Mulheres ainda ganham menos e cuidam mais da casa, diz pesquisa

Diferença de tempo dedicado aos afazeres domésticos e familiares chega a 73%

Resultados da nova Pnad Contínua, divulgada esta semana pelo IBGE, reforçam que a desigualdade social e econômica entre homens e mulheres continua sendo uma questão importante no Brasil. De acordo com a pesquisa, as brasileiras dedicaram, em 2016, 18,1 horas semanais a cuidados com a casa e seus moradores – quase oito horas a mais do que o registrado na população masculina do país.

O Nordeste foi o estado com a pior avaliação nesse sentido. Lá, a discrepância chega a 80%. Raça e idade também se mostram fatores determinantes, já que, de modo geral, mulheres negras e pardas ou acima dos 50 anos apresentaram uma média maior em comparação às brancas ou mais jovens, com 18,6 e 19,2 horas, respectivamente.

E os rendimentos?

Infelizmente, a notícia também não é boa. O salário das trabalhadoras brasileiras representa aproximadamente 3/4 do que ganham os integrantes da ala masculina. Tudo leva a crer que isso se deve principalmente ao tempo dedicado ao afazeres domésticos e familiares, pois elas acabam priorizando jornadas flexíveis ou parciais ou ocupando vagas que exigem menos instrução.

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