Giovanna Ewbank: ela gargalha e encara polêmicas

Espontânea, a Gio Ewbank que passou três dias com a gente em Fernando de Noronha é a mesma garota com o vozeirão rouco que gargalha e se emociona nas redes

Depois de passar algumas horas rindo com Giovanna Ewbank, você quer que ela seja sua amiga, aquela que senta pra jogar conversa fora por horas a fio. Sua personalidade faz jus à voz rouca e poderosa que tem. A apresentadora de 31 anos não se esquiva de polêmicas: já falou da traição do marido, Bruno Gagliasso (“Sobre a exposição, óbvio que seria melhor que algumas coisas só eu ficasse sabendo, e não o Brasil todo”), se emociona fácil, fácil quando fala da adoção da pequena Titi, de 3 anos (nascida no Malaui, que ela visitou pela primeira vez em 2015), e aproveita para colocar o racismo em pauta. Chora com facilidade (muita!), mas também dá altas gargalhadas falando de sexo, de trapalhadas e dos hábitos incomuns de beleza (descobriu, sem querer, no Réveillon, que cerveja é o produto ideal para deixar os fios com a textura que a gente vê neste ensaio).

Toda essa espontaneidade está no Gioh, seu canal no YouTube, com mais de 1 milhão de inscritos (no Instagram, são 10 milhões de seguidores!), em que já recebeu de Sabrina Sato à dupla Simone & Simaria, passando pelo marido, com quem está casada há sete anos. Sem meias-palavras, eles se lembraram do primeiro encontro (ele esqueceu a carteira, e ela teve de pagar o jantar) da primeira transa (que levou três meses para acontecer)… Antes de se encontrar em sua versão apresentadora, Giovanna foi repórter do Vídeo Show, fez novelas na Globo,foi modelo e se formou em moda

Para o papo que você lê a seguir, nos encontramos duas vezes, à beira-mar, como Giovanna gosta: ao longo de três dias na paradisíaca Fernando de Noronha (PE), onde Bruno é sócio da Pousada Maria Bonita, e, em seguida, na Praia da Baleia (no litoral norte de São Paulo), durante as gravações de uma campanha publicitária. Foi com o pé na areia que ela contou como é criar uma criança negra no Brasil, como aprendeu a lidar com tanta exposição e a ficar mais relax com a aparência, além de ter revelado ser muito controladora.

 (Tavinho Costa/Cosmopolitan)

 

Como você encarou os 30 anos?

É maravilhoso! Desde os 26, ficava pensando: “Estou perto dos 30”. E quando eles chegaram senti uma paz de espírito. Fiquei mais tranquila em relação à vida, ao trabalho, ao que penso e quero. E estava louca para fazer 31!

 

O que te faz levantar da cama todos os dias?

Hoje, a Titi, minha filha. Ela me acorda me dando beijo e dizendo “Mamãe, mamãe, o sol nasceu!” Nunca gostei de acordar cedo, sempre fui daquelas que levantam às 10, 11 da manhã. E hoje pulo da cama às 8 feliz da vida, respondendo “É, filha, o sol nasceu!”

 

Você se preparou psicologicamente para a chegada dela?

Na verdade, não! Foi uma coisa muito louca porque eu não pensava em ter filhos tão cedo, e quando aconteceu foi incrível porque já estava preparada. Acho que com todas as mães é assim. No momento em que acontece é impressionante como você se transforma e apenas é [mãe]. Uma chavinha vira internamente e não tem como correr. É lindo e muito especial!

 (Tavinho Costa/Cosmopolitan)

 

E como é criar uma criança negra no Brasil?

Sempre soube que existia a questão racial no país e no mundo, mas ela nunca esteve perto de mim. Agora tudo mudou, isso fica o tempo todo no meu radar. Quando chego a um restaurante, não entro, sento e simplesmente como. Entro, vejo quantos negros estão sentados e quantos estão servindo as pessoas. Tudo ficou muito diferente depois que a minha filha chegou. Quero que todo mundo se dê conta do que é a questão racial no Brasil e no mundo. Acho que virou uma missão de vida abrir os olhos das pessoas.

 

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Você sempre se emociona quando fala nesse assunto…

Nunca fui de chorar em entrevistas, mas mudei totalmente! Quando você tem um filho, começa a enxergar tudo de maneira diferente, prestar mais atenção e querer um mundo melhor. Algumas coisas me pegam muito mais hoje, como a questão racial e a maternidade.

 

Como você lida com as tristezas da vida?

Boto pra fora! Tudo que sinto, tristeza ou felicidade. Gosto de falar sobre as coisas, mesmo que não seja uma situação que dê pra ser resolvida assim. Esse exercício ajuda muito.

 (Tavinho Costa/Cosmopolitan)

Você teve medo da fama? Ou de sofrer além da conta quando suas histórias íntimas acabaram expostas?

Não, cara. Nem um pouco. Nunca pensei em ser famosa. As coisas foram acontecendo e fui levando numa boa. Sobre a exposição, óbvio que seria melhor que algumas coisas só eu ficasse sabendo, e não o Brasil todo. Mas acho que aprendi a separar bem isso. E não levar em consideração o que os outros vão pensar da minha vida. Ela é uma só, e, se eu for me importar só com o que os outros vão pensar, é melhor não viver.

 

Você é bem corajosa no YouTube. Fala de tudo no seu canal, de inseguranças a sexo.

Às vezes não falo em entrevistas porque vão mudar a forma como eu disse, sabe? Mas no meu canal sei que vai sair exatamente do jeito que a história é, real, e não será editada! Não tenho medo de entrevistas, mas fico mais nervosa.

 

Isso significa que você é uma virginiana controladora?

Super! É o meu pior defeito! Sou muito certinha, quero controlar todo mundo: meus amigos, minha família, a programação do dia. [risos] Quero que tudo seja do jeito que a gente combinou, senão fico irritada. E, quando me dou conta, penso: “Como eu tô chata, olha o que eu fiz com o nosso dia!” Tento me policiar e me desprender disso!

 (Tavinho Costa/Cosmopolitan)

Mas encontrar a Titi foi totalmente fora da programação, certo?

Também sei deixar as coisas acontecerem. Sou mais de controlar o ambiente aqui e agora, mas, se você me perguntar o que vou fazer daqui a um ano, não sei! Só faço o que quero e amo!

 

 

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