“Minhas 11 tattoos me ajudaram a lidar com fases difíceis da vida”

Anisa Young contou a sua história de superação à revista "Seventeen" e inspirou muita gente.

“Eu fiz minha primeira tatuagem no meu aniversário de 20 anos. Passei um ano pesquisando desenhos, a melhor forma de cuidar de uma tattoo, como funciona o processo de cicatrização e muito mais coisas. Eu sabia o que queria: um trio de números romanos que representavam os meses de todos os meus familiares, mas estava bem preocupada com o resultado. E se eu acordasse um dia e não gostasse mais delas? E se meus pais descobrissem?

Pensei sobre isso durante muito tempo e acabei indo a um estúdio perto da minha casa em Berkeley, na Califórnia, nos Estados Unidos, com uma amiga. Ela segurou a minha mão durante todo o tempo, já que o barulho da agulha me assustou muito. Paguei 80 dólares pela tatuagem e o processo inteiro durou três minutos. Quando terminou, fiquei muito animada.

 

 

Atualmente, estes números romanos são apenas uma das minhas 11 tatuagens. Depois da primeira, comecei a me tatuar todas as vezes em que passava por uma situação que mudava como eu era. Passei por tempos muito difíceis, então as tattoos eram uma forma de mostrar minha narrativa e marcar o minha força e crescimento.

Minha mãe sempre me dizia para não fazer tatuagens quando jovem, porque poderia me arrepender um dia. Mas quando ela viu o desenho na minha nuca um dia em que prendi o cabelo, ela não ficou tão incomodada assim. Nos aproximamos muito essa época e, por isso, fui com ela quando ela fez sua primeira tattoo (uma rosa no pulso) e este foi o dia em que tatuei um ‘H’, a inicial do nome dela, perto do meu cotovelo esquerdo. Esta se tornou uma das minhas tatuagens prediletas, porque faz com que eu me sinta próxima dela.

 

 

Uma das minhas tatuagens mais recentes foi para honrar algo que minha mãe me disse há quatro anos. Quando tinha 19 anos, briguei muito feio com a minha família e foi muito traumático. No dia seguinte, eu e minha mãe estávamos conversando e ela disse que sabe que não sou muito aberta quanto meus sentimentos e guardo muita coisa para mim. Ela disse: ‘Se você não se expressa, pensamentos e sentimentos obscuros vão te levar para baixo. Você deveria deixar o seu coração o mais leve possível. Deixe as coisas irem e você ficará muito mais feliz assim’. E depois ela me abraçou e acho que ela só fez isso duas vezes na minha vida toda. Então, tatuei a palavra ‘luz’ no meu braço direito.

Outra tattoo muito recente minha é a mais pessoal. Eu fui estuprada há alguns meses. Fiquei em choque depois que aconteceu e precisei de muito apoio e amor dos meus amigos e família para superar algo tão traumático. Eu precisava tirar algo de positivo dessa experiência, porque era algo tão péssimo para ter que conviver. Então, tatuei uma rosa no meu quadril. Até rosas precisam passar por coisas ruins para crescer. Sempre haverá momentos na vida que mexem bem dentro de você e muda quem você é.

O processo de me tatuar me ajuda a encontrar um fecho para as coisas. Eu gosto deste sentimento. Dói, mas a sensação força você a estar presente naquele momento. Você precisa limpar a mente para encontrar foco naquilo que está acontecendo bem na sua frente. Quando termina, você sai do estúdio com algo muito especial.

 

i am water soft enough to offer life tough enough to drown it away // @rupikaur_

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Nem todas as minhas tattoos, entretanto, são inspiradas em momentos duros. Tenho um elefante no meu braço (porque ainda durmo com um de pelúcia todas as noites), um desenho de uma flor californiana no meu braço direito (para me lembrar de casa) e uma tatuagem de cereja que fiz com a minha melhor amiga.

Minhas tatuagens não mudam quem eu sou ou como me sinto sobre a minha vida. Mas com sofrimento, vem o crescimento. Eu não sou a mesma pessoa que era antes de fazer a minha primeira tattoo — e não pareço mais com ela também”. 

 

Fonte: COSMOPOLITAN EUA

 

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