“Eu não fui amante do José Mayer”, desabafa Su Tonani

A figurinista que acusou o ator de assédio sexual voltou a escrever sobre o assunto, depois que foi publicado sua suposta relação com ele.

Foi no dia 31 de março deste ano,  blog #AgoraÉQueSãoElas,  que Su Tonani escreveu um depoimento em que contou que José Mayer a assediou. A figurinista deu detalhes sobre como o ator agia nos bastidores das gravações da novela A Lei do Amor, da Rede Globo. Depois da denúncia, atrizes se juntaram na campanha “#chegadesséio/Mexeu com uma mexeu com todas” e Mayer foi suspenso pela emissora por tempo indeterminado.

Mas, para a vítima, o pesadelo não acabou. Como ela não levou prestou queixa, surgiram boatos e apareceram notícias em jornais dizendo que ela teria tido um caso com Mayer. Para colocar um ponto final na história, seguir em frente e, mais uma vez, desabafar, Su escreveu um texto no mesmo blog com o título “Me deixem deixar de ser vítima, me deixem voltar a ser eu”.

 (Reprodução/Blog #AgoiraÉQueSãoElas)

 

Nele, ela diz:  “Não, eu não fui amante de José Mayer. Declaro que não fiz acordo com nenhuma parte envolvida e muito menos recebi algum dinheiro. Não fui demitida da Rede Globo. O meu contrato, como o previsto, se encerrou com o final da novela. Declaro que não retirei queixa contra José Mayer pelo simples fato de que nunca a fiz. Eu fui vítima de assédio sexual. E agora estou sendo vítima novamente. Das especulações que colocam dúvidas sobre a minha dor. E me fazem revivê-la.”

A figurinista também explica por que não quis levar a investigação a diante e que quer colocar um ponto final nesta história, que já considera encerrada. ” Dentre as intimações que recebi do delegado havia a informação de que eu estaria cometendo crime de desobediência por não depor. Como se neste tipo de crime a decisão de abrir um inquérito é exclusiva da vitima? Se eu assim quisesse, o ideal não seria uma delegada? Temos as delegacia de atendimento às mulheres para isso, não?!  Me sinto interrogada inescrupulosamente. Mesmo sem prestar queixa nenhuma. (…) Sinto que a minha história teve começo, meio e fim. Terminou na terça à noite, 04 de abril de 2017, com um pedido de desculpa da Rede Globo e uma carta de confissão do José Mayer, ambos lidos no Jornal Nacional. Senti que tive a justiça que desejava.  Pouco creio que a punição criminal para o meu caso tenha alcance maior que já tivemos. Mais potência. Seja mais transformadora.”

 

Leia o texto de Su Tonani, na íntegra, aqui.

 

 

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