Bao é o primeiro filme da Pixar feito e dirigido por mulheres

O curta estreia nos cinemas em junho

Este ano a Pixar está quebrando barreiras com o primeiro curta animado criado e dirigido por mulheres. Dirigido por Domee Shi e produzido por Becky Neiman-Cob o filme Bao explora a síndrome do ninho vazio.

Bao é um curta cheio de emoções que conta a história de um dumplin (prato tradicional chinês) que se transforma em uma criança fazendo com que os pais tenham que se adaptar as novas realidades e desafios que enfrentam.

O curta vai ser o clip de abertura para o segundo filme da série Os Incríveis que será lançado no Brasil no dia 14 de junho. No entanto, o público nova-iorquino pode assistir à uma pré-estreia nesse mês, já que ele foi selecionado como um dos favoritos de Whoopi Goldberg durante o Festival de Tribeca.

Tivemos a oportunidade de conversar sobre o filme com a diretora Domee Shi e a produtora Becky Neiman-Cob sobre como foi para elas serem as primeiras mulheres liderando um filme da Pixar.

Como vocês quebraram esta barreira na Pixar? Havia uma conscientização de que isso seria uma quebra de tabu?

Domee Shi: Esse é o primeiro filme dirigido por uma mulher, mas não foi uma coisa muito programada nem aquele sentimento de ser uma quebra de barreira. Eles gostaram da ideia e apoiaram o projeto, como tantos outros.

Becky Neiman-Cob: Acho que foi a ideia certa na hora certa. Não estávamos pensando na quebra de paradigmas, estávamos animadas com a ideia de Bao e sabíamos que era um projeto interessante. Obviamente é uma honra sermos as primeiras a fazer isso na Pixar, mas não era esse o objetivo principal.

Qual foi a ideia por trás de Bao? Tinha algo da sua criação?

Domee Shi: O curta é um pouco inspirado em minha vida, claro. Meus pais são chineses e sou filha única. Cresci em Toronto, mas fui criada na cultura chinesa. Quando era pequena, meus pais sempre me tratavam com muito cuidado. Brinco que parecia um dumplin, por isso essa escolha para Bao. Era como se eu fosse uma coisa muito preciosa que eles tinham que proteger e manter a salvo.

O filme será visto por pessoas no mundo todo. O que vocês esperam da reação do público?

Becky Neiman-Cob: O filme celebra a cultura chinesa, claro. Mas acho o que esses personagens passam e sentem é algo que será familiar para qualquer cultura que tenha laços fortes de família ou uma interação grande com a comida.

Domee Shi: A gente procurou capturar o relacionamento entre pais e filhos. Sobre saber deixar o seu filho crescer e sair de casa. Isso é algo universal.

Becky Neiman-Cob: E Nova Iorque é o lugar perfeito para fazer essa pré-estreia e testar as águas, já que é a cidade imigrante do mundo. Estamos animadas e bem ansiosas para ver a reação do público.

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