“Eu fiz um aborto” – depoimentos de quem já abortou uma gestação

Acompanhe os depoimentos de duas mulheres sobre como se sentiram ao fazer aborto: o que pareceu um alívio para uma se transformou em martírio para a outra.

“Tomei a decisão certa naquele momento” – Clara*, 30 anos

“Tudo começou quando decidi morar algum tempo fora do país, no ano de 2000. Eu tinha 22 anos e queria descobrir como seria viver em um lugar diferente. Então, parti para o Canadá. Fiquei hospedada na casa de um casal de amigos dos meus pais com um filho da minha idade, o Bruno. Minha intenção eraaproveitar a hospitalidade da família apenas pelo tempo necessário para encontrar um apartamento. Só não contava que me apaixonaria logo de cara. Como eu estava sozinha numa terra desconhecida, Bruno e eu saíamos juntos direto para nos divertir. Quando dei por mim, já estávamos transando. Até aí nada de mais, a não ser o fato de estar comprometida havia sete anos com Gustavo. O problema é que nosso relacionamento chegara àquele ponto em que se fica junto por comodismo. Assim, quando conhecimelhor o Bruno, calmo e seguro, não foi difícil me sentir atraída. Apesar disso, nunca levei esse romance realmente a sério. Ao contrário do Bruno, que até fazia planos de voltar ao Brasil por minhacausa. Quando o fim do ano chegou, decidi voltar ao Brasil. A gente se despediu sabendo que seria impossível manter aquela relação. Um mês depois do meu regresso, no entanto, ele veio com a família passar as férias em São Paulo. Ficamos juntos uma vez só e transamos. Detalhe: sem camisinha. Logo depois,ele partiu e comecei a estranhar meu corpo. Sentia fortes dores no útero, os seios bastante sensíveis. E minha menstruação, que sempre foi regulada, atrasou. Na mesma hora, pensei: ‘Estou grávida’. Senti tudo à minha volta girar. A sensação de enjôo piorou quando me dei conta de que não sabia quem era o pai, pois na mesma semana tinha transado com meu namorado. Eu não tomava anticoncepcionalnem usava camisinha. Conosco, era aquele esquema de tirar na hora H. Apreensiva, fui à ginecologista e o exame de sangue confirmou a gravidez. Conversei com a médica sobre uma interrupção e saí de lá com o nome de um médico na zona sul da cidade. Antes de ir à consulta, conversei com o Bruno. Num primeiro momento, ele ficou animado. Até pensou que poderíamos formar uma família. Mas depois de pesarmos os prós e os contras acabou se convencendo de que aquela não seria a melhor opção para nós. Eu estava recém-formada, não trabalhava e morava na casa dos meus pais. Na minha cabeça eu não possuía estrutura suficiente para criar um filho. Enquanto o Bruno estava crente de que a criança era dele, o Gustavo não desconfiava que eu o traísse. Não via propósito em contar o que acontecera. Dizer a verdade só pioraria as coisas. Descobri a gravidez na primeira semana e, na segunda, já tinha consulta marcada com o tal médico. O preço do aborto, cerca de 2 mil reais, em dinheiro vivo. Quem bancou tudo foi o Bruno, que me mandou o valor pelo banco. Uma semanadepois, lá estava eu na porta do local indicado, tendo de falar uma senha ao segurança. Esse é o truque que usam para encaminhar as pacientes que farão o aborto. Depois de entrar em uma salinha, melembro de ter tomado uma anestesia e apagar antes que pudesse perguntar se ia doer. Acordei meio sonolenta em outra sala com a curetagem já feita. Não senti nada, apenas cansaço. Tanto que dormi um tempão.

