Laura Pausini fala sobre parceria com Simone & Simaria

Durante sua última passagem pelo Brasil, a cantora bateu um papo exclusivo com a COSMO

Laura Pausini é quase uma brasileira. Sua ligação com o país é inegável: ela fala português, já fez shows aqui várias vezes e vira e mexe está em algum programa de TV nacional. Tanto que usou seu sotaque italiano na música Novo, colaboração com Simone & Simaria. Enquanto passava pelo Brasil para divulgar seu novo álbum, Fatti Sentire, Laura recebeu nossa equipe na suíte de um luxuoso hotel em São Paulo e abriu o jogo sobre machismo na música e envelhecer aos olhos da mídia.

Você veio ao Brasil diversas vezes ao longo dos últimos 20 anos. Como é sua relação com o nosso país?

Costumo dizer que sou filha de coração de uma brasileira, a apresentadora Hebe Camargo, que conheceu meu trabalho em uma viagem à Itália e começou a promover minhas músicas antes mesmo de conversarmos. Quando fui convidada para um programa de televisão daqui, fiquei superempolgada porque cantava várias músicas brasileiras com meu pai quando era criança e nos apresentávamos em um piano-bar. E logo que cheguei senti uma conexão especial, sabe? Conseguia entender tudo o que falavam sem ter estudado português, aprendi rápido. Acho que fui brasileira em vidas passadas.

E quanto à música brasileira?

Tenho vários CDs de artistas do Brasil em casa e me sinto honrada por ter colaborado com pessoas que admiro muito, como Gilberto Gil, Ivete Sangalo e, agora, Simone & Simaria. Falando especificamente sobre essa última parceria, foi incrível porque elas são muito parecidas comigo. Passamos horas falando sobre filhos, marido e experiências de vida quando liguei para Simaria e fiz o convite.

Como surgiu a ideia de gravar com elas?

Já tinha a intenção de fazer uma versão em português da minha atual música de trabalho, Novo, e sentia que precisava de alguém para alavancar a canção por aqui. Pedi indicações para minha gravadora e eles me sugeriram Simone & Simaria. Fiquei encantada com a energia delas.

Durante uma importante premiação, Madonna declarou que homens e mulheres são tratados de formas diferentes na música — principalmente com o passar dos anos. Você sentiu isso?

Sim. Desde o começo da minha carreira, quando venci um festival de música. Só me ofereceram um contrato quando minha vitória foi anunciada. Os outros quatro candidatos, todos homens, tinham pelo menos dois CDs garantidos. Já a consciência de que envelhecer poderia ser um fator limitante na minha carreira só veio quando ouvi, aos 39 anos, que não serviria para aparecer na capa de uma revista. Lembro de ter ficado reflexiva e logo decidir continuar contrariando esse e outros tipos de preconceito por muitos anos ainda.

E como tem sido a experiência de ocupar o posto de jurada no The Voice (México) e no The X Factor (Espanha)?

Antes de assinar os contratos, fiz questão de assegurar que teria total autonomia para tomar minhas decisões. Escolho os candidatos e, juntos, definimos o repertório e outros detalhes das apresentações. Tenho aprendido muito porque é uma geração muito diferente da minha. Procuro entender o que, como e por que eles cantam e, principalmente, trocar vivências.

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