Entre Irmãs é um livro sobre mulheres fortes

A adaptação para a série está bombando na televisão

Você talvez já até tenha lido essa história. Entre Irmãs, na verdade, chamava-se originalmente A Costureira e o Cangaceiro. A mudança aconteceu para que a história das páginas combinasse melhor com a pegada do filme, que conta com Nanda Costa e Marjorie Estiano no elenco e que chegou aos cinemas no dia 12 de outubro. A autora adorou. Agora no ar na Globo. você pode ver essa história em formato de série.

Frances de Pontes Peebles nasceu no Recife, morou nos Estados Unidos desde pequena (entre idas e vindas em que voltou a ficar no Brasil) e sempre teve vontade de escrever uma história sobre as mulheres no cangaço. O desejo deu tão certo que a obra já foi traduzida para nove idiomas e ela ganhou prêmios como Elle Grand Prix for Fiction, o Friends of American Writers Awards e o Michener-Copernicus Fellowship.

 

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Em um papo exclusivo com a COSMO, Frances revelou um pouco mais sobre seu lado autora e como foi ver suas ideias se transformarem em um filme.

 

De onde surgiu sua inspiração para a história?

Na verdade, esse livro tem várias inspirações. Acredito que a história já estava dentro de mim, ela só foi se acumulando ao longo do tempo. Desde quando eu era jovem queria escrever sobre o cangaço, mas de uma maneira diferente. Quando comecei a procurar histórias sobre as mulheres que faziam parte disso, não existiam. Elas foram esquecidas e eu queria escrevê-la. Eu tinha uma boneca de pano que vestia a roupa de cangaceira, minha avó se chamava Emília e minha tia avó Luiza. Dei o nome das personagens principais em homenagem a elas. Além de tudo, minha vó também era costureira.

Como é ver seu livro se tornar um filme?

Sinto uma gratidão imensa. Isso dará uma vida nova ao livro. Não participei da adaptação, mas acho que o elogio mais forte e bonito que qualquer artista pode receber é que ele inspira outro artista. O diretor (Breno Silveira) e a roteirista (Patrícia Andrade) precisavam de independência para fazerem sua própria obra. Não é fácil escrever um roteiro de um livro de 600 páginas, mas a Patricia captou a alma da história.

Qual o seu livro preferido?

Ah, tenho muitos. Mas acabei de ler pela décima vez As Três Marias, de Raquel de Queiroz. Amo esse livro. Acho a Raquel uma joia rara na literatura brasileira. Ela cria personagens femininos fortes e você é transportada para o enredo, quer saber o que vai acontecer. Isso muito importante quando se está lendo.

Você faz parte do time que acha que primeiro tem que ler o livro e depois ver o filme?

Sim, pois valorizo a literatura. Estamos em uma cultura muito visual. Quando assistimos a um programa não precisamos imaginar. Algo que eu acho lindo em um livro, como leitora, é que somos parceiros dos autores. O leitor cria junto comigo, quando estou narrando, os personagens em sua mente. Tem que ler o livro antes para valorizar a literatura, o escritor e o romance.

 

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