Acordei na manhã seguinte com sangramento, o que, segundo o médico, era normal. Senti também fortes dores. Por causa da febre, ele me receitou alguns antibióticos. Só melhorei uma semana depois. Morria de medo que minha família descobrisse tudo, mas ninguém nunca percebeu. Depois de alguns meses, comecei a trabalhar e a tocar a vida normalmente. No fundo, sou prática e dona de personalidade forte. Por isso, a decisão do aborto foi tomada como todas as escolhas que faço: de forma rápida e consciente. Terminei meu namoro com Gustavo depois de me apaixonar pelo meu atual marido. Estamos casados há quatro anos e compartilhamos tudo. Ele sabe da minha história e nunca me julgou por isso. Pensamos em ter filhos, claro. Mas não agora. Ainda estamos curtindo a vida a dois. Viajamos bastante e estamos cheios de planos. Às vezes, penso no que teria acontecido se eu tivesse mantido a gravidez — mas tudo isso sem culpa. Acredito que fiz o que era certo e não me arrependo por não ter trazido ao mundo um bebê no momento errado. Afinal, outras chances virão”.

Se eu pudesse voltaria atrás” – Marcela*, 27 anos.

“Engravidei pela primeira vez aos 15 anos. Namorava fazia pouco mais de 1 ano com o Douglas, cinco anos mais velho do que eu. Estava na fase de descobrir o sexo, conhecer meu próprio corpo, explorar a sexualidade. Nós só usávamos camisinha uma vez ou outra, e olhe lá. A maior parte das transas era na base da tabelinha ou de tirar antes de terminar. Tudo ia bem até que a minha menstruação atrasou. Fiz um teste comprado em farmácia. Deu negativo e sosseguei. Só que nos dias seguintes o fluxo não apareceu e resolvi procurar uma médica. A ginecologista disse que provavelmente seria apenas um problema hormonal, ou mesmo nervoso, por causa da situação. Ela me pediu alguns exames e marcou um retorno. Quando voltei lá com os resultados, ela soltou a bomba: eu estava mesmo grávida.

Voltei para casa desnorteada. Queria que um caminhão me atropelasse ou que um buraco se abrisse para me engolir. Dois anos antes eu ainda brincava de bonecas, era uma criança. Não tinha ideia do que seria lidar com um bebê de verdade, tampouco me responsabilizar por alguém. Contei ao meu namorado e à mãe dele. Os dois ficaram felizes e até tentaram me convencer a levar a gestação adiante. Já com a minha família a história seria bem diferente. Assim, só a minha irmã, com quem eu morava, ficou sabendo da verdade. Meus pais, conservadores, teriam me matado. Em pânico, decidi tomar uma atitude drástica. Soube por meio de um amigo do Douglas que chá de maconha era abortivo e quis arriscar. Nos trancamos na casa dele numa tarde e fizemos a bebida. Nunca passei tão mal em toda a minha vida. Tive alucinações, suei muito e senti dores horrendas no útero. Apesar de tudo isso, o tal preparado não fez efeito nenhum. Continuava gravidíssima. A partir daí, as coisas só pioraram. Eu estava com quase um mês e já não sabia mais se queria abortar, ao mesmo tempo morria de medo só de pensar que o bebê nasceria defeituoso. Comecei a sentir os enjoos e a gestação passou a ser algo real, concreto.

Depois de dias e mais dias me remoendo de culpa por ter tomado aquele veneno, resolvi marcar uma consulta com o médico indicado por uma amiga. O lugar parecia uma clínica qualquer, com secretária, revistas e outras pacientes. O médico era atencioso. Chamou o Douglas na sala e perguntou há quanto tempo nós estávamos juntos. Também questionou se tínhamos certeza da decisão. Ele explicou como seria o procedimento, falou da anestesia, do sangramento nos dias posteriores e das cólicas. Eu não conseguia perguntar nem responder nada, só chorava. Para me acalmar, ele dizia que eu estava fazendo a coisa certa, pois tinha o direito de escolher o melhor para mim. Durante o exame, ele afirmou que eu estava de dois meses. Fechamos o valor em 1 500 reais, e ele pediu que eu esperasse na recepção até que a clínica esvaziasse. Foram as duas horas mais longas da minha vida. Quando finalmente me chamaram, vesti aquela roupa de hospital tremendo e chorando tanto que parecia seguir para a cadeira elétrica. Após receber anestesia, apaguei. Só me lembro de ouvir vozes e experimentar a sensação de cair num túnel. Acordei assustada, com frio e sonolenta. Passado algum tempo, o sangramento e as cólicas começaram.

