tão surpreendente.

 

Sua personagem recebe muitos “nãos” ao longo da carreira. Você se identifica? Pensou em desistir?

Assim como Mia, decidi mudar para Los Angeles e ser atriz. Fiz testes por três anos e fui rejeitada, mas achava que tinha nascido para isso. Os jovens de hoje acham que seus sonhos têm que ser realizados com facilidade. Isso me incomoda. Sou do time das pessoas que trabalham duro.

 

Mia solta voz e dança durante várias cenas do filme. Estava confiante para isso? Praticava o canto no carro, por exemplo?

Não, mas ter interpretado Sally Bowles, na versão 2014 de Cabaret, na Broadway, me ajudou. Toda noite era desafiada a cantar cinco músicas. Durante as gravações do filme, cantávamos ao vivo também, não tinha playback. Ensaiar foi um desafio! Minha parte favorita do processo foi aprender o sapateado e a dança de salão. Já cantar… Nunca conseguiria treinar as músicas no carro. Imagine cantar de verdade com as janelas fechadas… Argh! Você viu o Carpool Karaoke com a Adele? Ela canta com toda a sua potência. É muito alto!

 

Você já contou que é ansiosa. Atuar ajudou a melhorar esse seu lado?

Sim, mas ainda sou. Há algo recompensador em se abrir e ter sua vulnerabilidade e sensibilidade usadas de forma produtiva, e não como obstáculos. Seria muito mais ansiosa sem uma vida criativa. Ainda estou aprendendo a lidar com meu lado sensível.

 

Sua carreira começou com filmes de grandes estúdios, mas ultimamente tem feito papéis em produções independentes. Por quê?

É importante interpretar personagens diferentes e sentir medo. Achava que, se estava feliz, estava fazendo tudo certo. Só que a honestidade é que é o sinal de que está tudo certo. Amadureci e minha prioridade passou a ser a minha autenticidade, e não minha alegria constante.

 

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