Alan Menken: o grande compositor dos filmes da Disney

Músico falou de sua vida em meio aos desenhos

Você pode não conhecer os nomes Howard AshmanAlan Menken, mas a dupla é responsável por grande parte da trilha sonora da sua infância. Os dois foram o time por trás das músicas de A Bela e Fera, A Pequena Sereia e Aladdin. Howard Ashman escreveu as letras e Alan Menken a música.A dupla mudou o cenário dos filmes de animação resultando em 6 Oscars pelos três filmes juntos na Disney, e Alan Menken ganhou outros dois pela composição de Pocahontas.  

Este ano foi lançado um documentário sobre a vida de Howard Ashman. O letrista que revolucionou o cenário de animação para o cinema, faleceu em 1991 devido à complicações causadas pela doença AIDS deixando um legado musical que vive até os dias de hoje. Howard, o filme, foi dirigido por Don Hahn, um dos produtores de A Bela e a Fera, e mostra cenas nunca antes publicadas dos bastidores das produções de Ashman e Menken que hoje são conhecidas na indústria como a Renascença da Disney.

Tivemos a oportunidade de conversar com Alan Menken, que contou para a COSMO, um pouco de como viver esta fase da Disney e revisitar essa época para o documentário.

 

Você e Howard tiveram uma longa parceira. Como foi assistir esse resumo do trabalho de vocês?

Eu acompanhei toda a carreira de Howard. Ele escreveu o seu primeiro musical comigo, God Bless you Mr Rosewater em 1980. E mesmo assim, acho que a gente não trabalhou juntos o suficiente, sabe? Se parar para pensar, foi realmente um pouco mais do que 10 anos juntos. E tudo o que criamos juntos naqueles anos, é maluco.

 

Vocês foram extremamente inovadores levando o formato de teatro musical para os filmes da Disney. Como aconteceu isso?

A Disney nos contratou porque queriam algo totalmente inovador. E a primeira pessoa que eles foram atrás foi o Howard. Nós estávamos lá para criar novos filmes de animação que poderiam ser colocados nas prateleiras junto com os outros clássicos. E lembro que ofereceram ao Howard três projetos para trabalhar, um era a autobiografia da Tina Turner e um era A Pequena Sereia. E ele disse “eu quero a sereia”.

Quando Ashman lhe chamou para o projeto, o que passou na sua cabeça? Era apenas um outro trabalho?

Não tinha como imaginar o que isso seria algo que até hoje faz sucesso. Para mim, uma das melhores coisas sobre entrar no projeto é que iria trabalhar de novo com o Howard. Porque depois de Little Shop of Horrors ficamos um tempo sem trabalhar juntos. Tudo o que eu sabia é que quando nós entramos na Disney era para começar do zero a Pequena Sereia.

 

O sucesso de Little Shop of Horrors foi um passo importante para a entrada de vocês na Disney?

A peça Little Shop of Horrors fez muito sucesso no circuito off-Broadway em 1983, não funcionou em palcos maiores mas acabou tendo uma versão cinematográfica em 1986 e até hoje ela faz sucesso. O nosso produtor da peça, David Geffen, conhecia o diretor do setor de animação da Disney que estava buscando algo transformador para a empresa e acho que foi isso que acabou levando a nós irmos a Disney. Por isso, para mim isso era uma sequência do nosso trabalho em Little Shop. Nunca imaginei que seria o começo de toda uma renascença.

 

No filme vemos que Howard ficou muito doente no meio da produção para A Bela e a Fera, que é a grande obra-prima de vocês. Como foi trabalhar nesse cenário?

Eu acho que ele queria deixar um legado artístico. Quando descobrimos que ele tinha pouco tempo, passávamos horas trabalhando como loucos, aí fazíamos uma pausa e chorávamos que nem crianças, e depois de volta ao trabalho. [risos] Tinha essa nuvem da doença mas por outro lado estávamos criando algo maravilhoso, por isso foi um período muito emocionante.

 

O que você pensa sobre o legado que Ashman deixou?

Eu vi Howard traçar a sua carreira com as dificuldades e todos os fracassos no caminho, e assim que ele se foi, todo esse sucesso e reconhecimento começaram a surgir. Foi difícil na época e hoje ainda fico muito emotivo. Por um lado, eu acho uma pena que ele não viveu para ver o quão longe a sua obra foi. Por outro lado, aquele período que nós trabalhamos juntos, mudou as nossas vidas, mudou a indústria e a obra dele vive até hoje.

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