Pesquisa revela os números do preconceito no Brasil

A marca Skol fez um levantamento das frases mais preconceituosas faladas no país. O resultado é alarmante

Você já parou para pensar quantas frases preconceituosas diz e escuta por dia? Algumas podem até parecer piadas bobas ou inofensivas a princípio, mas que machucam muita gente e ajudam a perpetuar estereótipos negativos na nossa sociedade. Uma pesquisa feita no Brasil pela marca de cerveja Skol com mais de duas mil pessoas (entre os dias 21 e 26 de setembro desse ano) traz dados que confirmam que o preconceito ainda está muito mais presente no discurso dos brasileiros.

De acordo com o levantamento, 45% dos brasileiros convivem comentários preconceituosos e metade deles não reagiu diante da situação. O número é ainda pior quando falamos das frases mais ouvidas: “mulher tem que se dar o respeito” foi escutada 92% das vezes e “isso é coisa de viado/viadagem” 88% pelos entrevistados. “A Skol quis dar luz ao diálogo, pois ele ajuda muros a caírem. Somos uma marca que juntas as pessoas, não importa quem elas sejam. Temos uma bandeira muito forte do respeito”, diz a diretora de marketing de SKOL, Maria Fernanda de Albuquerque.

Os dados mostram também um ranking do preconceito no Brasil. Os mais frequentes no cotidiano do Brasil são: machismo (99%), racial (97%), LGBT (97%) e estético (92%).

 

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Como uma marca que também já foi atacada por campanhas passadas, Maria Fernanda afirma que eles não querem esconder o passado, e sim, se orgulhar do que vem pela frente. Eles patrocinaram a parada LGBT em São Paulo e ainda lançaram latinhas com as cores do arco-íris esse ano. “Queremos quebrar padrões, fazer as pessoas pensarem, serem mais mente aberta. Nossos valores estão ligados a isso”, diz Maria Fernanda.

A pesquisa também traz uma importante reflexão: apesar de cerca de mais de 90% ter ouvido frases preconceituosas, somente 70% admite ter falado, uma conta que não fecha. Fica aqui um convite da COSMO: tão importante quanto reconhecer o preconceito nos outros, é reconhecer na gente e mudar.

Veja o compilado de dados levantados:

INFOGRAFICO SKOL DIALOGOS

 (Still/Divulgação)

 

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