Daniel Rocha, o gato que está brilhando em A Lei do Amor

Ele até tentou ficar fora do ar um pouquinho, mas foi chamado para entrar em A Lei do Amor. O público feminino da novela agradece!

Daniel Rocha estava de férias no Caribe quando recebeu um telefonema de uma produtora de A Lei do Amor, atual trama das 9. O ator curtia um merecido descanso após encerrar as gravações de Totalmente Demais, novela das 7 em que fez sucesso no ano passado como o mulherengo Rafael. Mas a folga seria curta. Na conversa, Daniel ouviu que estava sendo recrutado para substituir, às pressas, o ator Renato Góes, realocado para outra produção. A ligação aconteceu em uma quinta-feira, e na segunda seguinte o cara já estava nos estúdios da Globo, onde desde então bate ponto todos os dias dando vida ao misterioso Gustavo. “Deu um medo do caramba”, diz ele, em entrevista à COSMO, sobre começar um trabalho assim, de repente. “Não tive tempo de pensar. Mas aceitaria o convite de qualquer maneira, porque o personagem é tão interessante, com conflitos tão reais, e tudo muito diferente do que já vivi, o que me leva a ter uma percepção nova das coisas. Os bad boys são sempre bons personagens”, diz o ator, que também viveu um garoto-problema em Império (2014) e cita os personagens rebeldes de James Dean e os caubóis de sofrimento contido de Clint Eastwood como inspirações.

O paulistano de 26 anos faz parte de um time de jovens atores talentosos e bonitos que a mídia vem considerando “a nova geração de galãs da TV”, por mais antiquado que o termo “galã” possa soar. “Ainda falam isso, eu deixo rotular, não acho ruim. Mas hoje não basta ser bonito. Os atores querem personagens desafiadores, e beleza não segura um personagem, são coisas mais sutis que o tornam interessante.” Para o atual trabalho, de fato, não cabe vaidade: Daniel está emagrecendo e recorre à maquiagem para ganhar olheiras profundas. “Quero que pareça de verdade. Estou a favor do personagem, trouxe isso do teatro”, diz, citando sua grande paixão. “Sem desmerecer a televisão, senão eu estaria realizado fazendo teatro para 50 pessoas.” O drama de seu personagem atual é intenso. Quando conversou com a gente, Daniel estava gravando a recaída de Gustavo no vício em crack. “As cenas foram bem escritas, isso vai ser muito bem contado. São fisicamente e mentalmente pesadas. A pessoa fica frágil e próxima da morte, a tensão dramática de reproduzir isso é muito forte, é uma alta voltagem interna, depois de gravar fico esgotado.” Mas Daniel não leva os dramas do personagem para casa. “Chego em casa e só quero dormir. Depois de um dia gravando, dormi da meia-noite até as 3 da tarde. Pra relaxar, estou assistindo a The Crown [série da Netflix sobre a rainha Elizabeth II]. Vou do crack à corte da Inglaterra no mesmo dia”, brinca.

 

Rainha dos Novinhos

A luz no caminho tortuoso de Gustavo é Salete, interpretada por Claudia Raia. Contracenar com a atriz foi, para Daniel, o que mais o deixou inseguro. “Eu me cobrava muito para dar certo, porque eu estava ali para ser o par de uma grande atriz. Mas ela, pelo contrário, sempre teve certeza de que tudo daria certo e me fez acreditar nisso.” A química do casal rolou logo nas primeiras cenas. “Eles apimentaram a história, eram explosivos sexualmente”, conta. Todo esse fogo rendeu elogios a Daniel… vindos dos homens! “Eles me param na rua para elogiar a Claudia. Tem muito marmanjo vendo novela, é impressionante.”

Daniel Rocha

 (Faya/Cosmopolitan)

O namoro do casal da ficção desandou quando Salete descobriu o envolvimento de Gustavo no atentado contra Fausto, personagem de Tarcísio Meira; o evento é a espinha dorsal de toda a trama — curiosamente, as cenas do tal atentado foram feitas lá no começo da novela, ainda por Renato Góes. Em seguida, veio a recaída na droga. O ator acredita que a redenção de Gustavo virá com a ajuda de Salete. “Ela, apesar de qualquer coisa, vai estar por perto e estender a mão a ele. O amor dela vai tirá-lo dessa vida, mas só isso não é suficiente”, afirma. “É necessário amor por quem está no vício, mas também tratamento profissional, com médicos, especialistas”, opina, baseado na imersão que fez no tema.

A relação dos personagens mexe com velhos tabus: além de Gustavo ser funcionário do posto de gasolina de Salete, a diferença de idade do casal é evidente — Claudia tem 24 anos a mais. Daniel não vê problema nenhum na diferença: “Se a gente realmente se apaixona, e a vida perde o sentido sem aquela pessoa, não importam idade, sexo, religião. Não importa nada. As pessoas precisam ser felizes”. Ele garante que o público torce pelo casal.

 

Trabalho de casa

Na vida real, a namorada de Daniel, a dermatologista Laíse Leal, é cinco anos mais velha do que o ator. A idade nunca foi problema, assim como a diferença de profissão e a exposição que vem com a fama. “A gente começou a namorar quando eu estava começando Império, que foi a novela em que me colocaram entre os protagonistas, com cenas com a Lília Cabral, o Alexandre Nero. Era um desafio, e ela viveu tudo isso comigo. Eu curti muito a solteirice na época de Avenida Brasil (2012). Quando conheci a Laíse, eu estava bem, fazendo o que gostava, me sustentando. Encontrei uma pessoa incrível e quis ficar na minha. Sou reservado e gosto de ser assim. A gente tenta ter uma vida normal. Não são só flores, há inseguranças, mas ela está do meu lado, entende, e em casa a gente fala de outras coisas. Se bem que ela me ajuda a passar os textos…”, conta. Os dois estão morando juntos há seis meses. “É um passo a mais, estamos experimentando. Também estamos amadurecendo muito.” A decisão de juntar as escovas de dentes foi por praticidade — ela morava na zona sul do Rio de Janeiro e estava começando um trabalho na Barra da Tijuca, onde o ator mora.

Morar junto ajuda também a manter o relacionamento em dia para um cara workaholic. “Quando estou em uma novela, entro de corpo e alma, não sobra tempo para mais nada.” E, mesmo emendando uma novela na outra — foram quatro meses entre Totalmente Demais e A Lei do Amor —, os planos de Daniel incluem mais trabalho antes de voltar a dias de sombra e água fresca. Pretende montar a peça A Gaivota (clássico do dramaturgo russo Anton Tchekhov) antes dos 30 anos, mesmo que “ninguém vá ver”. “É um sonho que tenho desde moleque. No início da carreira, quando eu corria atrás, fazia qualquer bico para ganhar dinheiro. Me lembro desse período com carinho.” O ator, que emendou uma novela por ano nos últimos cinco anos, não reclama de trabalho: “Se for sempre assim, está ótimo”. Parece que a volta ao Caribe vai ter que esperar.

 

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