Pior do que lidar com a dor física era encarar o sentimento de culpa. Fiquei tão mal que perdi o ano no colégio. As semanas seguintes foram dificílimas. Sonhava todas as noites com bebês e às vezes acordava com a sensação de que uma criança estava ao meu lado, na cama. Só fui entender tudo isso depois que recorri ao espiritismo. Tomei consciência de que impedi uma vida de nascer. Acredito ter cortado o ciclo de vida de alguém que já estava predestinado a nascer e meu remorso não me deixava esquecer. Com tudo isso, Douglas e eu nos afastamos um pouco e comecei a sair com outro cara. Seis meses depois, engravidei novamente. Sabia que o nenê era do meu namorado, pois com o ficante eu nunca transava. Dessa vez, não hesitei em levar a gravidez adiante. Foi quando um pensamento começou a tirar meu sono. E se meu filho nascesse com algum problema por causa daquele aborto? Mas a gravidez transcorreu sem maiores problemas. Embora minha família tenha ficado em choque, tive apoio dos parentes do Douglas. Hoje, minha menina tem 10 anos e é a razão da minha vida. Por causa dela me esforcei, ingressei na faculdade, consegui emprego e, só de olhar para seu rosto lindo, já começo a sorrir”.

*Os nomes foram trocados para garantir a privacidade das entrevistadas

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  1. Cibele Carmo

    Bom, eu fiz e não me arrependo. Estava sozinha nesta situação. E fiz. Dói demais é algo que não quero mais passar na minha vida. Tinha conseguido a indicação aqui. Mas parece que reformularam o site excluíram os comentários. Comprei a medicação do ocorpo.meu@gmail.com
    Foi minha enfermeira e minha psicóloga foi maravilhosa. Indico demais.

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  2. Bom Dia. Obrigada Cibele por compartilhar da sua experiência e pela indicação. Minha namorada terminou o procedimento ontem e fez a curetagem é está muito bem. O atendimento foi bem do jeito que disse mesmo. Fomos muito bem orientados. Comprei quarta o envelope chegou sábado. Então eu também é indico e agradeço ao pessoal do ocorpo.meu@gmail.com. Que diferente de muitos além de realmente vender o que oferece, ainda ajuda demais.

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    1. Sabem dizer se o procedimento é caro?

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    2. Weslley Silva

      Eles não repondem

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  3. Bom venho aqui agradecer de forma pública a Ciça, do ocorpo.meu@gmail Eu já estava de 16 semanas e o desespero era iminente. Vi os comentários aqui e resolvi arriscar. Tomei 12 compromissos conforme sua orientação foi fundamental..
    Comecei 19:30 e 02:30 expeli tudo. Fui pro hospital fazer curetagem.
    Me trataram super bem, nem tomei anestesia. Tomei um gás pra dormir. E já estou no quarto.
    A orientação dela e as palavra em me dizer que dava tempo me deram forças. Eaqui estou realizada e bem. Podem ir sem medo amigas, que assim como eu precisam de ajuda. Podem confiar nela. Muito obrigada!

    Muito obrigada.

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  4. Claudiane Alves

    Me ajudem por favor estou desesperada e preciso da sua ajuda, tenho 21 anos e estou gravida de 9 semanas.

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    1. Daniel de Brito

      Não faça isso. Vc estará interrompendo uma vida se abortar. Não posso imaginar como é estar na sua situação, mas violência não pode ser a solução.

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    2. Posso ajudar!
      Já passei por essa situação.
      Se quiser conversar, enviar email para avabr1206@gmail.com.

      Um abraço,
      Aline.

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      1. Olá preciso de ajuda

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      2. Alexander Dumont

        grazi! a susi quem tem ajudado muitas pessoas aqui ainda tem email ativo é bb.b@consultant.com! ela é 100% nos ajudou em um dos momentos mais dificieis… se quiser entre em contato que ela lhe dará toda atenção possivel tenho ctz.

