Alicia Vikander: “É bom ver mulheres denunciando o que sofreram”

COSMO bateu um papo sobre carreira e feminismo com a estrela de Tomb Raider - A Origem

Com um oscar no currículo (por A Garota Dinamarquesa, de 2015), Alicia Vikander chegou a Hollywood aberta a desafios. Seu mais recente é Tomb Raider – A Origem, nova história da super-heroína Lara Croft. Confira a conversa que tivemos com a atriz sueca durante a divulgação do filme:

Angelina Jolie já deu vida a Lara Croft no cinema. Você trouxe algo dessa sequência ou a Lara atual é toda sua?

Acho que você sempre quer tornar o personagem seu. Acredito que Angelina pensou a mesma coisa. Para os fãs, a Lara já existe. Quero dar ao público uma nova versão que eles amem. Isso Angelina e eu devemos ter em comum: a maneira como preparamos a personagem. Mas é incrível que ela tenha feito esse filme. Muitas pessoas o conhecem por causa dela. É um papel muito interessante para interpretar. Sempre gostei de produções de ação e assisti a Indiana Jones e as versões da Múmia várias vezes. Fiquei muito animada de viver essa aventura.

Lara é uma mulher forte e independente. Você se identifica com ela?

Eu a admiro por ser uma mulher que não se dá por vencida. Mesmo quando cai, sempre se levanta e dá a volta por cima. Lara carrega constantemente uma sagacidade e não se importa com o que estão falando dela. É muito legal, acho que esses são os verdadeiros super-heróis atualmente.

Como ganhar um Oscar mudou sua carreira?

Ainda não sei. Todos os filmes que estão saindo agora já estavam planejados naquela época. Agora tirarei três meses de férias, serão minhas primeiras folgas em seis ou sete anos! Usarei esse tempo para ler scripts e fazer reuniões.

Muitas mulheres de Hollywood estão trazendo à tona suas histórias de assédio. O que acha desse movimento?

É animador ver as mulheres na posição de falar sobre as situações erradas que sofreram. Me juntei a mais de 500 atrizes suecas em uma petição para apoiarmos umas às outras não só como indivíduos, mas como um grupo que tem voz para se manifestar, para que outras se sintam livres para dividir suas histórias. [Essa petição foi feita em formato de carta e publicada no jornal sueco Svenska Dagbladet. Nele, mulheres do meio artístico diziam que não iriam mais se calar e delatavam vários casos de assédio e estupro sofridos por elas na indústria do país.] Me sinto feliz de estar nessa posição.

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