Compartilhamento de mensagens, fotos e vídeos íntimos aumenta 120%

A tecnologia evolui para o crime e não para a punição?

É cada vez mais comum o compartilhamento de conteúdo íntimo, erótico ou sensual, por meio eletrônico – sites, redes sociais e aplicativos para smartphones. Segundo um levantamento da Safernet, foram registrados 224 casos de sexting (divulgação de mensagens, fotos ou gravações em vídeo), um aumento de 120% em relação a 2013 quando foram registrados 101 casos. Sem contar, é claro, as meninas e mulheres que têm sua intimidade escancarada e são virtualmente humilhadas e não denunciam seus agressores.

Mas o que fazer se você for vítima deste tipo de comportamento assedioso?

  • Não tente apagar de imediato, pois a cena do crime será adulterada, tornando mais difícil o rastreamento do criminoso.
  • Preste queixa em uma delegacia de polícia.
  • Contrate um profissional que faça o rastreamento das mensagens e a remoção do conteúdo. Na primeira semana, as chances de eliminação do material são de 70%. Depois de um mês, caem para menos de 50%.
  • Contrate um advogado e entre na Justiça, mesmo sabendo que as chances de vitória são medianas e a possível pena, pequena.

 

*** No Brasil não existe uma legislação específica para a violação de intimidade. A Lei Maria da Penha, da forma como está hoje, não trata de crimes virtuais. Mas uma proposta apresentada no Congresso, apelidada de Lei Maria da Penha Virtual, pretende considerar a divulgação indevida de material íntimo uma forma de violência doméstica. Além disso, há a Lei Carolina Dieckmann, como ficou conhecida a lei que promoveu alterações no Código Penal Brasileiro, tipificando os chamados delitos ou crimes informáticos depois que a atriz, em 2011, supostamente teve copiadas de seu computador pessoal 36 fotos em situação íntima, que acabaram divulgadas na internet. Em 2014, Jennifer Lawrence e outras celebridadades internacionais também foram vítimas do golpe e tiveram fotos íntimas vazadas na rede.

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