EM OFF: Ó 2016 aí!

A vlogger Jout Jout fala na lata tudo o que ninguém mais tem coragem de dizer - pelo menos não sem recorrer ao "aconteceu com uma amiga..."

Chegou, enfim. Por um momento suspeitei que não chegaria. Mas aqui está janeiro,
e já posso sentir as academias recebendo cheques para planos semestrais, os pães sem glúten estragando nas despensas e todas as nossas queridas promessas vazias de Ano-Novo caindo por terra. E se assim o fazem não é porque são promessas ruins. E sim porque são promessas ilusórias de um estilo de vida que não se aplica ao nosso. Não importa quanto a gente queira.

Ser mais saudável, malhar, se organizar e arranjar um amor? Muito vago. Muito automático. Não gosto. Expe-
rimente algo como “Descobrir um novo restaurante preferido por mês”, “Começar um clube de discussão de filosofia”, “Passar uma semana sem julgar ninguém”, “Comprar um vibrador e dar um nome engraçado a ele”. Tão mais fácil de conseguir. Mas tão. Mais. Fácil. Você não faz ideia. Um troço que eu descobri e passo aqui adiante é “Quanto mais inu-
sitada a meta, mais concentrada nela você fica”, o que só pode resultar em quê? Sucesso! Tenho uma amiga ainda mais ousada que tem a regra de fazer apenas uma resolução de Ano-Novo. Ano passado foi aprender a fazer arroz papudinho. Este ano, topless em uma praia. Check! Check! Tenho fotos para comprovar.

E digo mais: desfocando daquelas velhas promessas habituais que todos os seres do mundo se fazem no início do ano, você pode acabar até conseguindo chegar nelas sem nem perceber. Às vezes, o amor tá no grupo de filosofia, o novo restaurante preferido calhou de ser vegano, e que exercício pode ser melhor do que o proporcionado por um vibrador? Ter uma vida mais saudável não significa pernas torneadas e barriga chapada. Nada tem a ver com quilos, espelhos, biquínis
ou curtidas no Insta. Acho que esse indicativo mora mais naqueles breves momentos em que você pensa “Não mudaria nada agora”. Certamente você mudaria, porque a gente sempre mudaria uma coisinha ou outra. Mas o ponto é que tá tudo tão gostosinho que você até esqueceu que tinha alguma coisa incomodando.

O ponto central disso tudo no final das contas é: não comece coisas em janeiro. Muito menos na segunda-feira. Ou até comece, mas não porque é segunda, e sim porque você quer começar, quer fazer diferente. Nesse caso, terça é um ótimo dia. Domingo também.

 
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