O que são os termos que você lê nos post motivacionais

Feminismo é eleita a palavra do ano, segundo dicionário Webster. Empatia ficou em quarto lugar. Veja expressões que bombam nas redes sociais

Assertividade

Ao contrário do que a gente ouve por aí, essa palavra nada tem a ver com fazer a coisa certa, até porque ela seria escrita com a letra C, né, miga? Na verdade, o conceito significa ir direto ao ponto e passar longe de qualquer atitude rude ou grosseira. Vamos imaginar a seguinte cena: você combinou com o seu estagiário que ele lhe entregasse um trabalho até as 14h. São 14h15 e ele ainda nem se manifestou. Um chefe agressivo diria algo do tipo “cadê a po*** do relatório?”. O passivo faria muitos rodeios: “Não me leve a mal, eu sei que você está com muito trabalho, mas será que você consegue me liberar aquele relatório?”. O chefe assertivo diria: “A gente combinou que você entregaria o relatório às 14h e já são 14h15. Houve algum problema?”. A assertividade impõe respeito com cuidado, levando em conta e reconhecendo como o outro se sente. Ser assertiva é se comunicar de forma clara, direta e firme. Para tanto, você não precisa ser “seca”, é só posicionar sem enrolação ou mimimi. A assertividade está totalmente ligada à autoconfiança. Dizer o que vier à cabeça e depois se arrepender ou não conseguir discordar de alguém, por medo de confronto, são dois extremos distantes de ser assertiva. Aqui, estamos falando do caminho do meio!

 

Gratidão

A hashtag #gratidão ganhou tanta força nas redes sociais, que até o Facebook criou um botão com este nome em maio de 2016, em homenagem ao Dia das Mães. E o sucesso deste sentimento é a motivação que ele causa em quem se sente verdadeiramente grato. “A gratidão energiza e impulsiona a seguir em frente”, explica a psicóloga e coach Jéssica Piovan, de São Paulo. Ao reconhecer aquilo que tem, você se sente mais confiante para correr atrás de outras metas. Pessoas gratas tendem a ser mais otimistas e a encarar os desafios de forma leve – até os perrengues, que sempre ensinam algo. Gratidão não é sinônimo de sorte ou milagre. Sabe aquele dia lindo que você passou na praia, de férias? Ele é resultado de muita ralação no trabalho. “Faça um teste: liste 30 coisas que te fizeram sentir grata recentemente. É desafiador, especialmente para as mulheres, que sentem dificuldade em reconhecer as suas conquistas”, diz Bryony Lee Saar, capacitadora de equipes da Lush, de Londres, que implantou o projeto 12 Dias de Gratidão na empresa de cosméticos. “Sinta-se agradecida pelas coisas que aprendeu e pelas pessoas que te ajudam. Diga a elas. Inicialmente, fará isso por você, mas o efeito dominó é transformador para todo mundo.”

 

Resiliência

É um termo que veio da física: são resilientes os materiais que voltam à sua forma normal, sem deformação, quando submetidos à pressão. A psicologia transformou esse conceito na capacidade que algumas pessoas têm de cair e levantar ainda mais fortes. “O resiliente tem inteligência emocional para enxergar além do lado negativo e buscar aprendizado”, diz Jéssica. Exemplo: se durante uma demissão repentina ou ao descobrir uma doença grave você conseguir parar e pensar em diferentes cenários em vez de surtar, você está tendo uma postura resiliente.

 

É acreditar em algo que você não vê, mas tem certeza que existe, mesmo que não esteja ligada a alguma religião. Isso vai ajudá-la a encarar os piores dias e ter motivo para sair da cama, ainda que o mundo esteja desabando lá fora. “Quando você perde a certeza de que as coisas estão caminhando, se deixa abater”, diz a psicoterapeuta Maura de Albanesi, de São Paulo. A fé só atrapalha se lhe impedir de enxergar evidências reais. Ter o pé no chão é fundamental para não se iludir!

 

Veja também: Feminismo é eleita a palavra do ano, segundo dicionário Webster

 

Empoderamento

Empoderamento. Essa é a palavra da vez! Ser empoderada é ser dona de si mesma, protagonista da própria vida. Estar bem informada tem tudo a ver com empoderamento, porque só com conhecimento é que fazemos escolhas de vida estratégicas: nós enxergamos possibilidades, identificamos o que queremos e vamos em frente, custe o que custar. A palavra também tem a ver com reconhecer-se como parte de um grupo e tem sido frequentemente utilizada pelos mais diversos movimentos que lutam por igualdade social. Falamos muito sobre empoderamento feminino, que é saber que juntas as mulheres são mais fortes. Mas também existem, por exemplo, o empoderamento negro, empoderamento materno e o empoderamento da terceira idade.

 

Empatia

Significa se colocar no lugar do outro e ser solidária com o sentimento dele, ainda que nunca tenha vivido algo parecido. Você nunca abortaria, mas entende as mulheres que o fazem? Você é empática. A pessoa com empatia não julga, o que é difícil à beça, já que precisamos abdicar das nossas opiniões e conceitos preestabelecidos para praticar esta virtude tão atual. Às vezes, apontar a mancada do outro e levantar a plaquinha do “eu avisei” é quase que automático, mas se em vez disto nós dissermos “não consigo imaginar o que está vivendo, mas você não está sozinho”, estaremos sendo empáticas. O difícil da empatia é que, para se conectar com o outro, você tem de se colocar numa posição vulnerável ao se reconhecer como alguém que também vacila.

 

Resignação

É aceitar os fatos como eles são. “Não é ser conformado, porque isso indicaria alguém sem atitude. É ser realista: ele enxerga o cenário nu e cru e lida com ele”, diz a psicoterapeuta Maura de Albanesi, de São Paulo. O resignado aceita que é impossível controlar tudo. Vamos supor que você planejou viajar no fim de semana para a praia. Fez sol o mês inteiro, mas na sexta-feira do dia D amanheceu nublado e a meteorologia mandou avisar que o sol só volta na segunda- -feira. Se for pessimista, vai reclamar o fim de semana inteiro da zica do tempo. Se otimista, dirá que a baixa temperatura veio a calhar, porque ninguém merece tanto calor em pleno mês de abril. Já se for resignado, vai abrir a mala, incluir um cardigã e uma calça jeans e seguir viagem. Simples assim.

 

Adaptabilidade

É alguém que consegue se adequar a qualquer mudança – ainda que seja uma transferência repentina para o Alasca. São aquelas pessoas que estão sempre prontas para se reinventar, de acordo com a circunstância. Enxergar as mudanças como uma possibilidade de crescimento e um incentivo para sair da zona de conforto é abraçar com gosto todas as oportunidades de desenvolvimento pessoal e profissional. É uma habilidade apreciadíssima pelas empresas, porque pressupõe um profissional que não reclama das modificações e sabe antever situações futuras e apresentar soluções. São essas pessoas as primeiras a reconhecer que precisam ralar mais e até fazer algum curso para lidar melhor com o novo cenário.

 

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