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  5. Jeje SCHINAYDER

    Vamos lá… Descobri que estava grávida já estava de 11 semanas. Nem desconfiava. Fui conversar com o pai da criança que eu namorava a 2 dois anos e o que ele fez ??? Me agrediu, disse que eu estava tentando dar um golpe pra casar com ele ou prendê-lo com um filho… Me deu uma crise de riso tão intensa naquele momento… Mas depois recobrei a consciência e vi que estava só, com 24 anos no final de uma graduação em engenharia muito suada. Fui procurar então os remédios para a decisão mais difícil da minha vida. E de verdade tive muita sorte.. O segundo site que entrei foi aqui, vi os depoimentos e entrei em contato… Comprei, recebi o remédio 5 dias depois e segui todas as orientações dela, sofri, senti muita mas muita dor, desceu a tal bolinha que ela havia me dito, a cena é chocante…. Chorei desesperadamente… O sangue continuou descendo intensamente até umas 8horas após o ato. E assim se encerrou este capítulo da minha vida… Um namoro de 2 anos, uma pessoa que eu amava e fazia planos ao lado dele e que hoje não consigo se quer olhar nas fotos dele. E um aborto extremamente triste… Fica aqui o meu agradecimento a Susi que me atendeu prontamente e a todo momento.. E desejo força e coragem para quem decidir por fazer…

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    1. Oii, como entrou em contato, como faço para falar com a Susi?

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      1. Alexander Dumont

        bb.b@consultant.com ela tá ativa lá, me passou ótimas instruções e no final deu tudo certo.

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  6. Denise Ribeiro

    Sisia, por favor, eles não tem como descobrir lá na hora que vc corre para o hospital, se vc fez alguma ingestão de remédio para aborto? E onde vc comprou a medicação? Qual é ?

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  7. por favor ao administrador do site, coloca os comentários antigos sobre o assunto.

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  8. Posso ajudar!
    Já passei por essa situação.
    Se quiser conversar, enviar email para avabr1206@gmail.com.

    Um abraço,
    Aline.

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  9. Obrigada, Cibele Carmo pela indicação. Deu tudo certo, apesar de ser um momento horroroso. Mas foi concluído.

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  10. Obrigada Cibele Carmo pela indicação! Fui super bem atendida, o meu caso foi igual da outra colega que relatou aqui Jeje. Dói absurdamente! Mas era o que eu queria!

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  11. Alexander Dumont

    Eu estava em uma situação dificil + tive ajuda e uma ótima fonte que cobrou 300,00 por 6 com foi dificil + deu tudo certo, a quem quiser o e-mail da carmem é bb.b@consultant.com

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    1. amanda rosemberg

      è eu comprei com eles também e foi tudo ok + ele me cobrou bem mais caro que 300,00 engraçado é que foi este mês…

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  12. amanda rosemberg

    Eu passei por essa situação esse mês, foi um tormento quando soube, tive a sensação que todas tem de chorar e se desesperar, afinal não podia jamais ter um filho agora. E a sensação de não ter em quem confiar e de não saber o que fazer é enorme.

    Meu namorado me apoiou muito e encontramos uma alma que nos ajudou muito e conseguimos comprar por ele o remedio original vou deixar o contato aqui no final pra quem quiser. Depois de seguir o que ele nos disse, doeu muitooooo uma colica horrivel nunca senti nada assim antes, tive pouco de febre, suei frio, até que começou o sangramento, começou já forte e intenso fiquei louca achando que ia morrer durou cerca de 25 min e depois foi diminuindo mesmo assim as colicas fortes continuaram por toda a noite, fiquei tomando agua inglesa e analgesicos, demorou uma semana pra eu ficar “normal” de novo, eu não me arrependo pois sei que as consequências de um filho agora seriam severas, fico triste de no brasil as mulheres ainda tem que recorrerem a este tipo de coisa, foi a pior noite da minha vida…

    O e-mail de contato de quem me vendeu é bb.b@consultant.com ele mandou via sedex, custou caro foi recomendado por uma amiga de um grupo na faculdade ela disse que ele é médico e realiza cirurgia pelo SUS no rj para quem não quiser se arriscar com o medicamento. Eu não sei o que seria de mim se tivesse um filho então apesar dos grandes arrependimentos que possivelmente terei nessa vida esse certamente não será um deles.

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