Krysten Ritter fala sobre segunda temporada de Jessica Jones

Os novos episódios da vida da personagem chegaram hoje (8/3) à plataforma de streaming

Quem acompanha as séries originais da Netflix feita com os heróis da Marvel sabe que hoje (8/3) é um dia bem aguardado. A segunda temporada de Jessica Jones chega a plataforma. A trama dará continuidade a vida da heroína e nos fará entender melhor de onde ela veio e como seus poderes surgiram.

COSMOPOLITAN falou com Krysten Ritter, atriz que dá vida a Jessica e autora do livro A Fogueira (que já apareceu por aqui como parte do #ClubeDoLivroCOSMO) sobre sua vida como atriz e o que podemos esperar dessa nova temporada.

 

Você está animada para essa nova temporada?

Muito! Estou orgulhosa e animada com o trabalho que fizemos. Mal posso esperar para ver a reação das pessoas ao assistirem.

Jessica tem superpoderes, mas também tem seu lado frágil e leal. Você acha que são essas características que a tornam única?

O que eu sempre amei sobre Jones é o fato dela ser autentica. É difícil defini-la e coloca-la dentro de uma caixa. Ela comece erros, é complicada, mas também é forte e engraçada. [E difícil encontrar um papel onde você possa fazer cenas dramáticas, ser vulnerável… Por isso, pra mim é tão incrível vivê-la. Nunca fico entediada e sempre me sinto desafiada.

Você se identifica com ela?

Amo o fato de Jessica não se importar em agradar os outros. Ela diz o que quer e faz o que quer. Nunca pede desculpas. É tão inusitado esse comportamento. Ela carrega um pouco de crítica a si mesma e muita culpa também, mas ela banca isso. Sabe que é. Isso é algo muito animador e novo.

Você é uma mulher empoderada e poderosa em meio a vários homens que fazem papel de herói. Acaba sentindo o peso da responsabilidade de vivê-la?

Nunca vimos uma personagem como Jéssica antes. Ela é uma bagunça, mas tem problemas com os quais as mulheres conseguem se relacionar e entendem. Com isso, se sentem representadas. É animador ela não ser um super-herói comum.

Jessica Jones

 

Como você se sentiu ao descobrir que iria viver Jéssica na ficção?

Foi muito legal. É um papel muito grande e importante para mim, por isso, me joguei. Ela é a personagem que deseja viver em minha carreira. Jéssica tem tudo que sempre desejei fazer. Ela ainda é engraçada e se joga em cenas de ação, o que só completa esse pacote. Eu amo

Você quis ser atriz a vida inteira?

Não, quando era mais nova, não entendi que isso era um trabalho de verdade e nem encarava como uma possibilidade. Eu era modelo e minha agência me colocou para fazer comercial e adorei. Conseguia mostrar minha personalidade, meu lado engraçado. Me apeguei a atuação depois disso. Tanto que só queria fazer trabalhos para a TV. Comecei a ler scripts, tive vontade de escrevê-los… Depois que fui exposta a esse mundo o abracei e tentei dar o meu melhor disso.

Jessica Jones

Nesse momento, muitas atrizes estão levando à tona histórias de abuso e assédios, principalmente no ambiente de trabalho. Você já passou por uma situação desagradável como essa?

Quase todo mundo que conheço, eu incluída, se for fazer um inventário da carreira e analisar todas as circunstâncias que aconteceram, encontrará algo que hoje irrita. É meu caso, por exemplo. Quando você é jovem, não sabe muito bem como lidar e se sente uma idiota. O que não está certo. Agora, com tudo à tona, é animador ver as conversar. Vivi muitas situações em minha carreira, de quando eu era mais jovem, em que me calaram quando eu tive ideias legais por ser mulher. Afinal, o que eu sabia? Agora me sinto ouvida. Esse momento é importante para todas nós, mulheres e meninas.

Você, além de atuar, já escreveu um livro. A Fogueira foi o escolhido para o #ClubeDoLivroCOSMO de novembro. Por que você decidiu escrever?

Ai que incrível! Eu amei escrever. Senti que era uma oportunidade de usar todas as ferramentas que aprendi ao longo do caminho. Li muitos scripts, escrevi alguns… Então essa foi minha chance de lidar com essa história que eu já estava trabalhando em forma de script. Usei um pouco da minha vida de atriz para criar e desenvolver a Abby. Demorou para ficar pronto, mas fiquei orgulhosa do resultado e espero poder fazer de novo.

a-fogueira-livro-capa

 (Still/Divulgação)

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