Violência contra a mulher: 3 notícias para você refletir sobre o assunto

A gente lê e relê tudo o que rola no jornal, no Face... mas nem sempre pensa de verdade sobre o que está acontecendo. E essa é a hora!

Na Alemanha, Tugce Albayrak, de 22 anos, foi espancada após defender duas meninas que eram assediadas por três homens. No dia de seu aniversário (28/11), diante do anúncio de morte cerebral, seus pais autorizaram o hospital a desligar as máquinas que a mantinham viva. 

Aí, você pode pensar que é um caso isolado. “Ah, mas tem muito homem por aí com cabeça pequena mesmo”, poderia ser outro argumento. Mas dois outros fatos mostram que tem muita mulher vacilando também.

Notícia número 2: um mês antes da tragédia, uma “pegadinha” feita na Suécia pela organização STHLM Panda, com o objetivo de conscientizar sobre a violência doméstica, mostra um casal brigando no elevador. Até aí, diz o ditado, “em briga de marido e mulher não se mete a colher”. Só que o cara começa a agredir a menina. E ninguém faz nada. Nem as mulheres. Entre as 50 pessoas pegas no flagra, só uma menina ameaça chamar a polícia. Dá uma olhada:

 

 

E tem mais: o Instituto AVON e o Data Popular acabaram de divulgar um levantamento com 2.046 jovens de 16 a 24 anos representantes de todas as regiões do Brasil – sendo 1.029 mulheres e 1.017 homens. Veja alguns dados:

· 76% criticam aquelas que têm vários “peguetes”.

· 80% acham que a mulher não deve ficar bêbada em festas ou baladas.

· 68% dizem não achar legal a mulher ir para a cama no primeiro encontro.

· 78% das jovens entrevistadas relatam já ter sofrido algum tipo de assédio ou abordagem violenta na balada, como ser beijada à força.

· 35% já foram xingadas pelo namorado e 33% proibidas pelo parceiro de usar determinada roupa.

· 3 em cada 10 garotas já foram assediadas fisicamente no transporte público.

Os dados são de arregalar os olhos e um deles é a cereja do bolo: mais mulheres (42%) do que homens (41%) concordam que uma garota deve ficar com poucas pessoas. Oi, garotas?!

E o que eu tenho a ver com isso? Muito! A gente fica chocada, comenta, mas adora apontar o dedo para os outros, ou melhor, para as outras. Por isso….

…  leve essas três notícias para casa. Pense sobre elas e converse com suas amigas.

… reflita sobre suas atitudes. Você torce o nariz quando sua amiga vai para a balada com uma saia suuuuper curta? Faz comentário do tipo: “Ela levou muitas cantadas… também com aquela roupa, até eu!”. Se você parar de fazer esse tipo de comentário, não vai passar o machismo para frente.

… dê um share sempre que vir alguma manifestação bacana online, petição contra violência e notícias como as dessa matéria. Não é preciso virar militante feminista, dá para participar assim.

… na vida real, não hesite em chamar por ajuda caso veja alguma cena de violência.

Combinado?

 

 

 

 

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