Conheça o +GRLS: mapa de talentos criativos femininos

Para tentar mudar o ambiente predominantemente masculino em que trabalham, Laura Florence e Camila Moletta criaram uma plataforma colaborativa.

A indústria da comunicação sempre contribuiu para a cultura machista e muito disso é reflexo das pessoas que trabalham nessas áreas de criação, predominantemente homens. Laura Florence e Camila Moletta possuem papéis diferentes dentro do mercado criativo, mas ainda assim perceberam que os nomes de importância eram sempre os mesmos (e, ironicamente, homens). “Unimos uma vontade de mudar esse cenário com a ideia de criar um projeto que pudéssemos mapear mulheres dessa área profissional. Entender onde elas estão trabalhando e quais são seus cargos pode ajudar a mudar essa situação que contribuiu para uma cultura machista há anos”, diz Laura.

Veja o vídeo do projeto para entender um pouco mais:

“A nossa plataforma convida mulheres que estejam envolvidas em qualquer tipo de trabalho da comunicação para se cadastrar e entrar nesse banco de talentos. Começamos falando com designers, diretoras de arte, redatoras e criativas, por exemplo. Quando se pensa em uma agência tradicional como um todo, temos um problema de representatividade feminina em diversas áreas, mas é na criação onde o público é majoritamente masculino e, querendo ou não, é de lá onde saem as ideias”, diz Camila. Existem menos de 20% de mulheres na criação das agências e o mapeamento, então, vai ajudar a quebrar essa concepção de que só existem homens nessa área e dar voz as mulheres criativas – você conseguirá encontrar uma mulher para uma vaga, para dar uma palestra, para atender um cliente e assim por diante.

A ferramente existe dentro do próprio site (clique aqui). Basta a mulher entrar, se cadastrar e criar seu próprio portfólio, que ficará visível ao público (e poderá ser alterado por ela mesma em qualquer momento). Dessa forma, buscadores poderão encontrar jornalistas, criativas, organizadores de júri e principalmente clientes.

O +GRLS também criou metas divididas em quatro categorias. São elas:

1. Agência: Assuma o compromisso de ter 50% de mulheres na criação até 2020.

2. Recrutadores: Tenha sempre o mesmo número de criativos e criativas em processos seletivos.

3. Clientes: Investigue a sua agência e exija que a meta de 50% de criativas até 2020 seja cumprida.

4. Imprensa especializada: Entreviste pelo menos uma criativa por edição.

“A carência não é só no número de mulheres que participam desse ambiente de trabalho, mas também na própria cultura da publicidade. Tem que se mudar o critério para a contratação. Esse é só o começo, agora estamos no processo de divulgação dentro das próprias agências e incentivando mulheres a se cadastrarem na plataforma”, finalizam Camila e Laura. Você é da área da comunicação? Gostou no projeto? Aproveita, entra no site e se cadastra para esse banco de talentos femininos.

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